Showing posts with label Contra os grandes. Show all posts

Rio Branco e Atlético Mineiro se enfrentam em 1990

Por Gabriel Pitor Oliveira


Amanhã (31), o Rio Branco entra em campo contra o União Barbarense, às 16h, no Antônio Lins Ribeiro Guimarães, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa Paulista 2015. E o Tigre precisa de "um milagre atleticano" para se classificar à semifinal, uma vez que perdeu o jogo de ida por 2 a 0 no DV. Qualquer resultado de três gols de diferença favorece o Rio Branco, enquanto o empate no placar agregado favorece o União. 

Pensando nesse "milagre atleticano" que resolvemos resgatar o jogo entre Rio Branco e Atlético Mineiro, em 7 de julho de 1990. A partida aconteceu no mesmo palco do jogo de amanhã e reuniu dois times com laços históricos, quase irmãos. 

O Tigre da Paulista vivia aquele que seria um ano mágico e inesquecível. O super esquadrão comandado por Afrânio Riul conquistou, em 1 de dezembro, o acesso à elite do futebol paulista, onde o alvinegro americanense permaneceu por 17 anos consecutivos. E é interessante salientar os números daquele fantástico Rio Branco: foram 49 jogos - a começar no dia 14 de fevereiro em um amistoso contra o Independente de Limeira -, sendo 27 vitórias, 14 empates e oito derrotas; 70 gols feitos e 31 gols sofridos.

Para o confronto contra o Galo, o Rio Branco vinha de uma invencibilidade de 14 jogos. 108 dias sem saber o que era derrota. A última tinha acontecido em 21 de março contra o Taubaté por 1 a 0, no Vale do Paraíba. 

Por outro lado, o Atlético, um mês antes, tinha perdido o título do Campeonato Mineiro para seu arquirrival, Cruzeiro, por 1 a 0, gol de Careca. Depois disso, o Galo só enfrentou o Vila Nova/GO pela Copa do Brasil, do qual passou facilmente com um 5 a 0 no placar agregado. O prélio contra o Rio Branco era o principal de uma sequência de amistosos até as oitavas de final da Copa do Brasil contra o Rio Negro/AM. 

Além disso, o calendário do futebol brasileiro estava praticamente parado devido a Copa do Mundo de 1990, na Itália. Por isso, os times nacionais marcavam amistosos tanto em preparação ao Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, caso do Atlético Mineiro, quanto para não perder o ritmo de jogo, caso do Rio Branco que disputava a Divisão Intermediária. 

A bola fora do Consórcio Piracicaba
A partida, apesar de também ter sido combinada entre os dois clubes, teve o intermédio de uma empresa: o Consórcio Piracicaba. O organizador do confronto ofereceu Cr$150 mil ao Tigre da Paulista para aceitar o amistoso. Obviamente, o Rio Branco, que já tinha organizado amistosos "gratuitamente" contra Palmeiras e XV de Piracicaba, acatou a proposta. O Atlético Mineiro teve todas as suas despesas pagas pelo Consórcio.

Mas a empresa pisou na bola quando anunciou que o jogo aconteceria no estádio Antônio Lins Ribeiro Guimarães. O torcedor riobranquense não gostou nada da ideia de ter que ir ao estádio rival e fora de sua cidade para enfrentar o Galão da Massa. Até porque, o Décio Vitta estava em perfeitas condições e tinha capacidade (mais que) necessária para receber o embate.

E a massa riobranquense já estava ambientada com o time. Contra Palmeiras e XV de Piracicaba, excelentes públicos prestigiaram o alvinegro. Na Divisão Intermediária, não era diferente, uma vez que os menores públicos marcavam, em média, 4 mil pagantes. Contra o Independente de Limeira, no dia 3 de junho de 1990 - último jogo antes da sequência de amistosos contra Palmeiras, XV e Atlético -, por exemplo, 11.530 alvinegros estiveram presentes no Décio Vitta.

Para a torcida atleticana, nenhum atrativo. O time estava longe de sua verdadeira casa e no estado de São Paulo não há muitos torcedores do Galo. Certamente, se este jogo acontecesse em território mineiro, a torcida do Atlético marcaria presença.

Resumindo: virou mando de ninguém e um jogo de interesse apenas histórico, porque era o encontro de dois clubes "quase irmãos".

Chuva adia o jogo
Inicialmente, a partida estava marcada para o dia 6 de julho, mas caiu um verdadeiro "toró" na região fazendo com que o gramado do estádio Antônio Guimarães virasse uma piscina. Dessa forma, o embate foi adiado para o dia 7.


Tigre desfalcado lança jogador e Galo com força máxima
Enfim, pré-jogo! Mas o técnico Afrânio Riul tinha dores de cabeça para escalar o seu time: Marquinhos Sartore, goleiro, pediu para ser poupado; Claudir, zagueiro, estava contundido; Miel, volante, estava fora por conta de dores na panturrilha; Silva, atacante, estava contundido no tornozelo; Henrique, atacante, foi poupado por grande desgaste físico; Waguinho (Dias, hoje técnico do União Barbarense), meia, foi poupado pois vinha de sessões de fisioterapia.

Com Henrique e Silva descartados, Riul precisou lançar um novo jogador: Claudinho, de apenas 16 anos. O atleta, revelado na base do Rio Branco, já treinava com o time profissional, ou seja, estava liberado para ser uma aposta no grande confronto. "O Claudinho é bastante jovem, mas já vem treinando há algum tempo com os profissionais e demonstrando competência. Por isso, são grandes as chances de ele ser lançado contra o Atlético", disse o treinador do Tigre ao O Liberal de 6 de julho de 1990.

Claudinho foi o principal jogador das bases do Rio Branco no fim da década de 80 e começo de 90. Tinha um faro de gol inigualável. Além de realmente saber fazer gol, o centroavante era rápido, ligeiro. Combinação perfeita para infernizar a vida do Atlético Mineiro.

Aliás, o Galo não poupou atletas e foi com força máxima para o confronto. Era o principal amistoso preparatório para o jogo contra o Rio Negro, pela Copa do Brasil. Veja o que conta o jornal O Liberal de 6 de julho de 1990: "A delegação do Atlético Mineiro deixou Belo Horizonte ontem às 16 horas e desembarcou no Aeroporto de Cumbica, em São Paulo, por volta das 17h45. No entanto, os mineiros só chegaram em Piracicaba, onde estão concentrados, às 22 horas. O supervisor Mussula (Luiz de Matos Luchesi), em contato telefônico com O Liberal, garantiu que o técnico Artur Bernardes poderá contar com todos os titulares, inclusive o ponta esquerda Eder. "A escalação é feita pelo treinador, mas posso assegurar que a equipe que está disputando a Copa do Brasil virá para o amistoso", disse Mussula."

Sem desfalques, o técnico Artur Bernardes não pensou duas vezes e escalou o time titular que tinha batido o Vila Nova pelas 16 avos da Copa do Brasil.

O jogo
O técnico Afrânio Riul fez uma mudança ousada e surpreendente: Bugre, originalmente atacante, foi para meio de campo, e Cido (e não mais Claudinho) foi colocado no ataque pela ponta-direita. Estava desfeito o tridente de ouro do primeiro Tigre do Brasil: Bugre, o craque Macedo e Adílson. Parecia maluquice - e realmente era -, mas diante dos desfalques e das dificuldades, o técnico riobranquense precisou fazer essa improvisação. Aliás, a mudança se tornava menos absurda quando Bugre tinha qualidade técnica de sobra para atuar no meio de campo.

No Atlético Mineiro, nenhuma surpresa. O time titular de Artur Bernardes estava escalado, inclusive com Eder Aleixo na ponta-esquerda. Gerson, eterno artilheiro atleticano - foram 92 gols em 148 jogos -, era o centravante.

O primeiro tempo foi bastante movimentado. Digno de um embate entre Rio Branco e Atlético Mineiro, ou seja, entre um grande interiorano e um grande/gigante do futebol brasileiro. As duas equipes ousaram e buscaram o gol a todo momento. Éder Aleixo era o trunfo do Galo, enquanto Macedo e Bugre eram peças chaves do esquema do Tigre.

Aos 40 segundos de partida, na primeira trama ofensiva de um dos times, Bugre chutou da entrada da área, Maurício falhou e a bola morreu no fundo das redes. 1 a 0 Rio Branco.

O Atlético Mineiro achou que o Rio Branco iria recuar, mas os comandados de Afrânio Riul seguiram no ataque e, surpreendentemente, o tridente ofensivo riobranquense dava muito trabalho a defesa do Galo. Deu certo a mudança de Riul, pois Bugre estava fazendo um grande papel no meio de campo ao lado de Pianelli.

Porém, aos 36 minutos, em um contra-ataque puxado por Aílton e tabela com Gerson, o centroavante do Atlético Mineiro empatou: 1 a 1.

O segundo tempo foi mais pegado no meio de campo, já que o Galo tinha dificuldades para frear o ímpeto dos atacantes do Rio Branco. As melhores jogadas do time mineiro partiam da individualidade de Eder Aleixo ou Marquinhos.

Sem mais tentos, a partida terminou no empate: 1 a 1. Segundo o jornal O Liberal de 8 de julho de 1990: "O placar final (1 a 1) refletiu o equilíbrio de forças entre as equipes, apesar de que o Rio Branco teve maior volume de jogo e chegou a criar mais chances para vencer."

Estava encerrada a batalha dos quase irmãos. E o Tigre da Paulista provou o seu valor, mesmo sendo teoricamente um time mais modesto que o Galão da Massa.


Ficha técnica: Rio Branco 1x1 Atlético Mineiro
Jogo: Rio Branco Esporte Clube 1x1 Clube Atlético Mineiro
Local: Estádio Antônio Lins Ribeiro Guimarães - 10h
Gols: Bugre - 1x0 Rio Branco; Gerson - 1x1
1º tempo: Rio Branco 1x1 Atlético Mineiro
Final de jogo: Rio Branco 1x1 Atlético Mineiro
Renda: Cr$60.600,00
Público: 369 pessoas (menor público do ano)
Árbitro: José Aparecido de Oliveira
Auxiliares: Manoel Gil Gomes e Thompson Mário Galvão
RIO BRANCO (4-3-3): Carlos; Jorge Luis (Bira), Aílton Luis, Edson Fumaça e Gilson; Pedro Paulo, Bugre e Pianelli; Cido, Macedo (Claudinho) e Adilson (Mirandinha). Técnico: Afrânio Riul.
ATLÉTICO MINEIRO (4-3-3): Maurício; Carlão (Riuler), Cléber, Toninho Carlos (Paulo Sérgio) e Paulo Roberto; Moacir, Aílton e Marquinhos (Wallace); Nilton (Tato), Gerson e Éder Aleixo (Mauricinho). Técnico: Artur Bernardes. 

DETALHES
- Perceba o quão ofensivo estava o Rio Branco: Bugre, Pianelli, Cido, Macedo e Adilson. Pianelli era o clássico camisa 10 do Tigre. Bugre era um atacante improvisado no meio de campo, ou seja, meia-ofensivo. E, por fim, três atacantes: Cido, Macedo e Adilson. 
- Time pequeno? Pianelli foi um dos melhores meias do futebol paulista na década de 80. Ex-XV de Piracicaba e São Paulo. Macedo foi revelado no Rio Branco, mas viria ser um craque do São Paulo e da Seleção Brasileira. Bugre era apontado como promessa da década de 80 no Morumbi.
- Para provar a titularidade do adversário pegamos uma escalação do Centro Atleticano de Memória entre Atlético Mineiro e Atlético de Madrid: Rômulo; Carlão, Cléber, Toninho Carlos (Tobias) e Paulo Roberto; Éder Lopes, Marquinhos e Tato (Mauricinho); Gilberto Costa, Gerson e Éder Aleixo.
- O público pífio do amistoso - e aí está a bola fora do Consórcio Piracicaba - acarretou em prejuízos à empresa organizadora. 

"Quase irmãos"
Mas afinal, por que quase irmãos? Obviamente não podemos dizer que são irmãos porque não foram fundados pela mesma pessoa. Mas o Rio Branco carrega várias características que são inspiradas do Atlético Mineiro, como um "irmão adotivo".

Vamos lá!

A primeira característica é tradicional camisa listrada. A camisa listrada do Rio Branco nasceu de inspiração do Atlético Mineiro. Aliás, em 2010, o hoje vice-prefeito de Americana, Roger Willians, e que antes possuía um site esportivo, fez uma matéria com título de "Ela vai voltar...", contando toda a história da camisa listrada. Nela, Totó Bressan, ex-dirigente do Tigre, declara que deveria ser proibido o Rio Branco não utilizar camisas listradas.

Mas como o Rio Branco se inspirou no Atlético Mineiro sendo que não estava no mesmo estado mineiro e se o Galo ainda não tinha tamanha relevância nacional? Aliás, até pela força do estado de São Paulo e a irrelevância do futebol mineiro na década de 20, o Tigre, com os vices-estaduais de 1922 e 1923 (Taça Competência), tinha mais relevância que o Atlético.

O Atlético Mineiro, apesar de quase não ter saído do estado nas primeiras décadas, disputou alguns amistosos e torneios amistosos no estado de São Paulo contra os times da capital na década de 10 e 20. Tudo isso era divulgado na Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo, que apesar de ser uma época com comunicação remota, os jornais já chegavam no interior paulista, especialmente nos grandes centros (como Campinas, cidade a qual Americana pertencia). Os jornais possuíam poucos registros fotográficos - na verdade, eram mais fotos dos jogadores como "santinhos" -, mas era completamente possível identificar a camisa que os jogadores vestiam. Sem contar, claro, dos registros fotográficos da época, ainda em preto e branco e em pequena resolução.

Vale lembrar também que antes do Rio Branco utilizar as camisas listradas, o alvinegro usava camisa branca lisa e calção e meia pretas, isso de 1913-1917 e 1919-1920.

Perceba como as camisas se assemelham:

Foto: Manoel Higino
Atlético da década de 20. Foto: ADEMG
O trio maldito atleticano - Década de 20
Foto: Jairo Said
Rio Branco de 1932
Foto: Fernando Guerra
Rio Branco vice-estadual de 1922
Foto restaurada por Henrique Silveira
Equipe juvenil do Tigre de 1938
Foto: Fernando Guerra

Depois das camisas vem o escudo do Tigre no fim da década de 50 e começo de 60 - que, aliás, inspiraria o atual escudo. O Rio Branco fez um escudo igualzinho ao do Atlético Mineiro da década de 50 e começo de 60. 

CAM e RBFC da década de 50 e começo de 60
Almanaque da FPF de 2007
Alguns conhecem o escudo da década de 50/60 dessa forma.
São apenas variações gráficas, os dois modelos estão corretos,
apesar do mostrado anterior ser o mais aceitável.
Este escudo da década de 60, viria a inspirar o atual:


A terceira é o estádio da Rua Fernando de Camargo que segundo o colunista mais maluco da história de Americana, Honorato, foi inspirado no estádio de Lourdes, do Atlético Mineiro. Porém, é bom alertar aos riobranquenses: é mais fé do que verdade. Honorato costumava escrever algumas maluquices como o Rio Branco fundado em 1912, sendo que há atas comprovando que nasceu em 4 de agosto de 1913. Enfim, até onde essa informação é verdade ninguém sabe, mas uma rápida busca pela internet pode-se achar fotos dos dois estádios que possuem alguns poucos traços semelhantes.

Está aí alguns laços históricos entre Rio Branco e Atlético Mineiro. Vale ressaltar que vários jogadores do Tigre foram negociados com o Galo em toda a história e o time mineiro sempre teve privilégios nas negociações, o que caracteriza uma certa empatia entre a diretoria dos dois clubes. 

E esperamos que futuramente eles voltem a se enfrentar, mas dessa vez não por amistoso e sim por campeonatos importantes do nosso futebol, algo que já passou perto de acontecer. Aliás, depois de 1990, Tigre e Galo se encontraram pela última rodada da primeira fase da Copa São Paulo de Juniores de 2009, Na ocasião, os dois alvinegros brigaram pela liderança do grupo e a classificação à segunda fase. Deu Rio Branco, na época atual vice-campeão da competição, 3 a 0. 

Ah! E claro, além de agradecer pela honra de jogar com o nosso "quase irmão", nunca é tarde para fazer um pedido: Galo, nos empresta umas horinhas do seu milagre, faz favô! Nóis tamo acreditando na virada!

Rio Branco x Santos

1. 11/03/1993 Rio Branco 2 x 2 Santos (DV)

Hugo; Marquinhos, Camilo, Marcelo Fernandes e Carlinhos Capixaba; Flavio Conceição (foto), Edmar (Galeano) e Gerson (Ronaldo); Gilson Batata, Mazinho e Aritana. Técnico: Cássia

Gols: Cuca (24-1), Marcelo Passos (30-1), Gilson Batata (pênalti, 24-2) e Camilo (36-2).

2. 31/03/1993 Santos 2 x 1 Rio Branco (Vila)

Hugo (foto); Marcinho, Eraldo, Marcelo Fernandes e Gilson; Galeano, Gerson e Moreno (Toninho Cajuru); Gilson Batata, Edmar (Ronaldo) e Mazinho. Técnico: Cassiá.

Gols: Gilson Batata (pênalti, 35-1), Guga (40-1) e Guga (pênalti, 39-2).

3. 17/02/1994 Rio Branco 2 x 0 Santos (DV)

Cesar; Marcinho, Pinga, Ryuler e Paulo Cesar; Cristovão, Nei, Sousa (foto) e Rudnei (Rogerio); Júnior (Balu) e Aritana. Técnico: Sergio Ramirez

Gols: Rudnei (42-1) e Aritana (19-2).

4. 27/03/1994 Santos 3 x 0 Rio Branco (Vila)

Cesar; Marcinho, Cesar Xavier, Pinga (Gilmar) e Balu (foto); Marcos Roberto, Nei, Cristovão, Aritana e Rudnei; Alexandre e Marcelo. Técnico: Sergio Ramirez

Gols: Paulinho Kobayashi (27-1), Demetrius (28-2) e Demetrius (32-2).

5. 23/03/1995 Rio Branco 4 x 2 Santos (DV)

Rui; Marco Antonio (Sidnei), André, Norton e Lellis; Bonamigo, Luis Simplício, Sandoval (foto) (Flavio Costa) e Cinha (Balu); Marcelo Carioca e Robert. Técnico: João Carlos

Gols: Marcelo Carioca (6-1), Giovani (17-1), Marcelo Carioca (pênalti, 46-1), Flavio Costa (14-2), Marcelo Carioca (21-2) e Marquinhos (44-2).

6. 24/05/1995 Santos 0 x 1 Rio Branco (Vila)

Rui; Marco Antonio, André, Balu e Lelis; Bonamigo, Luis Simplicio, Sidnei e Paulinho Kobayashi (Charles); Mineiro e Marcelinho (foto). Técnico: Cassiá

Gol: Marcelinho (18-2).

7. 07/03/1996 Santos 4 x 2 Rio Branco (Vila)

Hugo; Polaco, André, Vagner Fernandes e Adriano; Marcos Assunção, Marcelo, Zé Roberto e Aritana; Chaves e Nelson Bertolazzi. Técnico: Sergio Ramirez.

Gols: Macedo (2-1), Chaves (25-1), Giovanni (30-1), Giovanni (9-2), Robert (12-2) e Marcelo (26-2).

8. 08/05/1996 Rio Branco 2 x 5 Santos (DV)

Julio Cesar (foto); Valentim, André (Polaco), Marcão e Marcelinho; Boiadeiro, Charles, Sinha (Zé Roberto) e Aritana. Nelson Bertolazzi e Curê. Técnico: Sergio Ramirez.

Gols: Nelson Bertolazzi (41-1), Macedo (9-2), Robert (14-2), Ronaldo (27-2), Ronaldo (29-2), Nelson Bartolazzi (33-2) e Robert (44-2).

9. 01/03/1997 Santos 3 x 1 Rio Branco (DV)

Julio Cesar; Pavão, Ryuler, Marcão (Gilmar Lima) e Gilson (Túlio); Careca (Charles), Alexandre, Mineiro e Aritana; Gilson Batata (foto) e Marcelinho. Técnico: Cassiá.

Gols: Marcos Assunção (15-1), Macedo (29-1), Alessandro (32-1) e Marcelinho (35-1).

10. 23/03/1997 Rio Branco 1 x 1 Santos (DV)

Julio Cesar; Pavão, Luis Eduardo, Ryuler e Alex; Mineiro, Charles, Careca e Aritana (Darci); Curê e Marcelinho (Fabinho). Técnico: Cassiá (foto).

Gols: Marcelinho (13-1) e Robert (21-1).

11. 14/03/1998 Rio Branco 2 x 1 Santos (DV)

Ivan; Jaime, Maxsandro, Ildo e Paulo César Martins (João Marcelo); Balú, Mineiro (foto), Careca e Paulo César; Batistinha (Marcos) e Narcisio (Alaor). Técnico: Lula Pereira.

Gols: Narcísio (45-1), Narcísio (46-1) e Narciso (pênalti, 25-2).

12. 04/04/1998 Santos 4 x 1 Rio Branco (Vila)

Marcelo Valença; Charles (Valentim), Ildo, Maxsandro e João Marcelo; Valdson, Mineiro, Paulo César (Marcos Sena) e Alexandre; Batistinha e Narcísio (Alaor - foto). Técnico: Lula Pereira

Muller (3-1), Muller (7-1), Batistinha (33-1), Jorginho (38-1) e Muller (45-1).

13. 27/03/1999 Rio Branco 1 x 2 Santos (DV)

Mauricio; Marco Teixeira (Paulo Cesar), Maxsandro, Bilmar Lima e Augusto; João Marcelo (Jackson), Odair, Careca (Charles) e Marcos Sena; Pena e Sandro Hiroshi. Técnico: Lula Pereira (foto)

Gols: Rodrigão (14-1), Marcos Teixeira (38-1) e Marcos Assunção (18-2).

14. 03/03/2001 Rio Branco 3 x 2 Santos (DV)

Gustavo; A. Chagas (Djair), Gilmar Lima, Maxsandro e Marcinho; Tiago, Rafael (foto), Milton e Anailson (foto); Jeferson (S. Lobo) e Marcus Vinicius. Técnico: Zé Teodoro

Gols: Rafael (2-1), Rafael (31-1), Marcus Vinicius (33-1), A. Luis (4-2) e Dodô (25-2).

15. 20/02/2005 Rio Branco 1 x 5 Santos (DV)

Magrão; Baggio, Maxsandro (foto), Marcos Paulo (Jalles) e Tiaguinho; Felipe, Dino (Carlos Eduardo), F. Gadelha e Jorginho; P. Macaiba (Lê) e Capitão. Luis C. Cruz.
 Gols: Robinho (25-1), Capitão (4-2), Basilio (11-2), Robinho (13-2), Deivid (22-2) e Robinho (45-2).

16. 25/02/2006 Santos 1 x 0 Rio Branco (Vila)

Marcelo Bonan; Thiago, Junior Paulista, Luiz Henrique e Bruno; Maurinho, Edimar, Diogo (Adelino) e Wennedy (Rafael Iote); Fabiano Gadelha (foto) (Julio Cesar) e Nunes. Técnico: Ruy Scarpino

Gol: Geilson (18-1).

17. 08/03/2007 Rio Branco 0 x 3 Santos (DV)

Eder; Adriano Sella (Jaja), Paulão, Marcelo Heleno e Vainer; Felipe, Rodrigo Ponte, Leonel e Rafael Chorão (Rodrigo Batata); Bachin (Eraldo) e Rossini. Técnico: Ruy Scarpino (foto).


Gols: Cleber Santana (pênalti, 45-1), Rodrigo Tabata (21-2) e Rodrigo Tabata (37-2).

18. 17/01/2010 Rio Branco 0 x 4 Santos (DV)

Cristiano; Marcos Tamandaré, Kleber, Vinicius e Marcio Goiano(Maurinho); Everton, Márcio Carioca, Flavio e Felipe (Bruno Mineiro); Romarinho(Ricardinho) e Anselmo. Técnico: Ademir Fonseca.

Gols: Ganso (2-1T e 20-2T) e Neymar (19-1T e 47-2T).

Apenas 15 times do estado de SP conseguiram derrotar os grandes paulistas dentro e fora de casa

Seu time já venceu os grandes paulistas (São Paulo, Corinthians, Santos e Palmeiras)? Dentro e fora de casa? O feito é para poucos. Apenas 15 times do estado de São Paulo conseguiram derrotar os grandes em seus domínios e longe deles. O Rio Branco Esporte Clube aparece em mais uma lista repleta de times tradicionais e gigantes do futebol interiorano.

Abaixo colocamos todos os 15 times e citamos uma vitória fora e outra dentro de casa contra cada grande. Claro que todos eles têm mais de uma vitória contra cada grande, mas citamos apenas um jogo para exemplificar. Foram avaliados exatamente 175 equipes e, vale lembrar, apenas 15 conseguiram o feito.

A Portuguesa foi considerada um time pequeno. Dessa forma, a Lusa está entre os 15 times do seleto grupo.

Não foram contados amistosos, apenas jogos oficiais, valendo "três pontos", ou seja, por algum campeonato. Se algum time ganhou de um grande em um amistoso, esse jogo certamente não foi validado. Confira os agraciados pelo feito histórico e raro:

Botafogo
06/10/1984 - Botafogo 3x0 Corinthians
05/08/1976 - Corinthians 0x3 Botafogo
02/05/1981 - Botafogo 3x0 Palmeiras
07/09/1983 - Palmeiras 0x2 Botafogo
11/08/1985 - Botafogo 4x1 São Paulo
15/06/1960 - São Paulo 1x2 Botafogo
06/09/1981 - Botafogo 3x0 Santos
24/11/1963 - Santos 1x4 Botafogo

Bragantino
06/02/1991 - Bragantino 2x0 Corinthians
06/09/1995 - Corinthians 1x2 Bragantino
10/06/1989 - Bragantino 3x0 Palmeiras
05/05/1991 - Palmeiras 0x2 Bragantino 
04/05/1989 - Bragantino 1x0 São Paulo
02/03/1994 - São Paulo 0x1 Bragantino
18/04/1990 - Bragantino 2x0 Santos
22/03/1992 - Santos 0x1 Bragantino

Guarani
15/10/2000 - Guarani 3x2 Corinthians
30/09/2001 - Corinthians 0x3 Guarani
19/11/1975 - Guarani 3x1 Palmeiras
20/11/2004 - Palmeiras 0x2 Guarani
03/12/1994 - Guarani 4x2 São Paulo 
14/10/1976 - São Paulo 0x1 Guarani
27/08/1994 - Guarani 4x0 Santos
22/08/1999 - Santos 1x2 Guarani

Ponte Preta
13/02/1977 - Ponte Preta 4x0 Corinthians
06/11/1980 - Corinthians 0x3 Ponte Preta
22/10/2000 - Ponte Preta 5x1 Palmeiras
22/09/2001 - Palmeiras 0x2 Ponte Preta
20/11/1955 - Ponte Preta 3x1 São Paulo
30/08/1981 - São Paulo 1x2 Ponte Preta
11/07/1981 - Ponte Preta 5x0 Santos
09/11/2002 - Santos 1x3 Ponte Preta

São Caetano
18/08/2002 - São Caetano 3x0 Corinthians
09/02/2003 - Corinthians 0x3 São Caetano
07/05/2006 - São Caetano 2x0 Palmeiras
17/02/2010 - Palmeiras 1x4 São Caetano
07/09/2002 - São Caetano 3x0 São Paulo
21/04/2007 - São Paulo 1x4 São Caetano
03/04/2004 - São Caetano 4x0 Santos
06/10/2001 - Santos 1x2 São Caetano

Ferroviária
27/09/1959 - Ferroviária 3x1 Corinthians
01/06/1968 - Corinthians 1x4 Ferroviária
29/05/1968 - Ferroviária 3x0 Palmeiras
10/12/1960 - Palmeiras 1x4 Ferroviária
19/05/1968 - Ferroviária 3x1 São Paulo
16/08/1962 - São Paulo 1x4 Ferroviária
04/09/1960 - Ferroviária 4x0 Santos
08/12/1963 - Santos 1x5 Ferroviária

Juventus
06/09/1981 - Juventus 3x0 Corinthians
22/09/1940 - Corinthians 2x4 Juventus
25/11/1956 - Juventus 3x2 Palmeiras
12/10/1982 - Palmeiras 0x2 Juventus
16/04/1986 - Juventus 4x1 São Paulo
21/05/1977 - São Paulo 1x3 Juventus
22/11/1936 - Juventus 3x0 Santos
01/05/1943 - Santos 1x3 Juventus

Rio Branco
21/04/1994 - Rio Branco 2x1 Corinthians
03/06/1995 - Corinthians 0x1 Rio Branco
09/04/2000 - Rio Branco 5x2 Palmeiras
01/04/2006 - Palmeiras 0x2 Rio Branco
30/05/1999 - Rio Branco 2x1 São Paulo
05/05/1993 - São Paulo 0x1 Rio Branco
23/03/1995 - Rio Branco 4x2 Santos
24/05/1995 - Santos 0x1 Rio Branco

Santo André
21/09/1985 - Santo André 1x0 Corinthians
07/05/1987 - Corinthians 1x3 Santo André
07/07/1985 - Santo André 2x0 Palmeiras
03/03/2010 - Palmeiras 1x3 Santo André
12/10/1983 - Santo André 2x0 São Paulo
01/02/2009 - São Paulo 0x2 Santo André
23/03/2005 - Santo André 3x2 Santos
02/05/2010 - Santos 2x3 Santo André

Portuguesa
15/11/1961 - Portuguesa 7x0 Corinthians
29/05/1968 - Corinthians 0x4 Portuguesa
29/04/1959 - Portuguesa 6x3 Palmeiras
04/12/1949 - Palmeiras 1x4 Portuguesa
27/10/1957 - Portuguesa 4x0 São Paulo
20/09/1988 - São Paulo 2x7 Portuguesa
13/11/1955 - Portuguesa 8x0 Santos
26/11/1933 - Santos 0x6 Portuguesa

América
12/11/1967 - América 3x0 Corinthians
07/04/1973 - Corinthians 0x1 América
23/03/2005 - América 4x1 Palmeiras
08/03/2006 - Palmeiras 1x4 América 
12/06/1977 - América 2x0 São Paulo
24/05/1969 - São Paulo 1x3 América
01/10/1980 - América 4x0 Santos
03/08/1975 - Santos 1x2 América

Inter de Limeira
11/09/1985 - Inter de Limeira 2x0 Corinthians
14/08/1980 - Corinthians 1x3 Inter de Limeira
31/08/1980 - Inter de Limeira 2x0 Palmeiras
22/05/1980 - Palmeiras 1x4 Inter de Limeira
12/08/1987 - Inter de Limeira 2x0 São Paulo
09/10/1991 - São Paulo 1x4 Inter de Limeira
25/05/1986 - Inter de Limeira 3x0 Santos
24/08/1986 - Santos 0x2 Inter de Limeira

São Bento
10/04/1968 - São Bento 3x2 Corinthians
28/09/1983 - Corinthians 0x2 São Bento
17/08/1966 - São Bento 3x0 Palmeiras
28/01/1968 - Palmeiras 0x2 São Bento
30/11/1965 - São Bento 2x0 São Paulo
11/06/1980 - São Paulo 1x2 São Bento
29/08/1979 - São Bento 3x1 Santos
17/02/2007 - Santos 0x2 São Bento

XV de Jaú
05/06/1977 - XV de Jaú 3x0 Corinthians
13/12/1978 - Corinthians 0x1 XV de Jaú
06/11/1955 - XV de Jaú 3x0 Palmeiras
24/11/1985 - Palmeiras 2x3 XV de Jaú
07/02/1979 - XV de Jaú 3x1 São Paulo
08/10/1952 - São Paulo 0x4 XV de Jaú
06/02/1955 - XV de Jaú 5x1 Santos
18/10/1991 - Santos 1x2 XV de Jaú

Ypiranga
02/08/1942 - Ypiranga 3x2 Corinthians
09/07/1949 - Corinthians 3x5 Ypiranga
21/11/1948 - Ypiranga 3x0 Palmeiras
05/10/1919 - Palmeiras 1x6 Ypiranga
04/08/1940 - Ypiranga 4x0 São Paulo
22/09/1940 - São Paulo 2x3 Ypiranga
18/07/1920 - Ypiranga 7x0 Santos
16/11/1919 - Santos 1x3 Ypiranga

Bateram na trave

Se fosse para listarmos todos os times tradicionais do estado de São Paulo, certamente alguns outros estariam nessa lista de times. Porém, alguns tradicionais bateram na trave e estão próximos de entrarem nesse seleto grupo.

Paulista de Jundiaí: O Galo da Japi nunca venceu o Palmeiras e o São Paulo fora de casa. Terá a chance de quebrar o jejum contra o São Paulo em 2014.
União Barbarense: Nunca venceu Corinthians e Palmeiras em casa. Além de não ter derrotado São Paulo e Santos longe de seus domínios.
XV de Piracicaba: Nunca venceu o Santos fora de casa. Terá a chance de quebrar esse jejum e juntar-se ao grupo seleto na estreia do Paulistão 2014.
Comercial: Jamais venceu o Santos fora de casa. Terá a chance de quebrar esse jejum e juntar-se ao grupo seleto na 7ª rodada do Paulista 2014.
União São João: Nunca venceu Corinthians e São Paulo fora de casa. Além de nunca ter derrotado o Santos na história.
Portuguesa Santista: Jamais venceu o São Paulo longe de seus domínios.
Novorizontino: Jamais venceu São Paulo e Santos fora de casa.
São José: Jamais venceu São Paulo, Palmeiras e Santos longe de seus domínios.
Noroeste: Nunca venceu o Santos fora de casa.
Marília: Nunca venceu o São Paulo fora de casa.
Taubaté: Nunca venceu o Palmeiras em casa. Além de jamais ter derrotado o Santos fora de seus domínios.
*Nacional: Jamais venceu o Corinthians em casa.**
*Francana: Nunca venceu o Palmeiras em casa.
*Mogi Mirim: Nunca venceu o Palmeiras em casa. Além de jamais ter vencido o Santos fora de seus domínios.

*Informações levantadas pelo internauta César Augusto e devidamente conferidas, pesquisadas e aprovadas pelo blog. A informação é confiável e correta.

**O Nacional ganhou dos clubes São Paulo, Palmeiras e Santos, ainda com a denominação "SP Railway", ou seja, com a denominação atual o clube paulistano não conseguiu tal feito. O blog considerou e validou todas as partidas como SP Railway.


Pesquisa feita por toda a equipe do site Roger Willians | Gabriel Pitor