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O projeto ''Esporte Clube Vasco da Gama - Um traço de união paulista-carioca''


O projeto “Esporte Clube Vasco da Gama – Um traço de união paulista-carioca” visa resgatar toda a história do saudoso Vasquinho da Conserva. Tudo será revelado: quem mais jogou, quem mais fez gols, fichas técnicas, resultados históricos, curiosidades... Este é um trabalho que os grandes clubes do Brasil possuem e que o Vasco de Americana irá ganhar com a ajuda de pessoas que guardam o Dragão na memória com muito carinho por suas páginas heroicas. 

Dentro deste projeto, temos: um almanaque e um livro que irá contar toda a história do Vasquinho. Ainda está sendo estudado se realmente serão feitos um almanaque e um livro (materiais separados) ou se os dois conteúdos serão colocados em apenas um material. Além disso, um documentário será preparado com personagens da história do Vasco. Também será possível fazer um kit, ou seja, o livro/almanaque, o documentário e alguns produtos do Vasco que iremos fazer em parceria com empresas – como a reedição da camisa de 58 do Vasquinho (a camisa clássica) e canecas, bottons e chaveiros. 

Tudo isso como forma de homenagem aos que lutaram por 29 anos para que o Vasco da Gama e o Americana Esporte Clube se tornassem times vitoriosos e que levaram muito bem o nome da Princesa Tecelã. Vale dizer, o Vasquinho foi fundado, em 1950, como um time do bairro da Conserva e simplesmente para rivalizar com o Flamengo da Vila Galo. O cruzmaltino cresceu tanto que acabou se tornando o principal time da cidade e um dos principais da região. 

O objetivo desta postagem é trazer todos os passos e tudo o que vem sendo feito para a realização do projeto. Após a matéria de Zaramelo Júnior (versão digital), publicada no Jornal O Jogo em 28 de abril de 2017, tem despertado em muitos a curiosidade sobre o projeto "Esporte Clube Vasco da Gama - Um traço de união paulista-carioca": no que consiste, o que vem sendo feito, o que ainda falta para fazer e as fases do projeto. Para isso, o proprietário do Acervo - Rio Branco Esporte Clube, historiador e mentor do projeto Gabriel Pitor Oliveira, vem explicar um pouquinho sobre o conteúdo:

FASES DO PROJETO
1 - Pesquisa de jogos e fichas técnicas (CONCLUÍDO): o Vasco da Gama foi fundado em 24 de abril de 1950 como uma equipe varzeana, de bairro. Desde aquele dia até o seu fim, em 1979 com a fusão com o Rio Branco e já com o nome de Americana EC, a equipe passou por todas as fases do futebol e explorou todos os desafios que um interiorano costuma encarar. Neste período foram vários jogos, sendo todos já pesquisados em periódicos da época, assim como as fichas técnicas. Ainda há carências, mas que podem não serem resolvidas devido ao fato do Vasco ter uma cobertura falha da imprensa da época. 

2 - Apuração de dados técnicos (CONCLUÍDO): a apuração é ver se todos os dados pesquisados na fase anterior estão corretos. Também é feito o levantamento de novos dados: quem mais jogou, quantas partidas fizeram cada atleta, quantos gols e assim por diante. Esta fase já foi concluída. 

3 - Pesquisa de biografias, fotos e conteúdos multimídia (EM ANDAMENTO): é aqui que estamos. Diariamente, eu (Gabriel Pitor) tenho conversado com ex-jogadores e familiares de ex-jogadores com o objetivo de coletar dados biográficos, fotos e possíveis conteúdos ou materiais que eles possam ter relacionados ao Vasquinho de Americana. Não importa o que seja, tudo o que é relacionado ao Dragão é válido para o resgate histórico - desde canhotos de ingressos até registros fotográficos ou imagens de vídeo.

4 - Definição do projeto gráfico do almanaque e plano de conteúdo (PENDENTE): depois de tudo pesquisado e apurado é hora de definir como será o livro-almanaque. É neste momento que serão pensados quantas páginas serão destinadas para determinado assunto, como será a cronologia do livro-almanaque, como os dados serão apresentados, quais serão os atletas homenageados no livro e etc.

5 - Produção e revisão do conteúdo do almanaque e projeto (PENDENTE): definido o projeto gráfico e quais os conteúdos serão publicados e como serão publicados, é hora de produzir em ritmo acelerado para que possa ser revisado. Todo o conteúdo precisa passar por uma nova avaliação, uma revisão para que erros possam ser evitados - desde equívocos linguísticos até mesmo do próprio denso conteúdo.

6 - Captação de recursos (PENDENTE): esta é a fase chave do projeto. Sem ela, não há como o projeto inteiro andar e ser publicado. Ainda está sendo estudado o aporte financeiro por meio de órgãos públicos e leis de incentivo à cultura. Porém, já estão definidas as diretrizes de busca de patrocínios e doações por meio de famílias ligadas ao Esporte Clube Vasco da Gama. Outro recurso de captação financeira será a pré-venda. Nesta fase também que serão definidos os locais e as plataformas nos quais os produtos do projeto serão comercializados.

7 - Gravação do documentário (com nome ainda a ser definido - PENDENTE): é por isso que a fase de captação de recursos será feita antes mesmo da gravação do documentário. Uma produção audiovisual requisita grande aporte técnico - de maquinário e de equipe - e isso demanda grande custo financeiro - por mais enxutos que sejam os custos de cenário. De qualquer forma, mais de 10 personagens importantes para a história do Vasco da Gama já foram contatados e estão oficialmente avisados sobre a realização do documentário, com local já definido e com diretrizes de como será feito o produto audiovisual.

8 - Fechamento de todos os conteúdos, definição de valores e divulgação (PENDENTE): depois de gravado o documentário e de revisado o almanaque, não faltará mais nada senão publicar e comercializar. É nesta fase que serão definidos os valores do kit, do almanaque e de todos os outros materiais. Também será definido onde o produto será lançado. Aqueles que auxiliaram na produção do livro serão presenteados. Serão feitas, também, ações de marketing a fim de que várias pessoas possam ter conhecimento da publicação do material.

9 - Publicação (PENDENTE)

O QUE JÁ TEMOS
- Mais de 600 jogos levantados desde 24 de abril de 1950, sendo que 80% possuem suas fichas técnicas conhecidas.
- Mais de 500 atletas, 30 técnicos e vários diretores já envergaram a camisa do Vasco da Gama ou do Americana Esporte Clube, todos serão revelados no livro-almanaque (grande parte com suas biografias).
- Da parte de biografias (fase de pesquisa iniciada em 10 de julho de 2017), quase 50 já foram resgatadas em pouco tempo de pesquisa. O objetivo é de que pelo menos 75% dos que passaram pelo Dragão tenham suas biografias reveladas.
- Com o auxílio de ex-jogadores e de Fred Smania, quase 60 fotos do Vasco/AEC já foram resgatas e este acervo só aumenta a cada dia.
- Mais de 20 relatos de ex-atletas já foram documentados para o livro-almanaque em pouco tempo de pesquisa.
- Mais de 100 rostos de atletas já foram encontrados em pouco tempo de pesquisa.
- Letra do hino do Vasco da Gama de Americana - artigo raro.
- Jogo inaugural do estádio Victório Scuro e biografia de quem foi Victório Scuro.
- Jogo inaugural do estádio Décio Vitta e todo o relato da construção do estádio, inclusive relatos do autor do primeiro gol da praça esportiva: Nilton Libardi, o Niltinho.
- Mais curiosidades ao longo dos 29 anos de história do Vasco da Gama-Americana Esporte Clube até a fusão com o Tigre da Paulista.

O QUE AINDA FALTA (PESQUISA)
- Quase 90% das biografias dos que passaram pelo Vasco da Gama-Americana.
- Faltam 141 fichas técnicas e que necessitarão de pesquisas em periódicos de fora de Americana.
- Resgate de documentos do Esporte Clube Vasco da Gama que estão no cartório da cidade - demanda recurso financeiro.
- Resgate dos troféus do Esporte Clube Vasco da Gama-Americana Esporte Clube.
- Resgate de atas e documentos oficiais do clube.
- Resgate de áudios e vídeos que envolvam o Esporte Clube Vasco da Gama-Americana Esporte Clube.
- Fotos de 80% dos jogadores do Esporte Clube Vasco da Gama-Americana Esporte Clube (rostos).

ALGUMAS PESSOAS QUE JÁ FORAM OUVIDAS
- Fred Smania - Ex-preparador físico do Rio Branco, campeão com o Vasco da Gama em 1968. Passou por vários clubes brasileiros e teve a sua biografia revelada aqui no acervo. Ele é filho também do ex-técnico do Vasco, Armando Smania.
- David Tunussi - Uma das figuras de maior luta no esporte americanense. Por anos, foi diretor do Vasco, do Americana e do Rio Branco. 
- Armindo Borelli - Hoje presidente do Conselho Deliberativo do Rio Branco, Borelli foi ex-presidente do Tigre e atacante do primeiro time do Vasquinho na década de 50.
- Jota Júnior - Com o apelido de "Juca", o narrador dos canais SporTV já jogou pelo Vasco da Gama de Americana na década de 60 e ainda era o repórter de campo no jogo do título da Segunda Divisão do Vasco de 1968. Uma das páginas do almanaque conta uma das situações inusitadas que ele viveu quando ainda era narrador do cruzmaltino.
- Nenê "Manga Rosa" - Goleiro ídolo do Vasco da Gama, era o titular do time campeão de 1968.
- Tuti - Meio-campista que fez muito sucesso no Vasquinho, Tuti iniciou a carreira na Ponte Preta e é costumeiramente lembrado por Milton Neves no programa "Terceiro Tempo" da Rede Bandeirantes. É uma das figuras emblemáticas da Macaca e do Dragão.

APELO
O historiador e mentor do projeto, Gabriel Pitor Oliveira, faz um apelo para que recomendem, mandem contato de pessoas que possam ter alguma ligação ao Vasco da Gama ou ao Americana Esporte Clube. Unidos, o árduo trabalho pode ser encerrado em menor tempo. Também é feito um apelo para que apoiem o projeto, especialmente os atuais torcedores do Rio Branco Esporte Clube que também podem ser considerados parte do público-alvo. Até porque, o Vasquinho e o AEC foram importantes para o volta do Tigre em 1979 depois de tanta luta para se manterem no segundo escalão paulista. Muitas das pessoas que serão retratadas no livro-almanaque e no projeto já foram do Rio Branco ou também lutaram arduamente para auxiliar o Vasquinho para que em 79 o clube pudesse entregar de bandeja a vaga para o alvinegro na Divisão Intermediária.

POR QUE A REALIZAÇÃO DO PROJETO
Eu (Gabriel Pitor) sempre fui muito curioso. Depois que eu comecei a pesquisar do Rio Branco, despertou a minha curiosidade de pesquisar do Vasquinho. Muitos falavam do título de 1968 do Vasco, então para mim era um time que merecia maior destaque, merecia ter a sua história preservada.

Outro fator que motivou a pesquisa foi o desprezo ou "olho torto" por parte da torcida do Tigre ao Vasquinho. Muitos não entendem a importância do cruzmaltino para a volta do Rio Branco ao futebol. Se não fosse o Vasco lutar tanto contra as dificuldades para se manter na "2ª Divisão", o Tigre não voltaria ao futebol em 79 ou voltaria na quarta divisão estadual - tornando a missão de chegar à elite, como foi em 1990, muito mais árdua. Pessoas fizeram "da tripa, o coração" para manter o Dragão e isso merece ser valorizado. E mesmo com tantas dificuldades, a equipe conquistou o primeiro título profissional da cidade e ainda venceu grandes desafios em sua história. O Vasco da Gama de Americana precisa ser valorizado e precisa ser resgatado, pois faz parte da nossa história.

PREVISÃO
Não é legal pensar em previsão. História é algo que nunca termina, sempre temos alguma novidade ou algo a encontrar. Então, tem muita coisa a ser revelada ainda, muito material a ser encontrado, o Vasquinho não tinha grande cobertura, então diante das dificuldades fica difícil dar um prazo.

Entretanto, pela primeira vez o projeto divulga um prazo de término: dezembro de 2018. Podendo ou não ser cumprido - e todas as atualizações sobre o andamento do projeto serão dadas à imprensa e aos que acompanham a realização. 

Rio Branco empata no seu 100º jogo no DV nesta década e escancara aproveitamento ruim

Foto: Sanderson Barbarini | Foco no Esporte

As coisas não andam fáceis nesta década para o Rio Branco atuando em sua casa, o estádio Décio Vitta. Hoje (15), a equipe empatou por 2 a 2 com o Taboão da Serra, pela 3ª rodada da Copa Paulista, e com isso continuou na última colocação do grupo dois do torneio. Até os 40 minutos do segundo tempo, quando sofreu o empate após estar vencendo por 2 a 0, o Tigre estava saltando para a vice-liderança da chave. 

O resultado pode ser considerado péssimo para o Rio Branco em todas as óticas. A primeira é a da circunstância, já que vencia por 2 a 0 e deixou empatar na última metade do segundo tempo. A segunda é a de que o Rio Branco chega a metade do primeiro turno sem vencer e já tendo atuado duas vezes em casa. A terceira é a de que o Tigre folga na próxima rodada, correndo o risco dos seus adversários se distanciarem na tabela. Também, na 5ª e 6ª rodadas o alvinegro irá para Osasco enfrentar o Audax e para São Paulo enfrentar o Tricolor do Morumbi, se complicando para conseguir somar a sua primeira vitória em um curto espaço de tempo. A quinta ótica, e podemos dizer que a principal, é a de que o Tigre não consegue recuperar a "auto-estima" no Décio Vitta, chegando ao terceiro jogo sem vencer em sua casa e escancarando o mau retrospecto no Riobrancão - algo que o técnico Edson Vieira considera importante mudar para que o time se reerga. 

O primeiro tempo do Tigre foi bastante intenso e bem diferente dos últimos dois jogos do alvinegro na Copa Paulista. Marcelinho e Lucas Duni eram frequentemente acionados e infernizaram a defesa da equipe da Grande São Paulo. Frank estava em um dia inspirado e desmontou a defesa do Taboão em jogadas individuais. Cesinha, que se encaixou a partir do 20 minutos, foi fundamental na proteção da zaga e para auxiliar Bismarque na saída de bola. Enquanto isso, a defesa permanecia sólida com a dupla Rufino e Bernardi - que vêm sendo os destaques do Rio Branco no certame. 

Aos 28 minutos, Frank recebeu passe de Tiago Tremonti, deu três dribles em Vinicius Costa e, ao entrar na área, foi derrubado pelo lateral Vinicius do Taboão. O árbitro assinalou pênalti que Tiago Tremonti bateu e converteu. Este foi o único tento anotado na etapa inicial.

No segundo tempo, o Rio Branco iniciou com a mesma intensidade vista nos primeiros 45 minutos até perder Bismarque, com um trauma no tornozelo, aos 16 minutos. Para o seu lugar entrou João Vitor, um atleta que possui características mais defensivas. Foi quando o alvinegro passou a ser dominado pelo Taboão da Serra no meio de campo. Mesmo assim, aos 26 minutos, Cesinha desarmou e lançou Lucas Duni, que deu o passe para Frank tirar o goleiro Deola e entrar "com bola e tudo" para dentro do gol.

Com o 2 a 0, a partida passou a ficar tranquila e administrável para o Rio Branco, mas aos 33 minutos o árbitro da partida, Flávio Roberto Mineiro Ribeiro, foi o grande responsável por recolocar o Taboão no jogo. No lance, Gualberto levantou para a área, Acosta finalizou e Neto espalmou, mas o árbitro viu toque de mão de Bernardi que estava no lance. Após muita reclamação, Acosta pegou a bola e bateu com tranquilidade, no meio do gol, descontando para o "Cão Pastor". 

A partir desse momento o jogo ficou eletrizante. Afonso, fora de forma, tentou por várias vezes fazer o pivô para Ronieri e Tiago Tremonti. O Taboão fazia várias investidas com Danilo Medeiros e Edu Amparo, os responsáveis pelo gol de empate no Décio Vitta. Aos 40 minutos, Edu levantou e Danilo Medeiros subiu sozinho para de cabeça decretar o empate por 2 a 2. 

O Rio Branco retorna a campo no domingo, às 10h, no estádio José Liberatti, em Osasco, contra o Audax. A equipe só volta a atuar em casa no dia 5 de agosto, no clássico contra a Inter de Limeira.

Tigre vai mal no DV nesta década
O empate por 2 a 2 com o Taboão da Serra marcou o 100º jogo do Tigre no Décio Vitta nesta década. Ao todo, foram 40 vitórias, 29 empates e 31 derrotas; 133 gols feitos e 122 gols sofridos. O que mais assusta é o pífio aproveitamento de 49,6%, ou seja, o Rio Branco não conseguiu fazer metade dos pontos que disputou em sua casa desde 2010.

Foi nesta década, também, que o alvinegro sofreu a sua maior derrota atuando no Riobrancão: 5 a 0 para o São José, na estreia da Série A-2 de 2011, em 15 de janeiro. Outras goleadas sofridas como os 4 a 1 para o XV de Piracicaba e os 3 a 0 para o Atlético Sorocaba, ambas em 2011, os 4 a 2 para o Red Bull Brasil em 2014 e os 4 a 0 para o Santo André em 2016, demonstram a má fase do Rio Branco em seus domínios.

Outro motivo é o acúmulo de fracassos em jogos importantes como o 3 a 1 para o Nacional, pelo Campeonato da Série A-3 deste ano, ou o 2 a 0 para o arquirrival União Barbarense pelas quartas de final da Copa Paulista de 2015. Aliás, o retrospecto do Tigre em dérbis disputados no DV nesta década é ruim: uma vitória contra três do arquirrival. 

Em compensação, foi nesta década que o Riobrancão viu pela única vez uma "volta olímpica" do seu dono: com o título da Série A-3 de 2012, após vitória por 2 a 0 sobre o Grêmio Osasco, em 20 de maio. 

Rio Branco e Décio Vitta na história

Década
J*
V*
E*
D*
Apr.*
Maior vitória e maior derrota
70 (1979)
22
7
7
8
42,42%
4x2 Linense – 05/08/1979
0x2 Nacional – 20/05/1979
80
228
116
67
45
60,67%
7x1 Guaçuano e Estrela de São Carlos – 02/10/1983 e 16/02/1985
0x4 Velo Clube e Capivariano – 01/06/1980 e 03/08/1986
90
198
104
49
45
60,77%
7x1 Mogi Mirim – 23/03/1999
2x5 Santos – 08/05/1996
00
174
81
50
43
56,13%
5x1 Matonense e Ituano – 11/02/2001 e 20/07/2008
1x5 Santos e XV de Piracicaba – 23/02/2005 e 17/09/2006
10
100
40
29
31
49,60%
5x0 Osvaldo Cruz – 24/03/2012
0x5 São José – 15/01/2011
TOTAL
722
348
202
172
57,52%
7x1 Guaçuano, Estrela de São Carlos e Mogi Mirim - 02/10/1983, 16/02/1985 e 23/03/1999
0x5 São José – 15/01/2011
*O aproveitamento foi baseado na seguinte pontuação: Vitória - 3, Empate - 1 e Derrota - 0. Não há distinção de equivalência de pontuação dentre as décadas.

Maior sequência invicta do Rio Branco no DV: 25 jogos - 20/09/2008, na vitória por 1 a 0 sobre a Itapirense até 27/09/2009, no empate por 1 a 1 com o Atlético Sorocaba.

Maior sequência de vitórias do Rio Branco no DV: 10 consecutivas - 03/07/1982, 2 a 0 sobre o Independente de Limeira até 12/10/1982, na goleada por 6 a 0 sobre o Primavera; e 18/11/1989, 1 a 0 sobre o Fernandópolis até 03/06/1990, na vitória por 2 a 1 sobre o Independente de Limeira.

Maior sequência sem vencer do Rio Branco no DV: 10 jogos - 29/02/1984, na derrota por 2 a 0 para o União São João até 24/06/1984, no empate por 1 a 1 com o Guaçuano.

Maior sequência de derrotas do Rio Branco no DV: 5 consecutivas - 10/09/2006, 2 a 1 para o União São João até 28/01/2007, 3 a 1 para o Bragantino.

Melhor ano do Rio Branco no DV: 1990 - 81,33% de aproveitamento, sendo 25 jogos, 19 vitórias, quatro empates e duas derrotas. 2009 é o único ano em que o Tigre encerrou invicto em sua casa, sendo 20 jogos, 9 vitórias e 11 empates.

Pior ano do Rio Branco no DV: 2011 - 18,51% de aproveitamento, sendo nove jogos, uma vitória, dois empates e seis derrotas. 2014 é o ano com pior aproveitamento do Tigre no DV sem ter sido rebaixado em algum campeonato: 35,08%, sendo 19 jogos, cinco vitórias, cinco empates e nove derrotas.

12 de abril: Vasco campeão, maior vitória fora de casa e Tigre vence o Clássico de Ouro

O dia 12 de abril é marcado por vitórias importantes para os dois principais times americanenses, Rio Branco e Vasco da Gama. Porém, é o Dragão da Conserva o maior privilegiado nesta data: além de um título, também conquistou a sua mais expressiva vitória fora de casa. O Acervo - Rio Branco Esporte Clube traz em detalhes o feito alvinegro e os dois feitos cruzmaltinos. 

Em 1969: Vasco 3x3 Oeste - "É campeão" e vaga na final
O Campeonato Paulista da Segunda Divisão - equivalente a atual Série A-3 - se alongou e sofreu grandes alterações no "tapetão". É importante explicar todas as alterações para que fique bem claro toda a fórmula de disputa do certame.

Inicialmente, a "Terceirinha" de 68 tinha 32 equipes participantes divididas em quatro grupos de oito integrantes. O campeão de cada grupo se classificaria ao quadrangular final, no qual apenas o campeão geral subiria de divisão. A equipe vascaína estava no grupo dois ao lado de Rio Branco de Ibitinga, Araras CD, Amália, Amparo, Bauru AC, Pirassununguense e Novo Horizonte. 

Ao final da primeira fase, o Vasco tinha encerrado na segunda colocação com 11 pontos perdidos, apenas atrás do Rio Branco de Ibitinga com 7 p.p. Ao cruzmaltino, era o fim da linha na "Terceirinha". Porém, dias depois, era anunciada a notícia de que a Federação Paulista de Futebol, de repente, tinha mudado as regras do jogo: agora, não mais um, mas quatro clubes seriam classificados por grupo. Tudo isso para favorecer o Santo André, time com força na entidade organizadora do futebol estadual, que havia sido eliminado no grupo um em que o Velo Clube foi o vencedor. 

Junto com o Santo André, o Vasco e outras 10 equipes foram na bagagem. Com a mudança, o Velo Clube, o Rio Claro (em solidariedade ao Velo), o Araras CD (em solidariedade ao Velo) e o São Bento de Marília (por dispensa de jogadores) desistiram da competição. Assim, apenas 12 agremiações participaram da segunda fase. 

Os clubes foram divididos em duas séries: 
Série "Abreu Sodré" - Municipal de Paraguaçu Paulista, Jalesense, Guarani de Adamantina, Botafogo de Catanduva, Garça e Rio Branco de Ibitinga. 
Série "Brigadeiro Faria Lima" - Amália, Santo André, Fernandópolis, DERAC, Vasco de Americana e Oeste de Itápolis.

Ao final das rodadas previstas para a série Brigadeiro Faria Lima, apontou-se a seguinte classificação: 
1º Vasco da Gama - 6 p.p.
1º Oeste de Itápolis - 6 p.p.
3º DERAC - 10 p.p.
3º Santo André - 10 p.p.
5º Amália - 14 p.p.
5º Fernandópolis - 14 p.p.

Na época, não havia critérios de desempate na classificação, então Vasco e Oeste, que fizeram o mesmo número de pontos na liderança da série, fizeram um jogo de desempate no estádio Adhemar de Barros, em Araraquara. O campeão do confronto entre americanenses e itapolitanos se classificava para a final geral da Terceirinha contra o campeão da série "Abeu Sodré". 

O Vasco da Gama tinha a vantagem do empate prolongado, ou seja, se o jogo terminasse empatado nos 90 minutos iria para a prorrogação normalmente, mas se o jogo permanecesse empatado na prorrogação, o Dragão seria o campeão. Isso se deve ao fato do confronto direto entre as equipes: o Vasco venceu por 4 a 0 e depois perdeu por 3 a 1 para o Oeste. No agregado, 5 a 3 para o time americanense. 

E assim aconteceu: o Vasquinho empatou por 3 a 3 com o Oeste e se sagrou campeão da Série Brigadeiro Faria Lima, alcançando a classificação à final da Terceirinha contra o Municipal de Paraguaçu Paulista, o campeão da Abreu Sodré. 

O Liberal | 14 de abril de 1969 - Vasco se garante na final

O Liberal | 14 de abril de 1969 - Matéria que conta com detalhes o empate em 3 a 3


O Liberal | 14 de abril de 1969 - Foto dos campeões e finalistas
Alguns personagens podem ser facilmente identificados: o primeiro de pé é o técnico Lucídio Camargo, seguido do goleiro Zé Aparecido; o quinto em pé da esquerda para direita é o zagueiro Arlindo; do outro lado, o penúltimo em pé é o goleiro Fred Smânia. Agachado e o primeiro a segurar a bola é o atacante Claudio Becate.

FICHA TÉCNICA
Vasco da Gama 3x3 Oeste de Itápolis
Campeonato Paulista da "Segunda Divisão" de 1968
Data: 12/04/1969 - tarde
Local: Adhemar de Barros, em Araraquara
Placar 1º tempo: Vasco 1x0 Oeste
Placar final: Vasco 3x3 Oeste
Árbitro: Carlos Afonso Lopes
Renda: NCr$2.158,00

Vasco da Gama: Zé Aparecido; Zulu (Irineu), Arlindo (Romualdo), Valdecir e Helio; Miltinho, Tuti e Bauer; Claudio Becate, Demerval e Martins. Técnico: Lucídio Camargo.

Oeste de Itápolis: Botia; Tatau, Roque, Lelo e Cícero; Moacir Guaçu e Ferreirinha; Dirceu (Silvio), Marinho, Quincas (Mané) e Germano.

Gols: 
VAS - Claudio Becate 42' 1ºT
OES - Germano 3' 2ºT
OES - Marinho 18' 2ºT
VAS - Martins 29' 2ºT
OES - Ferreirinha 33' 2ºT
VAS - Demerval 44' 2ºT

Em 1970: Vasco passeia em Santo André
O Vasco da Gama rumou a Santo André para enfrentar a equipe local, retribuindo a visita dos andreenses no dia 22 de março. Era só mais um amistoso da história do cruzmaltino e sem muitas pretensões, senão fazer uma boa apresentação.

Entretanto, o amistoso acabou se tornando histórico: o Vasco entrou com sangue nos olhos e conquistou a maior vitória fora de casa de sua história. Detalhe para o técnico do cruzmaltino, Armando Smânia, que é o progenitor de uma família vitoriosa no esporte americanense. Armandinho foi por muitos anos goleiro do Rio Branco e foi o técnico dos primeiros anos do Vasco da Gama. Ele é pai de Fred Smânia, arqueiro do Vasquinho campeão da Terceirinha em 1969, além de preparador por muitos anos do Tigre e o treinador da primeira vitória do alvinegro americanense na elite estadual, em 1991. 

FICHA TÉCNICA
Santo André 0x6 Vasco da Gama
Amistoso
Data: 12/04/1970 - tarde
Local: Bruno José Daniel, em Santo André
Placar 1º tempo: Santo André 0x5 Vasco da Gama
Placar final: Santo André 0x6 Vasco da Gama

Vasco da Gama: Nenê "Manga Rosa" (Tanabi); Silvinho, Clésio (Romualdo), Melo e Urubatão; Dirceu (Nenê II), Tuti e Careca; Djair, Mazinho e Lair (Dirceu Paraguaçu). Técnico: Armando Smânia. 

Gols: 
VAS - Djair
VAS - Djair
VAS - Careca
VAS - Mazinho
VAS - Tuti
VAS - Gol contra

Em 2014: Nos 100 anos do Clássico de Ouro, deu Tigre
"Clássico de Ouro" é o nome dado para o confronto entre Rio Branco e Guarani, rivais desde as primeiras décadas do século XX. O primeiro jogo entre as tradicionais agremiações aconteceu em 1 de fevereiro de 1914, com vitória do Bugre sobre o então Arromba, por 8 a 1. 

Este clássico possui muita história. Guarani e Rio Branco, até o fim da década de 20, eram arquirrivais, inclusive brigando por títulos do Campeonato do Interior. Contudo, o Tigre entrou em crise e o Bugre continuou a sua gloriosa trajetória, fazendo com que a rivalidade esfriasse e o maior rival do alvinegro americanense se tornasse o Carioba, contra o qual sempre disputava os títulos amadores de Americana. Com a morte da "Vermelhinha" na década de 70, o maior rival do Rio Branco passou a ser o União Barbarense. Enquanto isso, o Guarani já tinha como maior rival, a partir do início da década de 30, a Ponte Preta, especialmente com as disputas do Campeonato Campineiro. 

Em 2014, o Clássico de Ouro completou 100 anos e as equipes se enfrentaram pela última rodada do Campeonato Paulista da Série A-2. No centenário da rivalidade, deu Tigre: 3 a 2, em Paulínia. 

FICHA TÉCNICA
Guarani 2x3 Rio Branco
Campeonato Paulista da Série A-2
Data: 12/04/2014 - manhã
Local: Luis Perissinoto, em Paulínia
Placar 1º tempo: Guarani 0x1 Rio Branco
Placar final: Guarani 2x3 Rio Branco
Árbitro: Leonardo Ferreira Lima
Auxiliares: Gustavo Rodrigues de Oliveira e Luiz Quirino da Costa
Público: 386 pagantes
Renda: R$2.720,00

Rio Branco: Cristiano; Luiz Felipe, Toninho, Danilo Costa e Jô; Fábio Baiano, Gerson (Índio), Jaílton e Rafinha; Rafael Martins (Rossini) e Lukian (Renatinho). Técnico: Júlio César.

Guarani: Diego; Afonso (Marcinho), Anderson, Jorge Luiz e Léo Rigo; Wellyson, João Víttor, Lorran e Everton; Neto (Victor Bandeira) e Giba (Victor Romanini). Técnico: Carlinhos Rodrigues (interino).

Gols: 
RBO - Jaílson 12' 1ºT
GUA - Neto 7' 2ºT
RBO - Rossini 27' 2ºT
GUA - Léo Rigo 29' 2ºT
RBO - Rafinha 31' 2ºT

2016: dentro de campo, um ano para se esquecer

O ano de 2016 se pudesse seria apagado dos 103 anos de história do Rio Branco, mas como isso não é possível, que a nossa memória seja seletiva e esqueça. Foram apenas 19 jogos: três vitórias, seis empates e 10 derrotas. Além disso, o Tigre foi rebaixado para a Série A-3 de 2017, acumulando, assim, o 4º descenso de sua história: 2007 (Série A-1), 2010 (Série A-1), 2011 (Série A-2) e 2016 (Série A-2). 

Andrezão, que culpa nenhuma teve pelo rebaixamento, se emociona
Foto: João Carlos Nascimento | O Liberal
Este também foi o ano com menos jogos no profissionalismo, ao lado de 2007 (19 jogos pelo Paulistão) e de 2011 (18 jogos pela Série A-2 e um amistoso oficial). 

Outro recorde negativo que começou na gestão de 2015, da Zaka Sports, e se prolongou durante toda a atual administração é de o maior jejum de vitórias fora de casa do profissionalismo do Rio Branco (22 jogos). 

Também, foi o pior início de temporada da história do futebol profissional alvinegro: cinco derrotas e um empate. A estreia contra o Santo André bateu recordes negativos e só não foi a pior da história em Campeonato Paulista porque em 2011 o Tigre perdeu por 5 a 0 para o São José. 

Marcelo José Bordon, técnico na Série A-2, chegou com muita pompa, mas fez um trabalho pífio e deixou a história do Tigre como o 4º pior técnico em aproveitamento (mínimo de 3 jogos). Além disso, muitas brigas, confusões, públicos ruins e abandono total por parte dos empresários da cidade.

Foto: Sanderson Barbarini | Foco no Esporte
E de positivo? Bem complicado, mas vamos a dois dados positivos do ano alvinegro. No Clássico de Ouro, o Tigre conseguiu heroicamente manter o tabu em pleno Brinco de Ouro. Agora, são três jogos sem vitórias do Guarani sobre o Rio Branco e cinco anos que vão se estender. 

Foto: Sanderson Barbarini | Foco no Esporte
E, por fim, a primeira vitória sobre a Portuguesa no Canindé em toda a história. Aliás, foi neste jogo em que o Tigre derrubou o longo jejum de vitórias fora de casa. Um triunfo que acabou sendo histórico, mesmo com o rebaixamento. 

Foto: Dorival Rosa | Portuguesa
ANO BOM PARA AS BASES 
Se o profissional fez patético papel, as bases do Rio Branco tiveram um ano positivo. Foram dois vices-campeonatos da Copa Ouro: do Sub-11 (0x1 Palmeiras) e do Sub-17 (0x1 São Paulo). Além disso, essas duas mesmas categorias foram muito bem no Campeonato Paulista. 


O Sub-17 chegou à terceira fase no primeiro ano de trabalho do gerente Sandro Hiroshi. O Sub-15 demonstrou evolução em relação aos anos anteriores, enquanto o Sub-20 fez ruim campanha e o Sub-13 decepcionou diante das expectativas. 

Quem roubou a cena nas bases foi Júlio Vitor, de 15 anos, e que jogou no Sub-17 do alvinegro americanense. O atacante e artilheiro com 17 gols foi convocado para a Seleção Brasileira Sub-16, comandada por Guilherme Dalla Déa. O Tigre não tinha um atleta convocado para a Seleção de base desde o lateral-direito Gustavo, em 2000. 

Foto: Dener Chimeli | O Liberal
Com isso, o alvinegro foi um dos poucos times pequenos a ter algum atleta convocado para a seleção de base no ano de 2016. 



Anteontem, Júlio Vitor foi vendido para a Ponte Preta com o rótulo de "novo Neymar" - dito pelo presidente da equipe campineira, Vanderlei Pereira. Especula-se que a transação rendeu R$250 mil + 30% dos direitos econômicos do atleta para o Rio Branco. 

NA HISTÓRIA, O ORGULHO 
Foi um ano muito bom para o Rio Branco no quesito "preservação histórica". Mesmo com as taças ainda jogadas às traças no Décio Vitta, alguns trabalhos puderam orgulhar o torcedor alvinegro. 

O primeiro, claro, é o documentário Tigre De Americana - Uma Paixão Centenária que emocionou a todos os adeptos e simpatizantes do Rio Branco. Talvez, um dos maiores e melhores trabalhos de cenografia histórica do interior paulista. 

Aritana, talvez o maior ídolo da história do Tigre, assina camisa | Foto: Juarez Godoy
Com a participação de vários personagens ímpares da história do alvinegro americanense, o consultor e historiador Claudio Gioria e sua equipe trouxeram todos os gols da campanha de 1990, imagens do último jogo do AEC e declarações históricas.

À esq. o craque Macedo e à dir. o historiador Claudio Gioria nos bastidores da gravação
Foto: Juarez Godoy
2016 também foi um ano de evolução de reportagens e dados históricos nos periódicos. O TODODIA, com o seu editor-chefe Claudio Gioria e com o lendário repórter Luiz Peninha, continuou a fazer matérias que relembram momentos históricos do alvinegro americanense. 

E o O Liberal, que tinha perdido um pouco dessa nostalgia, não ficou atrás neste ano. Com o apoio do Acervo - Rio Branco Esporte Clube, por meio do dono e historiador Gabriel Pitor, o mais velho jornal da cidade trouxe muitas matérias históricas com autoria do repórter Renato Piovesan e do editor de esportes Bruno Moreira. 



A Rádio Brasil AM690, também com apoio do historiador Gabriel Pitor, ganhou mais dados históricos. Nas transmissões do Tigre, o narrador Ricardo Camargo trouxe o "Abrindo o Baú" que foi um resgate a jogos antigos do alvinegro americanense com ficha técnica e detalhes da partida. Também, no noticiário do Rio Branco do programa Planeta Bola - reproduzido diariamente das 18h às 19h - há o retrospecto histórico do Campeão do Centenário e seus pares na data, revelando, assim, grande parte dos jogos do futebol americanense. 

Ano positivo, também, para o Acervo de Jogos e Acervo Histórico do Rio Branco. Ao todo, já são quase 40 mil visitas, tanto para a consulta de jogos, quanto para leitura das matérias aqui publicadas. 

NAS PESQUISAS, AVANÇOS E DIFICULDADES
A história do Rio Branco ganhou grandes avanços nas pesquisas. Segundo o historiador Claudio Gioria, que está prestes a publicar um almanaque contando toda a história do Tigre, está quase completada a seção que terá a mini-biografia de todos os jogadores que em algum momento vestiram a camisa preta e branca. 

Vasquinho da Gama e Americana Esporte Clube também estão no ápice da preservação de suas histórias. Em 2016, o historiador Gabriel Pitor levantou mais de 600 jogos da dupla, sendo 60% com as suas fichas técnicas. Além disso, o trabalho de reconstrução está bem próxima de encontrar a verdadeira data de fundação do cruzmaltino americanense. 

Foi descoberto o verdadeiro escudo do Americana EC, publicado pelo acervo na semana passada. Uma novidade que veio para desmanchar equívocos históricos. 






O livro do Esporte Clube Vasco da Gama foi iniciado, porém ainda demorará para ser publicado. Nele, alguns personagens da história do Dragão serão entrevistados e colocados em cena. O torcedor poderá também recordar e conhecer o jogador com mais jogos, o maior artilheiro e outras dezenas de estatísticas da história do Vasco. 

Mas por que ainda falta muito para acabar o livro? Pelas dificuldades de pesquisa. Em outubro deste ano, o historiador Gabriel Pitor trouxe uma denúncia em seu Facebook pessoal mostrando a péssima situação dos periódicos antigos da cidade de Americana, inclusive abandonados pela gestão pública e cuidados apenas por um simpático senhor do acervo do município, Sr. Olavo. 






No mês passado, Pitor entrou em contato com o vice-prefeito de Americana, Roger Willians, fazendo uma proposta de restauração e microfilmagem dos jornais, com contra-partida financeira a ser decidida pela prefeitura da cidade e com os periódicos sendo obrigatoriamente doados para o historiador. 

Na proposta, Gabriel se comprometeu em um prazo de dois anos e meio a colocar um site no ar com todos os jornais escaneados para consulta pública aberta. Contudo, o historiador não teve resposta do vice-prefeito. 

A VOLTA DO VASCO DA GAMA
Em 6 de julho, o novo presidente do Vasquinho, Anderson Cantarelli, anunciou a volta do cruzmaltino às atividades, encerradas em 1979 com o nome de Americana Esporte Clube. O retorno, momentaneamente, não se deu no futebol, mas sim, no basquete. 

Isso balançou o cenário esportivo da cidade, inclusive com os dois jornais de Americana fazendo matérias destacando o eterno clube da Vila Rasmussen ou, também, da Conserva. 



O Acervo - Rio Branco Esporte Clube torce para que o Vasco também possa voltar no futebol - mesmo que seja apenas nos campeonatos da LAF. 

2017: ESPERANÇA 
O Rio Branco está com uma nova gestão em seu futebol: Sandro Hiroshi, lendário atacante do Tigre da Paulista; e Luiz Eduardo Salau, o Dado, apaixonado riobranquense e dono das lojas "Mega Tintas" serão os homens-fortes do futebol alvinegro. 

À esq. o presidente do Tigre Valdir Ribeiro e à dir. o empresário Dado Salau
Para o comando técnico, João Batista foi contratado. O treinador já tinha passado pelo RB, em 2014, quando fez a melhor campanha da história do time na Copa Paulista, sendo nove vitórias, quatro empates e nova derrota. João conhece o Rio Branco e sabe do peso de sua história, inclusive faz questão de salientar isso em suas palavras. 

Oficialmente, 19 jogadores foram contratados e estão treinando desde a segunda semana de novembro. A expectativa é grande diante de um trabalho que vem sendo profissional e bastante transparente.

Aliás, a boa fase recolocou o Rio Branco na grande mídia, inclusive com o preparador físico, Raul Záccaro, sendo destaque no programa Bate-Bola da ESPN Brasil: 



Outro fato a se chamar atenção é o crescimento da imprensa fotográfica do Rio Branco por meio do Foco no Esporte, comandado e todo feito por Sanderson Barbarini. Suas fotos têm ganhado projeção nacional e ilustrado todos os periódicos da cidade. Nunca o Tigre teve tantos registros fotográficos em sua história. 

Tigre no 7 de setembro: primeira vitória fora do estado e outras curiosidades

O dia 7 de setembro, feriado nacional por conta da Independência do Brasil, é importante em resultados e fatos para o Rio Branco Esporte Clube. Segundo o acervo do historiador Gabriel Pitor, o Tigre entrou em campo 13 vezes nesta data: cinco vitórias, três empates e cinco derrotas. São estes os prélios disputados:

07/09/1930 - Voluntários da Pátria 3x0 Rio Branco - Em Campinas
Campeonato Paulista do Interior - 4ª Região

07/09/1933 - Rio Branco 2x1 Paulista de Araraquara - Fernando de Camargo
Amistoso

07/09/1947 - Rio Branco 5x0 Francana - Fernando de Camargo
Campeonato Profissional do Interior - Segunda Divisão Estadual

07/09/1957 - Rio Branco 0x0 Guarani - Fernando de Camargo
Amistoso

07/09/1958 - Rio Branco 3x1 Sumaré - Fernando de Camargo
Campeonato Amador do Estado de São Paulo (organizado pela FPF)

07/09/1986 - União Barbarense 2x0 Rio Branco - Antônio Lins Ribeiro Guimarães
Campeonato Paulista da Segunda Divisão

07/09/1988 - Lemense 1x0 Rio Branco - Bruno Lazzarini
Campeonato Paulista da Divisão Especial - Segunda Divisão Estadual

07/09/1993 - União Bandeirante/PR 2x3 Rio Branco - Luís Meneghel
Amistoso

07/09/1997 - Atlético Sorocaba 1x0 Rio Branco - Walter Ribeiro
Campeonato Brasileiro da Série C

07/09/2003 - Rio Branco 1x2 Ituano - Décio Vitta
Copa FPF/Futebol Interior - Copa Paulista

07/09/2008 - Rio Branco 1x1 XV de Piracicaba - Décio Vitta
Copa Paulista

07/09/2013 - Rio Branco 1x0 Paulista de Jundiaí - Décio Vitta
Copa Paulista

Em 1930: a volta do "Supremo"
O jogo contra o Voluntários da Pátria em 1930 marcou a volta do Rio Branco aos campeonatos organizados pela APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos). O último jogo disputado pelo Campeonato do Interior foi em 11 de dezembro de 1927, mas com um W.O. do Tigre para o São João de Piracicaba. A última exibição de fato tinha acontecido em 20 de novembro daquele mesmo ano: 3 a 2 sobre o União Barbarense em Santa Bárbara d'Oeste.

Em 1928 e 1929, o Tigre da Paulista, reconhecido como "supremo do interior na década de 20", acabou se afastando dos torneios estaduais e apenas disputando amistosos de carteado. A volta em 1930 foi marcada por goleadas: além da derrota por 3 a 0 para o Voluntários da Pátria, também perdeu para a Ponte Preta por 6 a 0. Entretanto, goleou o arquirrival Carioba por 5 a 0 em 28 de setembro. 

Em 1933: juiz de respeito
Este foi um resgate do também historiador do Tigre, Claudio Gioria, no especial de 100 anos do Rio Branco para o jornal TODODIA. Naquele 7 de setembro, o Rio Branco enfrentou o Paulista de Araraquara em amistoso e venceu por 2 a 1. O prélio foi apitado por Luiz Bento Palamone, zagueiro da Seleção Brasileira campeã do Sul-Americano de 1922.

Foto do Arquivo de Claudio Marinho Falcão
Em 1947: a maior vitória do primeiro campeonato profissional
Este foi um ano especial para o futebol estadual, já que teve início o primeiro Campeonato Profissional do Interior, equivalente à segunda divisão estadual. O Tigre estava nessa. Aliás, o Rio Branco foi um dos fundadores deste torneio, junto a Guarani, XV de Piracicaba e Batatais. 

No dia 7 de setembro, o alvinegro americanense recebeu em sua casa a Francana e goleou: 5 a 0. Esta foi a maior vitória do Rio Branco em seu primeiro campeonato profissional. Confira todos os jogos do Campeão do Centenário na Segundona de 47: 

26 jogos
8V 3E 15D
D 18 de maio - Francana 2x0 Rio Branco
E 25 de maio - Rio Branco 1x1 Guarani
V 01 de junho - Barretos 1x2 Rio Branco
D 15 de junho - Rio Branco 0x5 XV de Piracicaba
D 22 de junho - Botafogo de Ribeirão Preto 4x2 Rio Branco
D 29 de junho - Rio Branco 1x2 São Bento de Marília
D 06 de julho - Ponte Preta 6x1 Rio Branco
D 13 de julho - Rio Branco 2x3 Taubaté
D 20 de julho - Sanjoanense 3x2 Rio Branco
V 27 de julho - Rio Branco 3x1 Batatais
V 03 de agosto - Rio Branco 2x0 Mogiana de Campinas
V 17 de agosto - Inter de Limeira 0x1 Rio Branco
E 24 de agosto - Palmeiras de Franca 2x2 Rio Branco
V 07 de setembro - Rio Branco 5x0 Francana
D 14 de setembro - São Bento de Marília 2x0 Rio Branco
D 21 de setembro - Taubaté 6x1 Rio Branco
V 28 de setembro - Rio Branco 3x0 Sanjoanense
D 05 de outubro - XV de Piracicaba 3x0 Rio Branco
D 19 de outubro - Rio Branco 0x2 Inter de Limeira
V 26 de outubro - Rio Branco 5x1 Palmeiras de Franca
E 16 de novembro - Rio Branco 3x3 Botafogo de Ribeirão Preto
D 23 de novembro - Batatais 1x0 Rio Branco
D 30 de novembro - Rio Branco 1x2 Barretos
D 07 de dezembro - Guarani 3x0 Rio Branco
V 13 de dezembro - Mogiana de Campinas 1x2 Rio Branco
D 21 de dezembro - Rio Branco 2x4 Ponte Preta

Em 1957: o último Clássico de Ouro antes da desativação
No dia 7 de setembro de 57, o Tigre recebeu em sua casa o Guarani para mais uma edição do Clássico de Ouro. Este foi o último confronto entre os rivais antes do longo período de desativação do futebol riobranquense iniciado em 1960. 

07/09/1957 - Rio Branco 0x0 Guarani
Amistoso
Local: Fernando de Camargo
Árbitro: Manoel A. de Souza
Renda: Cr$ 19.000,00

Rio Branco: Renato; Irineu e Rosalem; Giongo, Nivaldo e Dacio; Bita (Geraldinho), Anibal (Scarpin), Tatu, Tuquinho e Darcy.

Guarani: Carlos; Edgar e Osmar; Olívio, Wander e Antônio Carlos; Darcy, Lito, Colud, Roberto e Vasques.

Obs.: Na preliminar entre os aspirantes, 3 a 0 Guarani.

Em 1993: a primeira vitória fora do estado
Cumprindo uma série de amistosos do segundo semestre com o objetivo de revelar jogadores, o Rio Branco, do técnico Cilinho, enfrentou o União Bandeirante, no Luís Meneghel, no estado do Paraná. 

O alvinegro americanense foi até o estado vizinho e venceu: 3 a 2, gols de Marcos Alberto, Marcinho e Souza. Este foi o primeiro jogo do meio-campista Souza - que viria a brilhar em 1994 - e, segundo os registros dos periódicos, o atleta "acabou com o jogo": marcou um golaço e comandou o time com jogadas de muita habilidade. 

Jornal O Liberal dá a notícia sobre a vitória do Rio Branco
No profissionalismo, foram 33 jogos do Tigre fora do estado: quatro vitórias, 12 empates e 17 derrotas. A última vitória foi em 11 de outubro de 2000, pelo Campeonato Brasileiro da Série C: 1 a 0 sobre o Friburguense.

Campeão do Centenário da Independência do Brasil
O Tigre da Paulista é reconhecido como o "Campeão do Centenário da Independência do Brasil", título este conquistado junto ao Campeonato do Interior de 1922 após vitória sobre o Taubaté. E é claro que lembraríamos a história do Supremo naquele campeonato:

Zona Baixa Paulista
13/08/1922 - Rio Branco 3x1 Guarani - Fernando de Camargo
03/09/1922 - Rio Branco 2x0 São João de Jundiaí - Fernando de Camargo
12/10/1922 - Rio Branco 2x1 Paulista de Jundiaí - Fernando de Camargo
29/10/1922 - São João de Jundiaí 1x2 Rio Branco - Em Jundiaí
12/11/1922 - Guarani OxW Rio Branco - Em Campinas*
17/12/1922 - Paulista de Jundiaí 3x1 Rio Branco 
*O Guarani entregou os pontos da partida

1º Paulista de Jundiaí - 10 pontos | 6JG | 5V | 0E | 1D | 27GP | 8GS
2º Rio Branco - 10 pontos | 6JG | 5V | 0E | 1D | 10GP | 6GS
3º Guarani - 4 pontos | 6JG | 2V | 0E | 4D | 11GP | 20GS
4º São João - 0 ponto | 6JG | 0V | 0E | 6D | 8GP | 22GS

Na época não havia critério de desempate, ou seja, se dois times empatassem em pontos eles fariam um jogo de desempate. Dessa forma:
04/03/1923 - Rio Branco 2x1 Paulista - Campo do Corinthians em São Paulo

Decisão da Zona Paulista: Campeão da Zona Baixa Paulista x Campeão da Zona Alta Paulista
11/03/1923 - Rio Branco 3x2 Rio Claro - Em Jundiaí

Fase final
18/03/1923 - Rio Branco 0x0 Sanjoanense - Palestra Itália 
01/04/1923 - Rio Branco 2x0 América de São Roque - Em São Paulo
Após esses dois jogos, a classificação:
1º Rio Branco - 3 pontos | 2JG | 1V | 1E | 0D | 2GP | 0GS
2º Sanjoanense - 3 pontos | 3JG | 1V | 1E | 1D | 2GP | 2GS
3º Taubaté - 2 pontos | 2JG | 1V | 0E | 1D | 5GP | 2GS
4º América - 2 pontos | 3JG | 1V | 0E | 2D | 1GP | 6GS

O último jogo da fase final que decidiria o título. Em caso de vitória do Rio Branco ou empate, o título viria para Americana. Em caso de vitória Taubaté, o título iria para o Vale do Paraíba.

08/04/1923 - Rio Branco 2x1 Taubaté - Palestra Itália
Árbitro: Alfredo Medaglia
Rio Branco: Pisoni; Fructuoso e Alfredo; Ditinho, Raphael Vitta e Carrinho; Braga, Paschoal, Herculano, Augusto Américo e Albertino. 
Taubaté: Moreira; Moura e Simi; Santinho, Porfírio e Ernesto; Picciota, Pistillo, Aristide, Antônio e Jajá. 
Gols: Braga e Fructuoso para o Rio Branco; Ernesto para o Taubaté. 

1º Rio Branco - 5 pontos | 3JG | 2V | 1E | 0D | 4GP | 1GS
2º Sanjoanense - 3 pontos | 3JG | 1V | 1E | 1D | 2GP | 2GS
3º Taubaté - 2 pontos | 3JG | 1V | 0E | 2D | 6GP | 4GS
4º América - 2 pontos | 3JG | 1V | 0E | 2D | 1GP | 6GS

Rio Branco: Campeão do Interior de 1922 e Campeão do Centenário da Independência do Brasil