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TUDéis

Fogueteiros do Tigre, Malucos do Tigre, Explosão do Rio Branco, Tigres do Frezarin, TUDéis (Torcida Uniformizada Dez do Tigre), Fanatigre (Torcida Uniformizada Fanáticos do Tigre), TUIAN (Torcida Uniformizada Inferno Alvinegro), TURBO, Inflamáveis, Garra do Tigre e Fiel. Todas essas torcidas acompanharam em determinado período e de alguma maneira o Rio Branco Esporte Clube. 


Cada uma teve sua característica e sua maneira de gritar, cantar, festejar. Certamente, o número de uniformes que cada uma delas produziu, seja bonés, cata-ovos, coletes, camisetas, bermudas ou calças, deve ser muito maior do que a própria quantidade de camisas oficiais do clube.


Hoje, o blog traz uma relíquia da querida T. U. Déis, do arquivo do José Carlos dos Reis, o Nikima, que fazia parte da organizada, antes de entrar para a Malucos. Trata-se da ficha de inscrição que a agremiação tinha até o final da década de 80. Bacana, não?

A história da torcida mais maluca do Brasil

Matéria escrita por Roger Willians em seu antigo blog


A Torcida Organizada Malucos do Tigre surgiu no final do ano de 1989, quando o querido Rio Branco disputava as finais do Campeonato Paulista da 2ª divisão. A Torcida nasceu dentro de um Fliperama da Avenida Campos Salles, fruto da paixão de três torcedores fanáticos pelo Tigre: Andrézão (Lemão), Paulinho Punk e Carlão.

No começo, tudo foi muito difícil e com muitas dificuldades vieram as primeiras camisetas, e quando anunciaram o nome da Torcida, a galera saiu “no tapa” para conseguí-las. Com cerca de 50 integrantes a Malucos do Tigre tinha apenas um surdão, uma bandeira e o talco era improvisado, pegando farinha de trigo das prateleiras de casa.


A Malucos estreou nas arquibancadas do Estádio Décio Vitta no jogo contra a rival Ponte Preta, que infelizmente o Tigrão levou a pior e perdeu o jogo em casa por 1 x 0, gol do centroavante Monga, sendo assim eliminado nas semifinais do Campeonato Paulista da divisão de acesso de 1989.

No ano seguinte, com apoio da diretoria do Rio Branco e alguns comerciantes da cidade, a Malucos do Tigre se preparou para acompanhar todos os jogos do Rio Branco na Divisão de Acesso do Paulistão e logo no primeiro jogo do campeonato a torcida contava com mais de trezentos integrantes. A torcida foi gratificada com a conquista do acesso do glorioso Tigre da Paulista à primeira divisão da Elite do Futebol Paulista.

Desde então, a Malucos vem acompanhando o Tigre em todos os campeonatos, tendo organizado caravanas para todos os estádios do Estado de São Paulo, incluindo Vila Belmiro, Pacaembu, Canindé, Parque Antártica e Morumbi.


Hoje, existem as mesmas dificuldades financeiras, mas é com muita luta e dedicação que superam os obstáculos. "Nada que se possa conquistar sem dificuldades e sem trabalho é verdadeiramente valioso", dizem os malucos. “Por isso que somos uma das Torcidas mais conhecidas e respeitadas do Interior, e sem dúvida a mais tradicional, alegre e apaixonada Torcida do Rio Branco Esporte Clube”.

Lema da Malucos: Garra, Emoção e Perseverança.

Nome: Surgiu pela admiração ao cantor e poeta brasileiro Raul Seixas, o “Maluco Beleza”, que certa vez realizou um show na região e ao final foi presenteado com uma camisa da organizada, vestiu e posou para uma histórica fotografia. Todos da torcida tentam encontrar essa imagem até hoje. Em sua sede é possível ouvir sempre as músicas de Raulzito e ver seu rosto estampado em algumas camisetas.


Comando: hoje a Malucos do Tigre é presidida por José Carlos dos Reis, o “Nikima”, que já integrou os quadros da extinta TUDéis. Marcelo “Tiubi” Testone é o vice-presidente e Rogérião, Marcelinho, Evandro “Cabeça” são os diretores.

Um pouco das organizadas do Tigre

Fogueteiros do Tigre, Malucos do Tigre, Explosão do Rio Branco, Tigres do Frezarin, TUDéis (Torcida Uniformizada Dez do Tigre), Fanatigre (Torcida Uniformizada Fanáticos do Tigre), TUIAN (Torcida Uniformizada Inferno Alvinegro), TURBO, Inflamáveis, Garra do Tigre e Fiel. Todas essas torcidas acompanharam em determinado período e de alguma maneira o Rio Branco Esporte Clube. Cada uma teve sua característica e sua maneira de gritar, cantar, festejar. Certamente, o número de uniformes que cada uma delas produziu, seja bonés, cata-ovos, coletes, camisetas, bermudas ou calças, deve ser muito maior do que a própria quantidade de camisas oficiais do clube.


"Como eu fui escolhido por vocês o narrador oficial da torcida riobranquense, preciso dizer algumas coisas nesta data em que esse bando de malucos completa duas décadas:

Quando alguém bater no peito e dizer "o time subiu por minha causa”, “o clube só não acabou por que eu não deixei” e “eu segurei muita coisa no clube e por isso chegamos até aqui”, dêem muita risada desse fanfarrão. É mentira!

O Tigre só é Tigre ainda por que a Malucos existe, por que VOCÊS são Tigres, vocês são como o mascote desse clube querido, não temem a ninguém e nunca acreditaram que o futebol ia acabar, como muitos disseram dentro do próprio clube. Vocês foram aquela brasa ainda que pequena, mas acesa, que manteve incandescente o amor pelo alvinegro campeão do centenário e maior revelador de craques que esse interior já viu.

Vocês não deixaram mudo o gigante Décio Vitta. Gritaram (muitas vezes em poucas vozes) empurrando times medíocres que não honraram a camisa preta e branca. Sem reconhecimento nenhum de diretorias, da imprensa e até ouvindo xingamentos de pernas de pau como Leandro Love, vocês apoiavam... Quando caiu, lá estavam vocês chorando, quando subiu, ouvia-se a malucada gritando que o “Tigrão voltou”.

A história do Tigre é maluca, tudo a ver com vocês. Tão maluca que está difícil escrever um livro sobre ela. Mas tenham certeza que vocês têm uma história linda como a desse time de escudo simples e estrutura milionária. A disciplina de vocês, os gritos, a chegada aos estádios sempre chamando atenção... Caramba! Poderia escrever mais 10 mil toques, mas deixa para a festa de 30 anos.


Você, Malucos, é exemplo de garra, fibra e determinação e passa ao Tigre coragem, domínio e vibração. Sei que com o Rio Branco, onde ele estiver, estarão vocês, torcendo com devoção. Parabéns! E obrigado por me deixar fazer parte, mesmo que à distância, dessa história cheia de mastros, bandeirões, bexigas e fogos..." Roger Willians

Lance!-IBOPE: Tigre tem a terceira maior torcida do interior paulista

O Rio Branco, escorraçado fora e dentro de campo nos últimos anos, e acumulando dívidas altíssimas, tem a 3ª maior torcida do interior do estado de São Paulo e a 8ª maior no geral, ficando atrás de Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Guarani, Ponte Preta e Portuguesa.

Os dados foram revelados na 4ª Pesquisa LANCE!-Ibope de torcidas, que ouviu 7.109 pessoas em todo o Brasil, a partir de 10 anos de idade, em 141 municípios de todos os tipos e tamanhos. A margem de erro é de 1,2 ponto percentual, para mais ou para menos.

Outros times do interior que aparecem na pesquisa são Inter de Limeira, Noroeste e São Caetano, todos atrás do Rio Branco. O Tigre, segundo a pesquisa tem, inquestionavelmente a 3ª maior torcida do interior, ficando atrás das gigantes do Bugre e da Macaca.

É bom que as pessoas que tem a caneta na mão e voto na boca saibam quantas pessoas ficarão desamparadas e tristes com o possível fim do futebol alvinegro e o impacto que isso pode ter. E que os empresários que tem dúvidas de aplicar ou não no clube saibam a dimensão que o mesmo ainda possui, mesmo não estando em boa fase.

Este não é o primeiro levantamento que aponta o gigantismo da torcida riobranquense (relembre outros aqui e aqui).

Campeão dos campeões

O Corinthians continua na liderança das torcidas de São Paulo. Dos 29% de representatividade em 1998, o Alvinegro que comemora seu centenário no próximo dia 1º passou para 33,4% em 2004 e agora chega a 35,2% dos habitantes do estado de São Paulo.

O Corinthians manteve a vantagem para o São Paulo, que continua em segundo. O Tricolor passou de 16% em 1998, para 19% em 2004 e em 2010 chegou a 20,8%.

Se a diferença entre os dois primeiros não mudou, continuando em 14,4 pontos percentuais, a vantagem do São Paulo para o Palmeiras explodiu desde o começo da pesquisa.

O Palmeiras tinha 14% em 1998, apenas dois pontos atrás do São Paulo. Em 2004, a fatia dos torcedores alviverdes caiu para 13,3% e a diferença subiu 5,7 pontos.

Em 2010, o Palmeiras aparece com 11,8% da preferência dos paulistas, nove pontos atrás do São Paulo. Em 12 anos, os palmeiras passaram de 87,5% para 56,7% do contingente de são-paulinos. O Palmeiras não só perdeu terreno para os são-paulinos como está sendo alcançado pelos santistas, que voltaram ao patamar de 9% de doze anos atrás (estão de fato em 9,2%). Em relação a 2004, a diferença caiu de 5 para 2,6 pontos percentuais.


Para conferir a íntegra dessa matéria, clique aqui.

Pesquisa aponta Tigre com quase 50 mil torcedores

Deu no Copa Americana - No dia 12 de fevereiro de 2001 o jornal Tododia publicou matéria com resultado de ampla pesquisa sobre torcidas de futebol realizada na cidade de Americana e também na Região pelo instituto De Salvi. Foram entrevistados 400 americanenses maiores de 16 anos que responderam duas perguntas. Na primeira, espontaneamente, para qual time torciam. Na segunda, também espontânea, se torciam para um segundo time.

O Corinthians lidera com 23,5% dos americaneneses, seguido de perto pelo Palmeiras, que tem 21,3% dos torcedores da cidade. O São Paulo é o terceiro com 9,5%. O Rio Branco surpreende na quarta colocação com 7,5% seguido de perto pelo Santos com 7,3%. Segundo o De Salvi, o Tigre é o único time local da Região a figurar entre os primeiros. Em todas as outras cidades os quatro grandes do estado lideram a pesquisa.

O Rio Branco possui ainda 12,5% de torcedores que o consideram seu segundo time em Americana. Na região chega a ter 3,6% dos torcedores nas cidades de Nova Odessa, Hortolândia e, para desespero dos unionistas, Santa Bárbara d'Oeste. E é na cidade do arqui-rival que aparece a maior surpresa. O Rio Branco chegou a ser citado como o primeiro time por vários barbarenses. Como segundo time é o terceiro colocado com 1,5% atrás somente de União e São Paulo e na frente de Corinthians e Palmeiras. Em Americana o União não foi citado nem como primeiro nem como segundo time.





O jornalista Zaramelo Jr, porém, entende que a torcida do Rio Branco esteja em torno de 80 mil pessoas. Ele justifica dizendo que esse número representa o americanense "da gema", que cresceu assistindo jogos no Riobrancão e vivendo a boa fase do clube, como associado ou não. Os demais são pessoas que migraram para Americana, na visão de Zara, ou que nasceram (viveram a juventude) antes de 1979, quando o Rio Branco estava com seu futebol inativo. Essa parcela teria adotado times de São Paulo para torcer e passaram isso de pai para filho e assim por diante, fato que explicaria por que o Tigrão tinha mais torcida antigamente.

Rogérião dá entrevista à Folha

Torcedores de clubes do interior falam da relação de amor com seus times, centenários ou quase, mas que jamais celebraram grandes conquistas (Por Lucas Reis).

Um professor de música da USP de Ribeirão Preto simplifica uma das maiores indagações da humanidade. "Sabe o que é a vida? A vida é o passatempo entre dois jogos do Comercial", diz.

E pensar que os corintianos adoram dizer que são sofredores. Mas, francamente, no futebol tortura não é encerrar o tão aguardado ano do centenário sem títulos, e sim atravessar um século inteiro sem conquistas de destaque no Estado, muito menos nacionalmente.

"Torcer pelo Comercial significa exclusivamente amor à camisa, não importando onde esteja o time", afirma Rubens Ricciardi, 46, o professor de música apaixonado por um clube que comemora cem anos em 2011 e que nunca lhe deu nenhuma grande conquista em campo.

Como ele, o interior de SP tem uma série de exemplos de "sofrimento" aliado a amor à camisa. A Folha conversou com quatro dos mais fanáticos torcedores de Comercial, Rio Branco, Ponte Preta e Rio Claro: todos tradicionais, com cem anos ou quase, torcidas apaixonadas e nenhum título importante.

Em comum, declarações de amor incondicional. "Há uma relação afetiva e prazerosa de ir ao [estádio] Palma Travassos, ficar no alambrado e ver o Comercial."

Ricciardi explica de onde vem tanto amor. "Sou um sujeito que torço para o time da minha cidade. Não tenho essa ilusão de comprar um produto que passa na televisão. Quem é de Ribeirão e torce para um time da capital é apenas um consumidor à distância, não tem identidade."

Mas é difícil desvendar a receita -se é que ela existe- para se idolatrar um time que nunca ganha nada.

"É uma coisa até difícil de explicar. O amor que nós temos pelo Rio Branco é muito grande", conta o representante comercial Rogério Lopes (foto Mateus Bruxel/Folhapress), 38 anos, todos dedicados ao clube que em 2011 completará 98 anos, sem nenhum título relevante.

Lopes contabiliza alguns "frutos" de sua devoção. "Já larguei três mulheres por causa do meu time. Fiquei sete anos seguidos sem perder um único jogo do Rio Branco, dentro e fora de casa. Tenho orgulho de ser Rio Branco."

Talvez apenas uma expressão poderia explicar o tamanho do fanatismo da aposentada Iracy Troques Franzomi, 73, pelo Rio Claro, que completará 102 anos em 2011.

"Virgem Maria! Eu acompanhei o Rio Claro por todo o interior do Estado até pela quarta divisão. Conheço todos os estádios de São Paulo", diz a famosa dona Iracy. Ela se orgulha de ter costurado em sua máquina uma bandeira gigante do clube.

A paixão, conta, começou com o marido. "Quando me casei, ele era rio-clarista fanático. Peguei gosto pelo time, passei a acompanhar, ia a todos os jogos. Agora, por causa da minha saúde, não estou acompanhando muito. No ano que vem, se Deus ajudar, ele vai voltar para a Série A-1", conta a aposentada.

"Já tive muitas alegrias com o Rio Claro. Mas hoje eu posso dizer que sou uma sofredora. A situação do time é muito ruim", relata.

Mas dor de verdade provou o músico Jorginho Araújo, 52. "Foi a maior agulhada que eu já senti como torcedor da Ponte Preta", afirma ele, que tinha 19 anos quando viu o Corinthians vencer a Ponte por 1 a 0 no famoso Campeonato Paulista de 1977. "Peguei um ônibus sozinho e fui parar no Morumbi. Chorei feito criança", conta.

"Como sou músico, no dia seguinte, ainda em São Paulo, fui tocar no Círculo Militar. E quem estava presente? Ninguém menos do que o árbitro da partida, o Dulcídio [Wanderley Boschilia]. A Ponte foi usurpada naquele jogo. Nem a seleção brasileira ganharia do Corinthians."


Araújo compôs uma série de canções para a equipe campineira, entre elas o hino ao centenário, completado em 2000. "Sofredor? Não, não me deixo levar por este lado. Já sofri muito, já derrubei muitas lágrimas. Mas a paixão pela Ponte é superior a qualquer coisa."

A fundação do movimento Rio Branco Eterno

O Rio Branco Eterno surgiu no começo do ano de 2011 com a união de torcedores de todos os setores da sociedade americanense que resolveram unir forças para atuar junto ao clube, principalmente contra a absurda ideia de acabar com o futebol.

Como missão número um está o dever de lutar para que o futebol do Tigre jamais feche suas portas e volte a ser grande e respeitado como no passado recente. Em muitos momentos ouve-se notícias sobre dirigentes do Rio Branco com ideia de paralisar o futebol por um tempo para uma reorganização. É preciso mostrar à essas pessoas que isso não deve ser feito. Todos sabem da complicada situação do clube financeiramente falando e que isso reflete diretamente no futebol, mas com trabalho sério é viável sim não só manter como reerguer o futebol. "Queremos nos colocar à disposição para ajudar, mas também estaremos cobrando os dirigentes para que organizem em breve um planejamento para reestruturação do clube".

Objetivos

Resgatar os sócios, os torcedores e a paixão pelo Rio Branco, desde os mais antigos da época em que retornou ao profissionalismo até aos dias atuais, desde os filhos e netos destes torcedores aos associados e ex-associados do querido Tigre americanense. Incentivar o surgimento de novos torcedores e associados e criar atrativos para sempre manter os já conquistados. Também é preciso que se conheça a história e a tradição do Rio Branco e que se divulgue isso.

A missão de ajudar está relacionada em apoiar os membros da diretoria e do conselho que pensem da mesma forma que o movimento, ou seja, que queiram resgatar a auto-estima do futebol e que vejam os últimos tristes acontecimentos como lição para que nunca mais se repitam no clube os mesmos erros. Muita vontade de trabalhar, não sozinhos e independentes, mas sim junto com os dirigentes que sabem que somando esforços pode-se mesmo ter um Rio Branco Eterno.

O passado servirá apenas como reflexão e ponto de partida, o que se pensa realmente é o futuro. Com a garra que sempre levou o time do Rio Branco a inúmeras conquistas e vitórias inesquecíveis, o maior valor será ter um grupo de riobranquenses participativos no clube como um todo e torcedores com pensamento crítico sobre a administração e não apenas presentes no estádio para gritar, torcer e provocar a torcida adversária.


Um dia, e será breve, todos terão a honra de dizer: "Eu ajudei a fazer um Rio Branco eterno".