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O que rolou na final da Série A-3 2012

Prefeito alvinegro Diego De Nadai hasteou um mega bandeira com um Tigre em um dos mastros do DV. Chamou para isso Rogérião e Nikima, da Malucos. Emocionante!

Eder, Oliveira, Bernardi, MarcusVinicius, Esquerdinha, Deda, Jataí, Chorão, Rodrigo, Denner, Tulio. Luisinho é o técnico. Esse foi o Rio Branco campeão.

Todos os jogadores do plantel do Rio Branco entraram juntos e de mão dadas por um imenso cordão de mascotes.

Tulio Renan (foto EPTV) guardou tudo para o final e foi o craque do jogo. Marcou dois gols e deu o título ao Tigre. Ouça a narração dos gols aqui.

Marcos Denner virou capitão com a saída de Bernardi Guerreiro.

Bela cerimônia marcou a nomeação da tribuna de honra com homenagem ao ex-goleiro do Tigre, Oswaldo Pisoni. Foi o primeiro atleta profissional de Americana e primeiro a sofrer gol no Maracanã.

Deputado Chico Sardelli, vice da FPF, foi quem entregou o troféu (veja a foto). Del Nero não veio à Americana. Também, depois do que fez com a Malucos e com as arbitragens que mandou aos jogos do alvinegro...

Bernardi carregou a Taça Odilon Pereira de 1923. De arrepiar. Show de bola! Para quem é riobranquense puro sangue sabe o que isso significa. Veja ele levantando a taça aqui no Blog do Jairinho.

Tigre vice-campeão de público da A3. Perdeu pro MAC. 6.280 pagantes aqui no DV, totalizando 20.616. MAC teve 21.080. Bom lembrar que foram 4 jogos sem DV. (Foto Ralph Nogueira).

Público do jogo do acesso de 2009 ainda foi pouco maior, com 6.772. Ontem, a renda foi de R$ 43.800,00 em 2009 R$ 85.110.

A PM deve ter uma birra muito grande mesmo com a Malucos do Tigre. Incrível a perseguição que sofre a torcida. Barraram tudo que a própria corporação havia liberado...

Edivaldo Tietz, da Rede Vida, me disse antes do jogo que viria para dar sorte ao Rio Branco. Deu certo.

Sede Social do Rio Branco, em um mês, deve ser vendida. Liquidando, de vez, todas as dívidas do clube. Informação trazida pelo presidente da Associação Rio Branco Centenário, Walter Bartels.

Alguns que passaram por lá

Zé Pulga, emocionado, viu seu Rio Branco ser campeão. No sábado, Sub 15 perdeu de 4 a 1 e o Sub 17 de 4 a 3 para o Paulínia.

Coronel Marinho, dono da arbitragem da FPF estava no Décio Vitta.

Flávio Conceição na cabine da Azul Celeste, a grande sala de visitas do Riobrancão neste domingo.

David e Paulo Cezar, jogadores que ficarão para a Copa SP e jogaram alguns jogos pelo Tigre, também na cabine da Azulzinha. Além deles, Tito e Guilherme ficaram por lá.

Presidente pé-quente, José Antonio Franzin, é o único da história profissional no clube a levantar o caneco.

Airton, zagueiro que estava suspenso, acompanhou o jogo com uma camiseta azul parada, nas cativas do DV. Jean, contundido e fora do jogo, também estava por lá.

Sandro Hiroshi foi atração nas cativas. Valeu, Japonês!

Atacante Índio, não relacionado pro jogo final, mas que deve ser titular na Copa Paulista, acompanha o jogo nas cobertas do DV.

Fumagalli, que pode defender o Tigre em breve, também está nas tribunas.

Nelson Simões, ex-jogador do SP e do Rio Branco estava no DV torcendo pelo Tigre. Ele comando o Sub-13 do Tricolor Paulista.

Dr. Luis Fernando Domingues, que atuou como médico do RB por vários anos, também estava no DV. Clayton, zagueiro de 2009 e Felipe Furacão, hoje no Palmeiras, além de Marcinho Rocha, também estavam no Décio Vitta.

Camargo, do Camargo lanches passou chorando na cabine antes do jogo. Faixas de campeão foram vendidas na Avenida Carmine Feola. Linda iniciativa!

Frases

“Deus foi tão maravilhoso comigo, que esperou todo esse tempo pra eu ver dois acessos e o 1o título do RB acompanhando de perto”, Ariel Ferreira.

“O Rio Branco tem que se colocar em seu lugar, como fez esse ano: o de time a ser respeitado! Próximo passo é a Copa Paulista. Vai, Tigre!”, Bruno Camargo Neves.

“Sou um apaixonado pelo RB. Muitas vezes (inúmeras) esse amor extrapola o limite do cronista. Me desculpem. Tigrão Campeão”, Gustavo Antoniassi.


“Parabéns a todos. Ano esportivo que nenhum cidade teve ate agora! Parabéns Malucos! Parabéns Americana. Parabéns Azul Celeste!”, Ricardo Molina.

"A cada começo de competição, sempre tinha sonho em ver, meses depois, o Rio Branco levantando a taça. Sonhos que por vezes se fizeram pesadelos terríveis. Sonhos que foram frustrados por uma bola na trave, um dia sem inspiração, um erro de juiz...

Mas o sonho que é sonhado tantas vezes e junto com outros sonhos de outras pessoas, há sempre que se tornar realidade. Chegou o dia!

Dessa vez não teve erro. Tudo feito certo, o momento propício, a coletividade unida. Desde o prefeito, até o mais humilde funcionário do clube não houve quem não sentiu o coração bater mais forte em 2012 quando se falava o nome Rio Branco.

O Tigre da Paulista é nosso! É nosso embaixador maior, nosso orgulho. É a representação maior do esporte de uma da cidade mais ricas e prósperas desse país.

Hoje, o riobranquense pode gritar até perder a voz que é o legítimo campeão paulista, o único do interior a levantar um título oficial em São Paulo no ano. Santos e São Bernardo não são do interior, o Tigre sim!

O interior volta a ter seu gigante, mesmo ainda fora da elite por questão de tempo. Aliás, elite é o local cativo desse felino, que habitou a primeirona por 17 anos, algo raro e jamais alcançado por clube do mesmo quilate.

Estamos falando de um clube com história e glórias que vem do passado, com títulos paulistas da década de 20, com finais marcantes e times memoráveis. Estamos tratando de uma máquina de revelar jogadores, de um pomposo clube social com sedes milionárias e que já ostentou a marca de 15 mil sócios.

Estamos falando de Rio Branco Esporte Clube! Campeão da Série A3 de 2012 e que acordou novamente. 210 mil pessoas juntas estão realinhando a ordem das coisas, consertando juntas os estragos de duas pessoas em dois anos. Somos Americana, somos Malucos do Tigre, somos torcedores da esquadra da mais alta estirpe e que faz balançar o coração.

Foi só o que consegui escrever aqui na cabine vendo a cena e o momento que por noites sonhei. Sonha comigo, nação riobranquense! Chora comigo, nação riobranquense!

Dá-lhe Tigre, dá-lhe Tigre, dá-Rio Branco!", Roger Willians.

Década de 20 do Rio Branco Esporte Clube

Na década de 20, o máximo que um clube do interior poderia almejar era ser campeão paulista do interior. A competição, nesses moldes, foi disputada a partir de 1919 e ninguém a não ser o Rio Branco Football Club foi campeão duas vezes nos anos 20, como acompanharemos na sequencia.

As primeiras conquistas do futebol ocorreram em 1921, com os títulos de campeão da Região e campeão da Zona Paulista, ganhando o direito de disputar o título de Campeão do Interior com os demais campeões (entenda mais abaixo).

Base: Alfredo Maia; Alfredo Vitta e Augusto Américo; Joaquim Azanha, José Conegundes e Rafael Vitta; Antonio Machado, Virgilio Braga, Paschoal Vitta, José Bortolato e Albertino Machado.

Demais: Carabina, Macaco, Eduardo Guedes, João Cibin, Salvador Dias (Dodô), Mario Oliveira e Julião Justi.

Jogo a jogo:

18/12/21 – Concórdia 1-0 Rio Branco – Campinas
25/12/21 – Rio Branco 2-0 Pirassununguense – Americana
8/01/22 – União Agrícola 0-2 Rio Branco – Santa Bárbara
22/01/22 – Guarany 1-2 Rio Branco – Campinas
29/01 – Guarany 2-5 Rio Branco (Final da Zona Paulista) – Jundiaí

Como campeão da Zona Paulista, o clube prosseguiu na disputa do Campeonato Paulista do Interior, jogando com campeão de outras zonas (leia a saga vice-campeã abaixo).

Todos os jogadores trabalhavam até às 17h e seguiam para treinar no Rio Branco, sendo que, depois do treino, o preparo físico era garantido com uma corrida pelas ruas da cidade. Nessa época, cada acontecimento envolvendo o clube mobilizava a cidade, desde um simples amistoso até uma decisão de título.

Outro detalhe é que o “Tigre da Zona” (por causa da região, chamada de Zona Paulista, depois se adotou o apelido de “Tigre da Paulista”), como era conhecido por alguns, foi o primeiro bi-campeão do interior, sendo duas vezes consecutivas. Isso com fundação em 1913, ainda como Sport Club Arromba.

Entendendo: naquela época, os clubes do estado eram divididos em cinco grupos, determinados por regiões: Capital, Baixa Paulista, Alta Paulista, Mogiana e Central do Brasil. O Rio Branco pertencia à Baixa Paulista, que junto com a Alta Paulista, formava a Zona Paulista.

Em 1918 a APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos), resolveu criar uma nova competição: o Campeonato do Interior. Junto com essa novidade veio a Taça Competência, ou seja, o campeão do interior disputaria com o campeão do torneio que já vinha sendo organizado desde 1913 (divisão principal), o título de Campeão do Estado de São Paulo.

Em 1921, faltou pouco ao RB, mas o campeão da Zona Paulista seria vice-campeão do fortíssimo Campeonato do Interior, organizado pela APEA.

Jogo a jogo:

24/02/22 – Rio Branco 1-2 XV de Piracicaba – Jundiaí
03/03/22 – Taubaté 1-4 Rio Branco – São Paulo no Campo do Ipiranga
Sem data específica – Rio Branco 2-0 Comercial (Ribeirão Preto) – São Paulo
19/03/22 – Paulista 1-0 Rio Branco – São Paulo no Campo do Ipiranga (final)

Rio Branco: Mário; Alfredo e Frutuoso; Rafael, Carabina e Carrinho; José Rodrigues Junior, Braga, Paschoalino, Augusto e Borolato.

Mesmo sem o título, os atletas eram recebidos com grande banquete em Americana. Assim o jornalista Claudio Giória resgatou esse momento histórico para o clube:

O Rio Branco estreou no Campeonato do Interior em 1921 e logo de cara fez bom papel, chegando ao título da Zona Paulista. Com uma vitória por 2 a 1 sobre o Guarani em 22 de janeiro de 1922, o Rio Branco terminou com o mesmo número de pontos que o Bugre, o que provocou um jogo desempate, na semana seguinte, em Jundiaí. A partida foi violentíssima, com os ânimos acirrados, e terminou com uma goleada de 5 a 2 para o Rio Branco. Embora o título fosse simbólico, é a primeira conquista da história do futebol do Rio Branco.

Na fase final, o Tigre chegou à última rodada precisando apenas de um empate diante do Paulista, mas acabou derrotado por 1 a 0, no campo do Ipiranga, em São Paulo, e viu a taça escapar de suas mãos.

1922 - Campeão do Centenário, o mais importante título da história

As principais glórias do Rio Branco foram em 1921 e 1922 (mas com campeonatos encerrados em 1922 e 1923, respectivamente), com o bi-campeonato do interior. Em 1922, ano do Centenário da Independência, o alvinegro conquistou o Campeonato Paulista do Interior e disputou contra o Corinthians, no Parque Antarctica, a final do estado, valendo o título da Taça Competência e o título de Extra Campeão Paulista, porém, perdeu por 5 a 0, no dia 3 de maio, mas de 1923.

Antes de chegar ao Corinthians, o Tigre, então campeão da Zona Paulista, encarou o Taubaté, campeão da Zona Sorocabana. Vamos à saga:

Jogo a jogo - Campeonato do Interior
Fase regional 1º turno

13/08/22 – Rio Branco 3-1 Guarany – Americana (Paschoal (2) e Augusto Américo)
03/09/22 – Rio Branco 2-0 São João de Jundiaí – (Paschoal e Augusto)
12/10/22 – Rio Branco 2-1 Paulista de Jundiaí – (Paschoal e Frutuoso)

Fase regional 2º turno

29/10/22 – Rio Branco 2-0 São João de Jundiaí – Jundiaí (Braga e Frutoso)
Sem data específica – Rio Branco 5-2 Guarany - Jundiaí.
*24/02/23 – Rio Branco 1-3 Paulista de Jundiaí – São Paulo (Frutuoso marcou para o RB)

*Partida inicialmente prevista para o início do 2º turno em São Paulo, mas adiada a pedido do Paulista. Lolégio foi o goleiro do Tigre nesse jogo, porém, devido a sua péssima atuação, foi expulso dos chamados quadros do clube.

Com esse resultado, as duas equipes se igualaram em pontos e decidiram a final da Zona Baixa da Paulista. Foi uma partida disputadíssima na capital.

04/03/23 – Rio Branco 2-1 Paulista de Jundiaí – (Final) - São Paulo, Campo do Corinthians (Paschoal e Augusto fizeram os gols do Rio Branco).

Rio Branco: Pisoni; Alfredo e Frutuoso; Carrinho, Carabina e Rafael; Albertino, Bertolato, Augusto, Paschoal e Braga.

Decisão do titulo absoluto da Zona Paulista
Campeão da Zona Baixa X Zona Alta paulista

11/03/23 – Rio Branco 3–2 Rio Claro – Jundiaí (Augusto (2) e Paschoal)

A arbitragem foi de Antonio Dias e a conquista foi brilhante pelos riobranquenses.

Incrível o relato feito no Memorial do Rio Claro F.C.: “Em 08/03/1923, o Rio Claro FC nega-se a enfrentar o Rio Branco FC da Vila Americana, hoje município de Americana, em Campinas por não ser campo gramado. Essa era uma partida válida para decidir o título da Zona Paulista do Campeonato do Interior. O jogo é remarcado para o dia 11.03.1923, em Jundiaí, no campo do Corinthians Jundiaiense FC. Perdemos por 3x2.”

Campeonato Paulista do Interior
Jogos finais

18/03/1923 – São Joanense, de São João da Boa Vista 0-0 Rio Branco - Palestra Itália, em São Paulo.
Sem data específica – Rio Branco 2-0 América de São Roque – Palestra Itália (Augusto e Carabina)
Nesse jogo, Carabina se contundiu logo no início e precisou ser retirado da partida.

Finalíssima do Campeonato do Interior

Último jogo seria entre Rio Branco, campeão da Zona Paulista, com o Taubaté, Campeão da Zona Central do Brasil. Foi um inesquecível combate, que não teve Carabina, ainda contundido. No final, prevaleceu o forte e temido conjunto do time de Americana, campeão do Centenário da Independência.

08/04/1923 – Rio Branco 2-1 Taubaté – Palestra Itália, em São Paulo (Braga e Frutuoso para o Tigre)

Rio Branco: Pizoni; Alfredo e Frutuoso; Ditinho, Rafael e Carrinho; Braga, Paschoal, Herculano, Augusto e Albertino.

Festa com medalhas e homenagens

José da Cunha Raposo, então secretário do Rio Branco F.C. assim descreveu os festejos realizados:

“Aos 21 dias do mês de abril de 1923, a diretoria do Rio Branco F.C. seguida dos amigos do Clube, a grande massa popular e a banda de música local, se dirigiu a estação às 15h30 afim de esperar a comitiva que vinha de São Paulo, a qual era composta pelo Sr. Manoel Freitas de Pinto Jr. Nosso representante junto a APEA e portador da Taça Palmeiras; Jarbas Cid de Godói representando a APEA; Dr. Álvaro Muller; Benedito Cavalcanti representando a Gazeta de Campinas; Taciano de Oliveira representando a Folha da Noite e o Sr. Figueiredo Jr. representante do Estado de São Paulo. Ao som da banda musical ‘Euterpe Vilamericanense’, deu entrada na gare o comboio. Aí recebido por esta diretoria, dirigiram-se todos a esta sede onde lhes foi oferecido um copo de cerveja. Em seguida, a comitiva, acompanhada dos nossos jogadores e diretoria seguiram de automóvel para Carioba, onde visitaram a estação de Regatas e a sede do Clube R. S. Carioba. De volta dessa localidade, percorreram as principais ruas da cidade. Às 19h realizou-se no hotel Brambilla o banquete oferecido por esta Diretoria aos jogadores e comitiva. Ao champagne, o prof. José Cunha Rapozo, brindou os jogadores pelo êxito que alcançaram neste campeonato e terminou oferecendo-lhes o banquete (...) Assim terminou a festa promovida em regozijo a conquista de Campeão do Interior do Estado de São Paulo no ano do 1º Centenário da nossa independência política”.

Final do estado, a “Taça Competência”

Passada a euforia pelo título do Centenário, o Tigre tinha o Corinthians pela frente para a finalíssima do Estado de São Paulo, no duelo chamado de “Taça de Competência”. No campo do extinto Palmeiras, em São Paulo, em 3 de maio de 1923, Corinthians (campeão da Capital) e Rio Branco (campeão do Interior) decidiam o título máximo paulista. O árbitro foi o Sr. Commodo. O placar foi amplo para os paulistanos: 5 a 0.

Rio Branco F.C.: Pisoni; Joanin e Frutuoso; Rafael, Alfredo e Carrinho; Ditinho, Braga, Paschoal, Emilio e Albertino.

Corinthians: Carioca; Del Debio e Rafael; Gelindo, Gambá e Ciasca; Perez, Neco, Almilcar, Tatu e Rodrigues.

A história da Taça Competência segundo o rsssfbrasil


1923 - Bi-campeão Paulista

No ano de 1923, o Rio Branco (que foi campeão da Região da Baixa Paulista) chegou novamente às finais do interior, quando fez um jogo histórico diante da Francana, no campo do Corinthians. Sob temporal, o time bateu a até então invicta campeã da Zona Mogiana por 1 a 0, gol de pênalti de Fructuoso, e colocou a mão na taça, que seria conquistada após um empate sem gols com o Sorocabano, no dia 10 de fevereiro de 1924.

Assim relatou as festas pelo bi-campeonato o jornalista Claudio Giória: “A notícia de mais um título para o Tigre fez os torcedores lotarem o Cinema Central de Vila Americana, palco tradicional de comemorações na cidade, para cantarem o hino do clube. Com uma bateria de fogos, a torcida se reuniu para recepcionar os campeões, que haviam acabado de ganhar a taça Odilon Ferreira. Cinco dias depois, o Rio Branco decidiu confeccionar medalhas de ouro para os jogadores e começou a arrecadar dinheiro. Na festa pelo título, gastou-se CR$ 125 em pastéis para os jogadores. Cada diretor do clube foi convidado a contribuir com CR$ 13.”

Porém, o Tigre perderia o Titulo Paulista da chamada Taça Competência novamente para o Corinthians, dessa vez de virada e por questionáveis 2 a 1. O jogo ocorreu em 30 de março de 1924, novamente no “Palestra Itália”.

Quem viveu próximo à época, como o radialista Geraldo Miante, da Rádio Azul Celeste, lembra dos comentários da ainda Villa Americana e jura que o Rio Branco foi prejudicado demais pelos árbitros nos dois confrontos contra o Corinthians em São Paulo. “Meteram a mão no Tigre”, revive.

Equipe bi-campeã do interior em 1923 com apenas nove anos de fundação. Destaque para Raphael e Alfredo Vitta, que jogaram no título do “Centenário”.

1924 - Prenúncio de Tristeza

Tigre perde a final da Taça Competência ao ser derrotado, de virada, pelo Corinthians, por 2 a 1, no estádio do Palmeiras, porém pelo campeonato de 1923. O Rio Branco só voltaria ao Parque Antártica muito tempo depois, em 1993, para enfrentar o poderoso Palmeiras, que na oportunidade aplicou impiedosos 6 a 1, uma das maiores goleada sofrida pelo Tigre depois que o clube reativou seu futebol, em 1979.

Nesse ano o Campeonato Paulista do Interior não seria disputado, assim como em 1926 e 1927. Começava a derrocada desse time maravilhoso, responsável pelas principais conquistas do clube, mesmo em uma época que o futebol ainda não era profissionalizado: Pisoni; Alfredo Vitta e Fructuoso; Raphael Vitta, Carabina e Ditinho; Braga, Bortolato, Augusto Américo, Paschoal Vitta e Albertino foram os primeiros ídolos do Tigre quase centenário.

1925 - Campeão da Zona, mas com desmanche

O time do Rio Branco era campeão da Zona Paulista (que passou a se chamar 3ª zona). Foi também no “Parque Antártica” que o Tigre deixou escapar o tricampeonato do interior, em 1925, ao ser derrotado pelo Velo Clube. Após aquela decisão, Alfredo e Paschoal Vitta foram para a Pinhalense, Carabina voltou para Limeira, Pisoni e Fructuoso seguiram para o Aliança, de Rebouças, e Tito rumou a Dois Córregos. Era o fim de uma era dourada para o futebol do clube.

Ao lado, vemos o plantel em pose com trajes de passeio.

Por sinal, em uma partida contra o XV de Piracicaba, o Tigre arrebentou seu rival por 6 a 0 em 2 de agosto. A imprensa piracicabana denunciava que o elenco local era composto por profissionais, o que era, digamos, proibido para a época.

Eis as reais profissões da equipe riobranquense em 1925, segundo o jornal “O Município”, de 9 de agosto daquele ano: Pizzoni (alfaite), Carabina (tecelão), Rafael Vitta (viajante), Paschoal Vitta (negociante), Alfredo Vitta (marceneiro), Vergílio Braga (mecânico), Ângelo Ricca (escrivão), Lambary (servente), Frutuozo (negociante) e Albertino (pedreiro).

1926 - O futebol pára por três anos

Desse ano até 1932 o Rio Branco tem um recesso no futebol. Mais futuramente, em 1949, também teria sua última paralisação da historia.

O fantástico esquadrão alvinegro, multicampeão na década de 20, era desmanchado. Raphael Vitta, pilar do meio-de-campo, sofreu um mal súbito em Catanduva em 22 de setembro de 1936, e morreu aos 39 anos. Alberto Machado, o Albertino, ponta esquerda cobiçado por grandes times, faleceu em 12 de novembro de 1930, sempre declarou amor ao Rio Branco. Carabina, tecelão limeirense, morreu em 1962, aos 65 anos, sem poder defender o Paulistano devido à cor da pele. O que viveu mais foi Vergílio Braga, 93 anos, que atuava tanto na meia-direita quanto na ponta-direita, morreu em 1995 em Americana, após 49 anos como funcionário das Indústrias Nardini.

Prova do desmanche daquele esquedrão foi a vexatória derrota para o rival Guarani por 10 a 0 em 7 de novembro, em Campinas, pelo Campeonato Paulista do Interior.

A homenagem do blog ao Rio Branco, aos heróis da década de 20, que jamais pode ser esquecida, aos jornais e jornalistas (especialmente Cláudio Giória, que em sua coluna no Jornal Todo Dia colocou no grande parte desse acervo) e a torcida. A imagem abaixo é dos jogadores que trouxeram para Americana as glórias de todo Estado por uma década de ouro.


Dados da Série A-3 2012

Por Rodolfo Brito - A Série A3 do Campeonato Paulista teve os acessos de Rio Branco - campeão -, Grêmio Osasco, Capivariano e Juventus. Teoricamente, a Série A3 contou com 216 jogos. Falo, teoricamente, pelo simples fato do W.O. na 6ª rodada (Taboão da Serra x Guaçuano) por falta de médico no estádio e o resultado ter sido oficializado como 3 a 0 para o Guaçuano. Levando em conta estes 216 jogos, com o W.O. na lista, tivemos 576 gols. Média boa de 2,67 tentos por jogo.

Como de costume, os mandantes superaram os visitantes em números de gols marcados e vitórias. Ao todo, 329 gols foram marcados pelos donos da casa, contra 247 dos visitantes. Em relação as vitórias, são 97 dos mandantes e 66 dos "intrusos", além de 53 empates.

Mais números...

As vitórias na Série A3, porém, não foram nada animadoras. O placar mais repetido na Edição 2012 foi o sem graça 1 a 0, em 40 oportunidades. Com 35 repetições tivemos o 2 a 1. Enquanto isso, a vitória, por 2 a 0, apareceu 30 vezes. Em relação a goleadas, tivemos sete 4 a 0, quatro 5 a 0 e apenas um 5 a 1.

E estas goleadas, por 5 a 0, estão na lista dos placares mais dilatados. O Juventus bateu o Osvaldo Cruz, o Batatais passou pelo Flamengo, o Guaçuano derrotou o Capivariano e o Rio Branco goleou o Osvaldo Cruz. Mas o jogo com mais tentos foi o triunfo do Tigre de Americana sobre o Marília, por 5 a 3.

Confira todos os números e curiosidades da Série A3 2012:

216 jogos
576 gols
2,67 gols por jogo
329 gols dos mandantes
247 gols dos visitantes
Gols dos mandantes por jogo: 1,52
Gols dos visitantes por jogo: 1,14
Vitórias dos mandantes: 97 (diferença média de gols: 1,90)
Empates: 53 (placar médio: 1,09 x 1,09)
Vitórias dos visitantes: 66 (diferença média de gols: 1,55)

Houve um W.O. na 6ª rodada (Taboão da Serra x Guaçuano) por falta de médico no estádio e o resultado foi oficializado como 3 x 0 para o Guaçuano. Excluindo esta partida, teremos:

215 jogos
573 gols
2,66 gols por jogo
329 gols dos mandantes
244 gols dos visitantes
Gols dos mandantes por jogo: 1,53
Gols dos visitantes por jogo: 1,13
Vitórias dos mandantes: 97 (diferença média de gols: 1,90)
Empates: 53 (placar médio: 1,09 x 1,09)
Vitórias dos visitantes: 65 (diferença média de gols: 1,52)

Frequência de Resultados

1 x 0 (40)
2 x 1 (35)
2 x 0 (30)
1 x 1 (25)
3 x 0 (16) ou (15)
2 x 2 (15)
0 x 0 (12)
3 x 2 (11)
3 x 1 (8)
4 x 0 (7)
4 x 2 (6)
5 x 0 (4)
4 x 1 (3)
3 x 3 (1)
4 x 3 (1)
5 x 1 (1)
5 x 3 (1)

Curiosidades

- Maior diferença de gols (5): 5ª rodada - Juventus 5 x 0 Osvaldo Cruz; 9ª rodada - Batatais 5 x 0 Flamengo; 10ª rodada - Capivariano 0 x 5 Guaçuano; 16ª rodada - Rio Branco 5 x 0 Osvaldo Cruz

- Mais gols em um jogo (8): 22ª rodada - Marília 3 x 5 Juventus

- Mais gols de um time (5): 5ª rodada - Juventus 5 x 0 Osvaldo Cruz; 9ª rodada - Batatais 5 x 0 Flamengo; 10ª rodada - Capivariano 0 x 5 Guaçuano; 12ª rodada - Batatais 5 x 1 Inter de Bebedouro; 16ª rodada - Rio Branco 5 x 0 Osvaldo Cruz; 22ª rodada - Marília 3 x 5 Juventus

- Maior vitória do mandante (5): 5ª rodada - Juventus 5 x 0 Osvaldo Cruz; 9ª rodada - Batatais 5 x 0 Flamengo; 16ª rodada - Rio Branco 5 x 0 Osvaldo Cruz

- Maior vitória do visitante (5): 10ª rodada - Capivariano 0 x 5 Guaçuano

- Maiores empates (3x3): 18ª rodada - Capivariano 3 x 3 Inter de Limeira

Maiores placares por rodada

1ª Fase:

- 1ª rodada: Osvaldo Cruz 0 x 3 Inter de Limeira
- 2ª rodada: Flamengo 4 x 0 Independente
- 3ª rodada: Inter de Limeira 4 x 1 Flamengo
- 4ª rodada: Taubaté 1 x 4 Grêmio Osasco
- 5ª rodada: Juventus 5 x 0 Osvaldo Cruz
- 6ª rodada: Taboão da Serra 0 x 3 Guaçuano* ou Itapirense 2 x 4 Osvaldo Cruz
- 7ª rodada: Flamengo 3 x 0 Inter de Bebedouro
- 8ª rodada: XV de Jaú 0 x 3 Francana
- 9ª rodada: Batatais 5 x 0 Flamengo
- 10ª rodada: Capivariano 0 x 5 Guaçuano
- 11ª rodada: Guaçuano 4 x 0 Juventus
- 12ª rodada: Batatais 5 x 1 Inter de Bebedouro
- 13ª rodada: Francana 4 x 0 Capivariano
- 14ª rodada: Osvaldo Cruz 0 x 3 XV de Jaú e Guaçuano 3 x 0 Barretos
- 15ª rodada: Inter de Limeira 3 x 1 Sertãozinho
- 16ª rodada: Rio Branco 5 x 0 Osvaldo Cruz
- 17ª rodada: Taubaté 3 x 0 Guaçuano
- 18ª rodada: Osvaldo Cruz 0 x 3 Taubaté e Independente 3 x 0 XV de Jaú
- 19ª rodada: Inter de Limeira 4 x 0 Inter de Bebedouro e Juventus 4 x 0 Capivariano

2ª Fase:

- 20ª rodada: Marília 2 x 0 Guaçuano
- 21ª rodada: Grêmio Osasco 3 x 0 Marília e Rio Branco 3 x 0 Inter de Limeira
- 22ª rodada: Marília 3 x 5 Juventus
- 23ª rodada: Juventus 2 x 0 Marília
- 24ª rodada: Marília 0 x 4 Grêmio Osasco
- 25ª rodada: Grêmio Osasco 3 x 1 Juventus

Final:

- 26ª rodada: Grêmio Osasco 0 x 0 Rio Branco
- 27ª rodada: Rio Branco 2 x 0 Grêmio Osasco

Maiores vitórias por clubes

- Barretos: 3 x 0 contra Francana (10ª rodada)
- Batatais: 5 x 0 contra Flamengo (9ª rodada)
- Capivariano: 4 x 1 contra Flamengo (16ª rodada)
- Flamengo: 4 x 0 contra Independente (2ª rodada)
- Francana: 4 x 0 contra Capivariano (13ª rodada)
- Grêmio Osasco: 4 x 0 contra Marília (24ª rodada)
- Guaçuano: 5 x 0 contra Capivariano (10ª rodada)
- Independente: 3 x 0 contra Capivariano (11ª rodada) e XV de Jaú (18ª rodada)
- Inter de Bebedouro: 4 x 2 contra Marília (8ª rodada)
- Inter de Limeira: 4 x 0 contra Inter de Bebedouro (19ª rodada)
- Itapirense: 3 x 1 contra XV de Jaú (7ª rodada)
- Juventus: 5 x 0 contra Osvaldo Cruz (5ª rodada)
- Marília: 2 x 0 contra Taboão da Serra (3ª rodada), Sertãozinho (9ª rodada), Itapirense (18ª rodada) e Guaçuano (20ª rodada)
- Osvaldo Cruz: 4 x 2 contra Itapirense (6ª rodada)
- Rio Branco: 5 x 0 contra Osvaldo Cruz (16ª rodada)
- São Bento: 3 x 1 contra Taubaté (5ª rodada) e Inter de Bebedouro (11ª rodada)
- Sertãozinho: 4 x 2 contra Inter de Bebedouro (16ª rodada)
- Taboão da Serra: 4 x 2 contra Francana (14ª rodada)
- Taubaté: 3 x 0 contra Guaçuano (17ª rodada) e Osvaldo Cruz (18ª rodada)
- XV de Jaú: 3 x 0 contra Osvaldo Cruz (14ª rodada)

Piores derrotas por clube

- Barretos: 0 x 3 contra Guaçuano (14ª rodada)
- Batatais: 0 x 2 contra Inter de Limeira (10ª rodada)
- Capivariano: 0 x 5 contra Guaçuano (10ª rodada)
- Flamengo: 0 x 5 contra Batatais (9ª rodada)
- Francana: 0 x 3 contra Barretos (10ª rodada)
- Grêmio Osasco: 0 x 2 contra Barretos (18ª rodada) e Rio Branco (27ª rodada)
- Guaçuano: 0 x 3 contra Taubaté (17ª rodada)
- Independente: 0 x 4 contra Flamengo (2ª rodada)
- Inter de Bebedouro: 0 x 4 contra Inter de Limeira (19ª rodada)
- Inter de Limeira: 0 x 3 contra Rio Branco (21ª rodada)
- Itapirense: 0 x 2 contra Capivariano (5ª rodada) e Marília (18ª rodada)
- Juventus: 0 x 4 contra Guaçuano (11ª rodada)
- Marília: 0 x 4 contra Grêmio Osasco (24ª rodada)
- Osvaldo Cruz: 0 x 5 contra Juventus (5ª rodada) e Rio Branco (16ª rodada)
- Rio Branco: 0 x 1 contra XV de Jaú (13ª rodada) e Grêmio Osasco (15ª rodada)
- São Bento: 0 x 2 contra Rio Branco (8ª rodada) e Juventus (16ª rodada)
- Sertãozinho: 0 x 2 contra Grêmio Osasco (3ª rodada), Barretos (7ª rodada) e Marília (9ª rodada)
- Taboão da Serra: 0 x 3 contra Grêmio Osasco (2ª rodada), Guaçuano* (6ª rodada) e Inter de Limeira (13ª rodada)
- Taubaté: 0 x 4 contra Juventus (10ª rodada)
- XV de Jaú: 0 x 3 contra Francana (8ª rodada), Independente (18ª rodada)

Agradecimento e elogios aos Blog RBrito pelo belo levantamento.

1921: o primeiro título da história do Rio Branco

As primeiras conquistas do futebol ocorreram em 1921, com os títulos de campeão da Região (Zona Baixa Paulista) e campeão da Zona Paulista, ganhando o direito de disputar o título de Campeão do Interior com os demais campeões. Era apenas o nono ano de vida do clube, fundado em 1913 como Sport Club Arromba.

Naquela época, os clubes do estado eram divididos em cinco grupos, determinados por regiões: Capital, Baixa Paulista, Alta Paulista, Mogiana e Central do Brasil. O Rio Branco Football Club pertencia à Baixa Paulista, que junto com a Alta Paulista, formava a Zona Paulista.

Todos os jogadores trabalhavam até às 17h e seguiam depois para treinar no Rio Branco. Detalhe é que depois do treino, o preparo físico era na base da corrida pelas ruas da então Villa Americana. Os relatos dão conta de que os acontecimentos do clube mobilizavam a cidade, seja um jogo amistoso até uma decisão de troféu.

Os heróis do primeiro título: Alfredo Maia; Alfredo Vitta e Augusto Américo; Joaquim Azanha, José Conegundes e Rafael Vitta; Antonio Machado, Virgilio Braga, Paschoal Vitta, José Bortolato e Albertino Machado. Estavam no elenco: Carabina, Macaco, Eduardo Guedes, João Cibin, Salvador Dias (Dodô), Mario Oliveira e Julião Justi.

Os grupos regionalizados

Zona Paulista - Campeão Rio Branco Football Clube

Clube Atlético Pirassununguense - Pirassununga
Concórdia Futebol Clube - Campinas
Guarani Futebol Clube - Campinas
Rio Branco Esporte Clube - Americana
União Agrícola Barbarense Futebol Clube - Santa Bárbara D’oeste
Vila Industrial Futebol Clube – Campinas

Zona Mogiana 

Amparo Atlético Clube - Amparo
Associação Atlética Francana - Franca
Associação Atlética Socorrense - Socorro
Comercial Futebol Clube - Ribeirão Preto
Esporte Clube Itapira - Itapira
Floresta Atlético Clube - Amparo
Sociedade Esportiva Sanjoanense - São João Da Boa Vista

Zona Sorocabana 

América Futebol Clube - São Roque
Associação Atlética Maranhão - Itu
Esporte Clube São Paulo Atlético - Sorocaba
Esporte Clube Savóia - Votorantim
Esporte Clube Sorocabano - Sorocaba
Esporte Clube XV De Novembro - Piracicaba
Ítalo Futebol Clube – Itu
São Roque Atlético Clube - São Roque

Zona Central Do Brasil

Associação Atlética Caçapavense - Caçapava
Esporte Clube Elvira - Jacareí
Esporte Clube Taubaté – Taubaté

Zona São Paulo Railway

Bragança Futebol Clube - Bragança Paulista
Corinthians Jundiahyense Futebol Clube - Jundiaí
Paulista Futebol Clube - Jundiaí
São João Futebol Clube - Jundiaí

Jogos da Zona Paulista
(Baixa Paulista e Alta Paulista)

18/12/21 – Concórdia 1-0 Rio Branco – Campinas
25/12/21 – Rio Branco 2-0 Pirassununguense – Americana
8/01/22 – União Agrícola 0-2 Rio Branco – Santa Bárbara
22/01/22 – Guarany 1-2 Rio Branco – Campinas

Com a vitória sobre o Bugre, houve empate de pontos, obrigando novo jogo, disputado dias depois, em Jundiaí, no dia 29 de janeiro de 22 (os campeonatos começavam em um ano e terminavam em outro). O Tigre conquistaria seu primeiro título, o de Campeão da Zona Paulista, e com estilo: sonoros 5 a 2 no Guarany (à época com "y"). Relatos dão conta de que foi um jogo muito violento.

Como campeão da Zona Paulista, o clube prosseguiu na disputa do Campeonato Paulista do Interior, jogando com campeão de outras zonas (leia a saga vice-campeã abaixo).

Vice do interior

Em 1918 a APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos), resolveu criar uma nova competição: o Campeonato do Interior. Junto com essa novidade veio a Taça Competência, ou seja o campeão do interior disputaria com o campeão do torneio da capital (com a presença do Santos), que já vinha sendo organizado desde 1913 (chamado por alguns como divisão principal), o título máximo de Campeão do Estado de São Paulo. Era uma espécie de "Recopa", para que o leitor do nosso blog entenda melhor. O Tigre seria vice-campeão da Competência em 22 e 23.

Sobre o Campeonato do interior, faltou pouco! O campeão da Zona Paulista seria vice-campeão do fortíssimo certame, organizado pela APEA. O campeão era o ótimo time do Paulista de Jundiaí. A base utilizada na disputa de campeão do interior era a mesma e conhecida em todo o estado por toda aquela década de 20 com Mário; Alfredo Vitta e Frutuoso; Rafael, Carabina e Carrinho; José Rodrigues Junior, Braga, Paschoalino, Augusto e Bortolato.

Paulista, campeão do interior em 1921, derrotando o Tigre na final

Jogos da fase final:
19.02.1922
Comercial
3
X
1
Xv De Novembro
São Paulo
24.02.1922
Xv De Novembro
2
X
1
Rio Branco
Jundiaí
24.02.1922
Paulista
11
X
1
Taubaté
São Paulo
05.03.1922
Rio Branco
4
X
1
Taubaté
São Paulo
12.03.1922
Paulista
11
X
0
Xv De Novembro
São Paulo
19.03.1922
Comercial
1
X
0
Taubaté
São Paulo
19.03.1922
Paulista
1
X
0
Rio Branco
São Paulo
26.03.1922
Taubaté
4
X
2
Xv De Novembro
São Paulo
26.03.1922
Rio Branco
2
X
0
Comercial
São Paulo
02.04.1922
Paulista
1
X
1
Comercial
São Paulo

Mesmo com o vice, o time começava a virar a sensação da cidade e da região. A base seria mantida para conquistar tudo praticamente que uma equipe de seu porte poderia almejar. Festa para os atletas que perderam o caneco para a máquina chamada Paulista, que já houvera ganho em 1920. 

Amistosos

O Tigre disputaria também alguns amistosos em 1921. Três deles o blog possui registros, sendo todos fora de casa e dois fora do estado. Confira:

29/05/1921 - Uberaba F.C. 1 x 1 Rio Branco – Uberaba MG - Amistoso
30/05/1921 - Uberaba F.C. 2 x 1 Rio Branco – Uberaba MG – Amistoso
18/09/1921 - Rio Branco 2 x 1 Floresta A.C - Amparo – Amistoso

O Rio Branco, ainda Football Club era um jovem de nove anos e que seria conhecido pouco tempo depois como "Campeão do Centenário". Mas essa é uma história para outro Especial... Até lá!


*Todos os especiais do blog contém dados e fotos extraídos de pesquisas na internet, jornais de Americana e acervo próprio. Se alguém se sentir lesado por algum dado aqui colocado, o blog fará a exclusão ou retificação.