Rio Branco é Campeão Paulista de vôlei em 1983

Há 31 anos, no dia 10 de dezembro de 1983, o Tigre conquistava mais uma glória esportiva em sua rica história de 101 anos. Naquele dia, o Rio Branco venceu o XV de Jaú por três sets a zero - um verdadeiro passeio -, e sagrou-se campeão estadual de voleibol. 

1983 é um ano bastante glorioso ao alvinegro, na época presidido por Luis Mário Marin, ou "Tchida Marin". No ano em questão, o Tigre conquistou o título do estadual de vôlei, fez uma belíssima campanha no paulista de hóquei, e no futebol bateu na trave, quase subindo à elite estadual, mas parando no XV de Piracicaba que tinha um meio de campo comandado por Pianelli. Além disso, a parte social do Rio Branco recebeu grande atenção, tendo seus bailes e domingueiras com grande sucesso e procura. 

Confira a matéria do O Liberal de terça-feira, 13 de dezembro de 1983. Vale lembrar que, na época, os jornais não circulavam nas segundas-feiras, e mesmo a decisão sendo no sábado, o domingo passou sem qualquer notícia esportiva. 


Transcrição da matéria 
Com uma atuação praticamente perfeita, a equipe de voleibol masculina do Rio Branco - conveniada com a prefeitura - sagrou-se vencedora do Campeonato Estadual da modalidade. O jogo que decidiu o título foi realizado sábado à noite no ginásio de esportes "Milton Fenley Azenha", no Centro Cívico, e em apenas 52 minutos o sexteto local conseguiu passar sobre o 15 de Novembro, de Jaú, por 3 sets a zero. 

 Foi o segundo jogo das finais já que, uma semana antes, o Rio Branco também havia derrotado o 15 por 3 sets a 1, na cidade de Jaú. O técnico Zito, após a vitória, chegou a afirmar que "esperava mais do adversário, que não jogou nem a metade do que sabe". Porém, ressalvou o valor dos atletas locais que praticaram um voleibol de muita qualidade. 

Os dois árbitros do jogo - Vicente Canahunga e Saulo Afonso -, não tiveram muito trabalho já que a superioridade técnica riobranquense não permitiu muitas ações ofensivas por parte do 15. Toda a equipe americanense conseguiu manter-se acesa. Não houve substituições e os seis jogadores que atuaram cumpriram o determinado. 

 Há de se ressaltar o trabalho de Mário, Lélio, Luis Fernando, Marcelinho, Marcos Nunes e Edmilson. Esta vitória, que significa o título do Estadual, confirmou mais uma vez a volta do Rio Branco à 1ª Divisão na próxima temporada, ao lado das grandes equipes de São Paulo (casos de Pirelli, Pinheiros, Paulistano, Fonte São Paulo e outras). O 15 de Jaú também subiu. 

CAMPANHA DO RB 
Rio Branco 1x3 Ipanema, 3 a 0 sobre Piracicaba, 0 a 3 para Itapema de Guarujá (WO), 3 a 1 no Ipanema, 3 a 2 em Piracicaba, 3 a 0 no Itapema, 3 a 2 na Associação Atlética Banco do Brasil, 3 a 2 sobre Osasco, 3 a 0 no Ipanema, 3 a 0 sobre o Banco do Brasil, 3 a 0 com Osasco, 3 a 1 no Ipanema, 3 a 2 no Náutico, 3 a 0 no Náutico, 3 a 1 no 15 de Jaú e 3 a 0 no 15 de Jaú. 

TRÊS REFORÇOS 
O técnico Zito revelou, ontem à tarde, que o Rio Branco deverá manter o atual elenco de voleibol e tentar a contratação de três reforços para o próximo mês. Magal, Aldmir e Mário Maringuela estão sendo contactados e propostas à altura da técnica do voleibol destes jogadores serão oferecidas até o final de dezembro. A possibilidade maior de aquisição está sobre Magal, integrante da seleção "B" do Brasil que, neste ano, disputou a Universidade. Marcio Maringuela - atualmente no Palmeiras e morando na Capital, será convidado. Já Aldmir, da Fonte São Paulo, apesar de estar na lista de contratações, tem a sua vinda um pouco mais dificultosa. Isto porque a Fonte não exibe vontade de perder o jogador. A movimentação para que empresas da cidade patrocinem o vôlei também já se iniciou. A Jacyra foi a única durante a temporada de 83 e deverá permanecer contratualmente. 

Jaú torceu pelo AEC no título da Seletiva em 77

A maior glória do AEC, em três anos de vida com esse nome, aconteceu em 1977. Mais especificamente na segunda para a terceira semana de abril. Em sete dias, o time aequino, considerado um fracasso pela ruim campanha na Segundona de 76, virou destaque e herói de uma das páginas mais emocionantes do esporte americanense. 

Antes, vamos retornar para o ano de 1976, em fevereiro daquele ano. No dia 8, na sede social do Esporte Clube Vasco da Gama, foi oficializada a troca de nome do Vasquinho para Americana Esporte Clube, o AEC (leia-se aéc). Saiu de cena o Dragão e entrou em cena o alvi-anil americanense. 

O primeiro campeonato aequino em 1976 foi a segunda divisão estadual, conhecida na época como 1ª Divisão (a elite se chamava Divisão Especial). A esperança era de que o AEC fizesse uma campanha de brilho, mas decepcionou totalmente, lutando até a última rodada para não cair. No total, 26 jogos: 5 vitórias, 15 empates e 6 derrotas. A equipe só se salvou após empate sem gols na última rodada contra o Velo Clube. 

Porém, em 1977, aconteceria uma reformulação nas divisões, fazendo com que muitos times fossem rebaixados pelo "facão" e cinco times disputassem uma Seletiva: AEC, Batatais, Linense, Sertãozinho e Votuporanguense. O campeão ficava com a 20ª e última vaga da Segundona-77. 

A fórmula era a seguinte: os dois piores que se salvaram em 76, Americana e Votuporanguense, disputariam um jogo único de mata-mata como primeira fase. O vencedor desse confronto enfrentaria o Batatais na semifinal. O outro jogo da semifinal já estava definido: Linense x Sertãozinho. Os vencedores da semifinal fariam a final, sendo o campeão detentor da vaga na Segundona. 

Mando neutro. Os jogos da primeira fase e da semifinal seriam disputados em Araraquara, no Adhemar de Barros. E a final seria disputada no Zezinho Magalhães, em Jaú. 

Na primeira fase, então, o AEC foi até Araraquara jogar contra a Votuporanguense. Cerca de 70% do público presente torcia para a AAV, deixando o desafio mais complicado ao esquadrão aequino. Todavia, o alvi-anil não decepcionou e com dois gols isolados derrotou a Votuporanguense por 2 a 0, naquele 10 de abril. AAV rebaixado. 

Os americanenses que viajaram até Araraquara não voltaram e se hospedaram em hotéis da Morada do Sol. A semifinal da Seletiva, contra o Batatais, aconteceria em 13 de abril, ou seja, não compensava a volta à Americana. Os aequinos ficaram e outros alvi-anis viajaram um dia antes do confronto para Araraquara. 

No dia 13 de abril, então, aconteceu a semifinal da Seletiva no mesmo Adhemar de Barros. Nos 90 minutos e prorrogação não tiveram vencedor: 1 a 1. Dessa forma, a decisão foi para o pênaltis. E os araraquarenses, ainda na prorrogação, ao saberem que o jogo estava indo para os pênaltis começaram a ir ao estádio apenas para a ver a disputa de faltas máximas. Ou seja, o jogo começou com um público bem menor do que quando terminou. 

Na disputa de pênaltis, 2 a 2 até a quinta e última cobrança. A torcida araraquarense, especificamente da Ferroviária, apoiava o Batatais, time mais próximo da cidade da Região Central. O Batatais bateu a quinta cobrança e perdeu. Ligão bateu para o AEC e anotou. 3 a 2! AEC na final. Batatais rebaixado. Na outra semifinal, também em Araraquara, vitória do Linense por 4 a 1 sobre o Sertãozinho. 

A decisão em Jaú


Expectativa enorme dos americanenses para a decisão em Jaú. O Linense era o melhor da Seletiva, até mesmo olhando a colocação final na Segundona-76. O AEC, pelo contrário, era considerado o pior, e todas as apostas davam conta que o time aequino cairia já na primeira fase para a Votuporanguense. 

Porém, na prática, o número de aequinos só se equiparou ao número de torcedores do Linense por causa da torcida jauense, mais especificamente do XV. Veja o registro do jornal O Liberal de 19 de abril: 

"A arrecadação no estádio Zezinho Magalhães, em Jaú, foi anunciada como a de 60 mil cruzeiros aproximadamente, com quase 4 mil pessoas pagando ingresso para ver a decisão. A expectativa era de que o público comparecendo em número bem maior. Previa-se cerca de 10 mil pessoas, especialmente, é claro, a massa torcedora da nossa cidade.

As dificuldades, ao que parece, foram inúmeras, inclusive com o preço cobrado pela empresa de ônibus, e que provocaram a ausência de muita gente americanense na agradável cidade jauense. Havia muitos torcedores do Linense, em número superior ao do AEC, mas mesmo assim a festa começou no mesmo estádio municipal de Jaú, com o devido brilho de uma decisão. 

Muitos rojões foram espoucados, inúmeras bandeiras eram agitadas, e desde a avenida da Saudade até as principais ruas do centro a festança foi das mais comoventes e envolventes. 

Torcida do XV esteve ao nosso lado
Quando os torcedores do AEC chegavam a Jaú, centenas e centenas de panfletos eram distribuídos pelas ruas da cidade conclamando a torcida do XV a prestigiar o <<Elefante da Noroeste>>, na luta contra o Americana EC. Imediatamente os elementos da nossa Rádio Clube, agindo prontamente para tentar ganhar adeptos no estádio (já que a nossa torcida era a de menor número), dirigiram-se às duas emissoras locais e fizeram apelos para que a torcida fosse pelo Americana, invocando várias justificativas e enaltecendo o acesso da representação jauense à Especial, de forma brilhante. 

O radialista Geraldo Pinhanelli, que durante 8 anos esteve atuando na radiofonia jauense, relembrou momentos de uma decisão entre Linense e XV de Jaú, no Pacaembu, em S. Paulo (onde trabalhara naquela oportunidade como repórter volante), e quando naquela oportunidade a torcida linense hostilizou contundentemente a massa torcida de Jaú, e outros detalhes daquela inesquecível decisiva. 

Muito bem. No estádio, quando da partida, dezenas e dezenas de bandeiras do <<Galo da Comarca>>, do XV local, se faziam presentes, e para a surpresa dos linenses, o incentivo e a torcida apresentavam-se para o nosso AEC, que pôde ficar mais à vontade e jogar o seu real futebol."

Iniciou-se, então, em campo, uma grande peleja entre AEC e Linense. O pior e o melhor, segundo a imprensa. Sérgio anotou o primeiro gol aequino. Paulo Dias, com dois tentos, virou o jogo para os linenses, desesperando os americanenses e jauenses. Porém, Niltinho e Paulinho viraram novamente para o Americana EC, levando o estádio Zezinho Magalhães a euforia. Vitória aequina por 3 a 2 em Jaú, e passeata pelas ruas da cidade. 

No vestiário americanense, após o prélio, festa e muitas lágrimas e sorrisos. Além, é claro, de muitos elogios aequinos ao povo jauense e ao gramado do estádio do XV de Jaú. Na volta para a cidade de Americana, os alvi-anis fizeram uma verdadeira festa, muito barulho, muita gritaria e cantos. Ao chegar na Princesa Tecelã, mais festa e mais passeata com os jogadores. 

O "O Liberal" destacou o seguinte: "A cidade viveu semana das mais movimentadas e um clima de expectativa realmente fantástico para a estreia na Segundona-77. Uma grande festa feita pelos torcedores, revivendo a grande conquista do Vasco em 1969, em Bauru."

Naquele ano, o AEC repetiria campanha ruim na segunda divisão e só escaparia do rebaixamento na última rodada, após vitória sobre o Rio Preto, em casa, por 1 a 0. Entretanto, o que marcou e salvou o ano do Americana foi esse grande campeonato da Seletiva, que terminou com o time alvi-anil campeão. 

FICHA TÉCNICA
Americana EC 3x2 Linense - 17/04/1977
Local: Zezinho Magalhães (Jaú)
Árbitro: Ulisses Tavares da Silva Filho
AEC: Carlinhos; Carioca, Adalberto, Coutinho (Badeco) e Ferreira; Sérgio e Paulinho; Vande (Marcos), Nelsinho, Niltinho e Ligão.
Linense: Raimundinho; Roberto, Sinval, Gué e Claudio; Toninho (Bento) e Noriva; Cardosinho, Juna (Nandinho), Paulo Dias e Vanderlei. 
Gols: AEC - Sérgio, Niltinho e Paulinho; Linense - Paulo Dias (2). 

Retrospecto: AEC x Aliança

7 jogos | 1 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 3 gols feitos | 5 gols sofridos

2ª Divisão 08/08/1976 Americana 0 x 2 Aliança Victório Scuro
2ª Divisão 31/10/1976 Aliança 1 x 1 Americana Baetão
2ª Divisão 08/05/1977 Americana 0 x 0 Aliança Riobrancão
2ª Divisão 10/07/1977 Aliança 0 x 0 Americana Baetão
2ª Divisão 21/09/1977 Aliança 1 x 2 Americana Baetão
2ª Divisão 06/11/1977 Americana 0 x 1 Aliança Riobrancão
Amistoso 01/05/1979 Americana 0 x 0 Aliança Riobrancão

A camisa listrada do Vasco

Quando fala-se em Vasco, logo vem a mente uma camisa com uma faixa cortando diagonalmente. O tradicional do Vasco do Rio, e até mesmo utilizado pela própria Ponte Preta. Não foi o caso do Dragão em 1973/1974. 

Alegando "má sorte" com a camisa em faixa, o diretor Roberto Monzillo sugeriu para a diretoria cruzmaltina que o uniforme fosse trocado para o listrado. O motivo era de que todos os times que, na época, usavam o primeiro uniforme listrado (Inter de Limeira, Bragantino, Independente...) se saíam bem nos campeonatos. Uma superstição estranha, mas que foi aprovada pelo conselho vascaíno.

Não adiantou. Em 1973, o Vasco caiu logo na primeira fase, tendo que disputar, no segundo semestre, o torneio Marcelo Castro Leite. Uma espécie de "Copa Renegados" apenas para completar o calendário. E, em 74, o time até que começou bem, mas caiu de produção e no final teve que se segurar para não cair de divisão. 

De bom naqueles dois anos foram as fotos do esquadrão com o belo uniforme cruzmaltino americanense. Belíssimo.


Retrospecto: Vasco x São José

12 jogos | 3 vitórias | 3 empates | 6 derrotas | 10 gols feitos | 15 gols sofridos

Amistoso 26/04/1970 Vasco 2 x 0 São José Victório Scuro
Amistoso 10/05/1970 São José 0 x 2 Vasco Martins Pereira
2ª Divisão 31/05/1970 São José 2 x 0 Vasco Martins Pereira
2ª Divisão 19/07/1970 Vasco 2 x 3 São José Victório Scuro
2ª Divisão 14/03/1971 São José 0 x 0 Vasco Martins Pereira
2ª Divisão 25/04/1971 Vasco 0 x 3 São José Victório Scuro
2ª Divisão 18/03/1973 Vasco 2 x 0 São José Victório Scuro
2ª Divisão 08/04/1973 São José 2 x 1 Vasco Martins Pereira
2ª Divisão 07/04/1974 São José 2 x 1 Vasco Martins Pereira
2ª Divisão 26/05/1974 Vasco 0 x 0 São José Victório Scuro
2ª Divisão 15/06/1975 Vasco 0 x 3 São José Victório Scuro
2ª Divisão 17/08/1975 São José 0 x 0 Vasco Martins Pereira

A volta de Cilinho

Matéria escrita em janeiro de 2012 por Roger Willians em seu antigo blog


Mesmo com a notícia da eminente vinda de Parraga como técnico do Tigre para 2013 na Série A3, foi oficializada a informação de que o comandante do alvinegro será mesmo Otacilio Pires de Camargo, o Cilinho, 73 anos (na foto em 1993 ao lado do médico Dr. Armando Fornari, no DV). Sua apresentação acontecerá ainda nesta semana, sem dia definido.

A imprensa americanense desde ontem (sábado) já noticiava o resultado de um almoço do treinador com os cartolas do Tigre. Cilinho voltará ao cenário do futebol paulista depois de anos trabalhando no futebol apenas fora das quatro linhas.

"Estamos muito felizes com a contratação de Cilinho. Ele era nosso primeiro nome da lista. Ele (Cilinho) demonstrou bastante motivação para assumir o time a partir de setembro. Ele vai nos ajudar na montagem do elenco e no resgate da credibilidade do clube", declarou o gerente de futebol, Fred Smania, ao Jornal O Liberal.


Por suas mãos, o Tigre teve reveladas quase duas dezenas de atletas que renderam cerca de 30 milhões de Dólares. Ele já iniciará os trabalhos no dia 1 de setembro e seu contrato irá até o final do Paulista da Série A3 de 2012. Os demais membros da comissão técnica serão indicados por ele.

“O Cilinho será o treinador do Rio Branco. Conversamos com ele hoje (ontem) e houve o acordo. Dentro da próxima semana faremos o anúncio oficial. Trata-se de um nome conhecido internacionalmente e vem dentro do trabalho proposto pela diretoria, que é de reestruturar o futebol do Rio Branco”, comemorou o diretor  de futebol Edison Fassina ao Todo Dia.

Cilinho fez 54 jogos pelo RB

Segundo o jornalista e historiador do Tigre, Claudio Gioria, Cilinho (na charge abaixo do ótimo cartunista Carlos Reis de 1993) comandou o alvinegro em 57 jogos, com 26 vitórias, 18 empates e 13 derrotas. Cilinho é o sexto treinador que mais vezes comandou o Tigre (pós 1979), atrás de Afrânio Riul, Carlos dos Santos, Cassiá, Lula Pereira e Zé Teodoro.

“A história de Cilinho no Tigre começou com a campanha ruim na Copa 90 Anos da Federação Paulista de Futebol, em 1992. (...) iniciou o Paulistão de 1992 como técnico da equipe, lançou o garoto Flávio Conceição e deixou o time na terceira posição de seu grupo, o que lhe garantiu lugar entre os grandes no Paulistão de 1993. No final do Paulistão de 1992, Cilinho preferiu não renovar contrato. A separação durou apenas seis meses. Em junho de 1993, voltou ao Tigre, que só jogaria amistosos até o final do ano. Voltou com salários inimagináveis hoje em dia no clube - ainda mais sem uma competição oficial para disputar. Especulava-se à época que Cilinho ganhava cerca de US$ 10 mil.


Naqueles amistosos do final de 1993, contra equipes inexpressivas, a maioria amadora, lançou o meia Souza, que explodiria no ano seguinte. No final do ano, aceitou dirigir o time no Paulistão de 1994. Caiu após apenas quatro rodadas e duras críticas à Federação Paulista de Futebol, algo mais do que comum em sua carreira.”, destacou o jornalista em recente coluna publicada no Jornal Todo Dia.

TUDéis

Fogueteiros do Tigre, Malucos do Tigre, Explosão do Rio Branco, Tigres do Frezarin, TUDéis (Torcida Uniformizada Dez do Tigre), Fanatigre (Torcida Uniformizada Fanáticos do Tigre), TUIAN (Torcida Uniformizada Inferno Alvinegro), TURBO, Inflamáveis, Garra do Tigre e Fiel. Todas essas torcidas acompanharam em determinado período e de alguma maneira o Rio Branco Esporte Clube. 


Cada uma teve sua característica e sua maneira de gritar, cantar, festejar. Certamente, o número de uniformes que cada uma delas produziu, seja bonés, cata-ovos, coletes, camisetas, bermudas ou calças, deve ser muito maior do que a própria quantidade de camisas oficiais do clube.


Hoje, o blog traz uma relíquia da querida T. U. Déis, do arquivo do José Carlos dos Reis, o Nikima, que fazia parte da organizada, antes de entrar para a Malucos. Trata-se da ficha de inscrição que a agremiação tinha até o final da década de 80. Bacana, não?