Fred Smania: um predestinado do esporte americanense

Fred Allan Smania é um dos personagens de maior sucesso da história do futebol americanense. Figura carimbada do esporte, ele já foi de tudo: mascote, goleiro, atacante, preparador físico, técnico, homem forte do futebol do Palmeiras, braço direito de Jair Picerni e diretor. Em todas as funções, Fred marcou história de alguma forma e se tornou o mais predestinado esportista americanense ao sucesso. 

Nascido em 15 de março de 1951, em uma casa no bairro da Conserva, Fred é filho de Armando Smania, que foi técnico de futebol e goleiro do Rio Branco, e de Elvira Marcondes Smania. Hoje com 66 anos, Fred é personal trainer, mas vem ajudando o historiador Gabriel Pitor a fazer um grande trabalho de resgate ao Vasco da Gama de Americana, time que guarda com grande carinho. 

O Acervo - Rio Branco Esporte Clube, então, resolveu resgatar algumas partes da trajetória desse "americanense da gema". Esta é apenas uma de muitas histórias de vários personagens do Vasco da Gama que serão retratados no livro-almanaque "Esporte Clube Vasco da Gama - Um traço de união paulista-carioca", de Gabriel Pitor, e no "Almanaque do Tigre", de Claudio Gioria. Embarquemos na história de Fred Smania: um predestinado do esporte americanense.

Mascote do Vasquinho
Fred Smania já foi "mascote" do Vasco da Gama de Americana em um desfile comemorativo ao 7 de Setembro. Este talvez seja o primeiro grande registro do personagem na história do futebol. Seu pai, Armando, já era técnico do cruzmaltino no Campeonato da Liga Americanense de Futebol e no Amador do Estado e, por isso, ficou fácil para o ainda menino se envolver com o esporte.

Aliás, é bom dizer: Fred, naquela época, era praticamente vizinho do estádio Victório Scuro, assim como vários jogadores e diretores do clube da Conserva. Mais um motivo pelo qual começou cedo no futebol.

O Vasquinho foi o campeão do desfile de 7 de Setembro de 1957, como podemos ver na foto abaixo em que o seu pai, Armando, carrega a taça.

Fred Smania toma a frente do desfile de 7 de Setembro. Era o "mascotinho" do Vasco de Americana e desfilou junto com todo o time do cruzmaltino.

À direita Armando Smania, pai de Fred, carregando a taça de vencedor do desfile de 7 de Setembro;
Fred, ainda menino, carrega uma taça não identificada

O atacante predestinado
O "mascotinho" cresceu e virou um centroavante alto e de grande vigor físico. Era, então, o verdadeiro início de Fred Smania no futebol e não poderia ser em outro clube, senão no Vasco da Gama. Foi assim que ele passou a compor um grande elenco de Antonio Rosalém que seria selecionado para a disputa do Campeonato Paulista da Segunda Divisão (equivalente ao terceiro escalão estadual, atual A-3).

A sua estreia como atacante foi um presente de aniversário, no dia 17 de março de 1968, contra o Flamengo de Campinas. Fred entrou no lugar de Esquerdinha no segundo tempo, mas não anotou tento algum na vitória por 4 a 0 do onze cruzmaltino.

VASCO DA GAMA 3x0 FLAMENGO (CAMPINAS)
Data: 17/03/1968 - Domingo
Placar final: Vasco da Gama 3x0 Flamengo de Campinas
Local: Victório Scuro, em Americana
Árbitro: Brandão - Liga Campineira
Renda: NCr$100,00

Vasco da Gama: Nenê "Manga Rosa"; Irineu (Amadio), Celso (Romualdo), Helio e Arlindo; Valdecir, Esquerdinha (Fred Smania) e Bauer; Airton (Espanhol), Dirceu e Martins. Técnico: Antonio Rosalém.

Gols:
VAS - Bauer
VAS - Bauer
VAS - Esquerdinha

Mesmo sem marcar, Fred chamou atenção e passou a ser utilizado por Rosalém nos jogos. Porém, meses depois, ele foi cortado do elenco principal devido a sua idade (17 anos) e foi colocado no time de amadores do Vasco - que disputaria o Amador do Estado, também organizado pela Federação Paulista de Futebol.

Ao todo, foram nove jogos como atacante do Vasquinho e apenas um gol. Esse gol, por sinal, decisivo e que rendeu um troféu para a galeria cruzmaltina.

Em 1968, Vasco da Gama e Flamengo, os dois grandes rivais do futebol de Americana, disputaram o troféu "Irmãos Guion" em uma melhor de três jogos. O primeiro jogo foi na Vila Galo e terminou com vitória do Flamengo por 1 a 0. A volta, no Victório Scuro, teve vitória vascaína por 2 a 0. Por fim, no terceiro e decisivo jogo, também realizado no Victório Scuro, mas divido em 50/50 pelas torcidas rivais, o Vasco venceu por 1 a 0 com gol dele, Fred Smania.

VASCO DA GAMA 1x0 FLAMENGO (AMERICANA)
Data: 26/05/1968 - Domingo
Placar final: Vasco da Gama 1x0 Flamengo
Local: Victório Scuro, em Americana
Árbitro: José Aldo Belém
Renda: NCr$ 1.162,00

Vasco da Gama: Jair; Marinho e Darcy; Padre, Barreira e Tesoura; Nenê, Wilton, Fred Smania (Mirinho), Zezinho e Miguel (Jonas).

Flamengo FC: Argemiro; Walter, Valentim e Algodão; Ditão e Tião; Lu, Belinho, Batata, Juca e Máquina.

Gol:
VAS - Fred Smania

Obs.: Com esse resultado, o Vasco da Gama conquistou o título do Troféu Irmãos Guion.
Obs.2: O jogador Juca, do Flamengo, é o narrador esportivo Jota Junior, atualmente nos canais SporTV.

Fred Smania, o atacante predestinado que definiu o título da Taça Irmãos Guion a favor do Vasco sobre o seu arquirrival, o Flamengo.

O goleiro predestinado
O Vasco da Gama estava na segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 1968 - campeonato este que se encerrou apenas em 1969. Para se entender o contexto, voltemos àquela edição da "Terceirinha": na primeira fase, o Vasco passou como segundo colocado em um grupo de oito integrantes. A segunda fase, chamada de Série Brigadeiro Faria Lima, contava com Vasco, Amália de Santa Rosa do Viterbo, Fernandópolis, Oeste de Itápolis, DERAC de Itapetininga e Santo André. Apenas o campeão da série se classificava para a final e apenas o campeão da divisão subia para a "Segundinha".

Nesta segunda fase, o Vasco da Gama perdeu o seu goleiro titular, Nenê "Manga Rosa", para o Paulista de Jundiaí. Zé Aparecido assumiu o posto de Nenê, mas faltava um goleiro reserva para completar o elenco. Depois de muitas confabulações e consultas, um "menino dos amadores do Vasco, forte e com vigor físico" foi promovido para o plantel principal e para goleiro reserva: Fred Smania.

O primeiro jogo de Fred Smania como reserva do cruzmaltino foi contra o DERAC, em Itapetininga, tendo o Vasco ganho por 3 a 2 e dado grande passo para ser campeão da série. Ele ficou até a final, no dia 20 de abril, contra o Municipal de Paraguaçu Paulista (a extinta Paraguaçuense). Sempre como reserva, mas pertencente ao primeiro elenco campeão profissional da cidade de Americana.

Fred é o primeiro em pé, ao lado do zagueiro Romualdo;
abaixo, temos o diretor David Tonussi, o meio-campista Bauer e o mascotinho Bolão (Edílson Tonussi)

Preparador físico do AEC
Fred Smania fez faculdade de Educação Física e teve seu primeiro trabalho como preparador físico no Americana Esporte Clube, em 1976. Esteve ao lado de Bidon, Nã, Foguinho, Rinaldo, Eraldo "Cabeção" e tantos outros técnicos que passaram pelo alvi-anil no fim dos anos 70.

E, claro, ele estava lá, no primeiro e único título do Americana: da Seletiva para a Segunda Divisão de 1977. Dessa vez, não mais como goleiro ou atacante, mas em sua nova função de preparador que exerceria por anos e anos. Foi com esse título que o AEC conseguiu se manter na Segundona para, em 1979, passar o bastão para o Rio Branco.

Registro do Jornal O Liberal de 12/04/1977 - Fred Smania ao lado de Foguinho, técnico do AEC

Aqui, Fred como preparador físico do AEC. Ao seu lado, o lateral Ferreira e abaixo o atacante Ligão

Preparador físico do primeiro acesso
Com a fusão de Americana e Rio Branco, alguns funcionários que eram do time alvi-anil foram para o alvinegro americanense. Entretanto, Fred Smania não foi um desses e ficou de fora. Para conseguir um lugar no Tigre, ele teve que contar com a ajuda de um de seus grandes parceiros no futebol: o diretor David Tonussi.

Tonussi demonstrou sua insatisfação com o Rio Branco e ameaçou sair da diretoria do time. Os diretores do alvinegro não queriam perder David, um dos grandes colaboradores do futebol do Tigre, então perguntaram para o diretor o que faria ele ficar no time: "Eu fico se o Fred for o preparador,"

Foi assim que Fred Smania, em 1980, iniciou uma longa jornada no Rio Branco e estaria no primeiro acesso à elite, em 1990, como homem-forte de Afrânio Riul. Neste período, ele também foi treinador interino do Rio Branco, mas essa história vamos contar mais detalhes a seguir.

Fred como preparador físico do Tigre (o primeiro da esq. à dir.)
Rio Branco 1x0 Central Brasileira - 04/03/1990

Antes do acesso, o técnico do rival
Fred Smania, antes de subir com o Rio Branco em 1990, teve uma curta passagem pelo arquirrival União Barbarense como técnico. Foi em 1987, substituindo Walter Zaparolli e sob o respaldo do então presidente Nivaldo Batagin.

Isso aconteceu porque Fred foi dispensado do Tigre, algo que causou muita estranheza. O alvinegro americanense estava montando um time novo, com comissão técnica nova, todos vindo do Capivariano que tinha feito boa campanha na Segundona de 86.

Ao todo, foram sete jogos de Fred Smania no comando do Leão: três vitórias, dois empates e duas derrotas. Foi dispensado após o empate por 2 a 2 com o Velo Clube, pela quarta rodada da Segunda Divisão Estadual. Muitos, aliás, não concordaram com essa dispensa dentro do clube barbarense, uma vez que Fred estava no início de seus trabalhos e tinha retrospecto positivo. Para o seu lugar, Tonhão foi contratado, mas o União Barbarense não escaparia do rebaixamento naquela temporada, já que a Federação Paulista de Futebol fez um grande "facão" que rebaixou metade dos times da "Segundinha".

A primeira vitória na elite sob os comandos de Fred
Em Americana, Fred Smania continuava sendo um predestinado, dessa vez como o comandante de uma das vitórias mais emblemáticas do Rio Branco: a primeira na elite estadual, em 1991.

No dia 24 de julho de 1991, o Tigre, ainda comandado por Rubens Minelli, estreou com um empate em 0 a 0 em casa contra a Internacional de Limeira. Isso fez o técnico cair do comando alvinegro e Fred Smania assumir interinamente por algumas rodadas.

Em uma dessas jornadas, no dia 31 de julho de 1991, o alvinegro derrotou o São José por 1 a 0, gol de falta de Dico, e conquistou a sua primeira vitória na história da elite estadual.

RIO BRANCO 1X0 SÃO JOSÉ
Data: 31/07/1991 - Quarta-feira
Placar final: Rio Branco 1x0 São José
Placar 1º tempo: Rio Branco 0x0 São José
Local: Décio Vitta, em Americana
Público: 2.196 pagantes (um dos maiores da rodada, mesmo sendo um baixo público à época para o Tigre)

Rio Branco: Rogério; Levi, Cava, Pedro Paulo e Gilson; Leomir, Augusto (Marcos Alberto) e Pianelli; Nilton, Éder (Saura) e Dico. Técnico: Fred Smânia.

São José: Paulo Vitor; Marcelo (Alemão), Eugênio, Dama e Joãozinho; Nenê, Vander Luis e João Paulo; Claudinho (Edson Souza), Marcus Vinícius e Luciano. Técnico: Basílio.

Gol:
RBO - Dico 39' 2ºT

Obs.: A primeira vitória do Rio Branco na elite estadual.

Até então, o Rio Branco fez 407 jogos em 18 anos de Série A-1 (1991-2007, 2010): 140 vitórias, 107 empates e 160 derrotas; 578 gols pró e 597 gols sofridos.


Vídeo publicado por Claudio Gioria na página do seu futuro livro do Tigre

Manchete do jornal O Liberal após a primeira vitória na elite estadual;
Fred era o técnico

Bi-campeão simbólico do Interior
Fred Smania passou por vários times durante toda a década de 90. Foi neste período que ele passou a ser o homem de confiança do técnico Jair Picerni - ajudando-o como preparador físico, mas também em várias oportunidades atuando como olheiro e como auxiliar técnico.

Neste período, ele conquistou dois títulos simbólicos do Interior: um de Minas e outro de São Paulo. O de Minas Gerais foi em 1996, com a tradicionalíssima Caldense, encerrando o estadual em 3º lugar, atrás apenas dos gigantes Atlético Mineiro e Cruzeiro. Por fim, o título simbólico do interior paulista foi na volta ao arquirrival União Barbarense, em 1999, quando encerrou em 6º lugar no Paulistão - atrás apenas dos quatro grandes e da Portuguesa.

E aqui vale explicar o motivo de ser "simbólico": não havia, de fato, uma premiação, uma oficialização ou um torneio paralelo que decretasse o "campeão do interior" (como foi com o Rio Branco em 1922 e 1923, ou como vem acontecendo desde 2006 com o "Troféu do Interior" na elite estadual). Nem mesmo o regulamento do Paulistão citava que o melhor time do interior seria o campeão. Porém, era comum, à época, os pequenos brigarem pela melhor colocação fora os quatro grandes do estadual, justamente porque havia esse reconhecimento simbólico de "Campeão do Interior".

Esq. à dir.: Fred Smania, Jair Picerni e Toni Ferreira
Apresentação no União Agrícola em 1999

O pequeno-gigante vice da Libertadores
Outro momento marcante do futebol dos pequenos foi no início da década de 2000, quando o São Caetano conseguiu dois vice-campeonatos brasileiros e, o principal, o vice-campeonato da Libertadores em 2002. O Azulão do ABC é o time que mais longe chegou dentre os pequenos e médios na maior competição continental - ultrapassando o Guarani de 1979, que chegou a fase semifinal.

Fred Smania estava na comissão técnica do São Caetano de 2002, junto com Jair Picerni. Na final, a equipe acabou derrotada nos pênaltis por 4 a 2 para o Olímpia, do Paraguai.

Série B de 2003 com o Palmeiras
Em 2002, o Palmeiras tinha sofrido um traumático rebaixamento sob o comando do técnico Levir Culpi (este o menos culpado, é bom que se diga). Para o ano seguinte, que necessitava de uma reestruturação e de uma campanha sólida na Série B do Brasileirão, a diretoria alvi-verde chamou o técnico Jair Picerni para o comando. Fred Smania foi junto como preparador físico e também atuava como auxiliar técnico em algumas oportunidades. Por vezes, Smania e Picerni discutiam prováveis reforços e nomes para montar o elenco do Palmeiras. O Verdão foi campeão indiscutível da Série B com 23 vitórias em 35 jogos.

Fred retornaria em situação complicada ao Palmeiras em 2006, definitivamente como auxiliar técnico de Jair Picerni, para a reta final do Brasileirão. A equipe escapou do rebaixamento nas últimas rodadas.

O gerente de futebol do único título profissional do Rio Branco
Em todas as maiores glórias esportivas de Americana, Fred Smania estava lá. Não seria diferente em 2012, quando o Tigre jogaria pela primeira vez a Série A-3 do Campeonato Paulista. Ele era gerente de futebol e contava com o apoio do técnico Cilinho e do Edson Fassina na montagem do elenco para o Paulistão.

E deu muito certo! O Rio Branco sobrou durante todo o campeonato, sendo líder na primeira fase, líder no quadrangular de acesso e campeão. Este é o único título profissional do Tigre, já que os outros dois foram ainda na fase amadora: o Campeonato do Interior de 1922 e 1923. Ao todo, foram 27 jogos: 16 vitórias, sete empates e quatro derrotas. Para se ter uma ideia, a maior derrota foi o 1 a 0, em casa, para o XV de Jaú.

Fred não ficou até o fim do campeonato. Acabou saindo junto com o Cilinho, após a vitória por 3 a 2 sobre o Juventus, alegando interferência da diretoria dentro de campo. Mas ficou a base do time campeão com: Eder; Oliveira, Bernardi, Aírton e Esquerdinha; Deda, Rafael Jataí, Rodrigo Celeste e Rafael Chorão; Sandro Hiroshi e Marcos Denner.

Ficha - a carreira de Fred Smania

Como jogador
1967 - Atacante EC Vasco da Gama (Amadores)
1ºsem 1968 - Atacante EC Vasco da Gama (Amadores e Profissionais)
2ºsem 1968 - Goleiro EC Vasco da Gama (Profissionais)
1969 - Goleiro EC Vasco da Gama (Profissionais)

Como parte da comissão técnica e cartola
1975 - Bacharelado na PUC Campinas em Educação Física
1976 - Preparador físico do Americana EC
1977 - Preparador físico do Americana EC
1978 - Preparador físico do Americana EC
1980 - Preparador físico do Rio Branco
1981 - Preparador físico do Rio Branco
1982 - Preparador físico do Rio Branco
1983 - Preparador físico do Rio Branco
1984 - Preparador físico do Rio Branco
1985 - Preparador físico do Rio Branco
1986 - Preparador físico do Rio Branco
1987 - Técnico do União Agrícola Barbarense
1988 - Preparador físico do Rio Branco
1989 - Preparador físico do Rio Branco
1990 - Preparador físico do Rio Branco
1991 - Preparador físico do Rio Branco
1992 - Preparador físico do Rio Branco
1ºsem 1993 - Preparador físico do Rio Branco
2ºsem 1993 - Preparador físico do Bragantino
1994 - Preparador físico da Ponte Preta
1ºsem 1995 - Preparador físico da Ponte Preta
2ºsem 1995 - Preparador físico do Bahia
1996 - Preparador físico da Caldense
1997 - Preparador físico do Rio Branco
1998 - Preparador físico do Rio Branco
1999 - Preparador físico do União Agrícola Barbarense
1ºsem 2000 - Preparador físico do União Agrícola Barbarense
2ºsem 2000 - Preparador físico do Rio Branco
2002 - Preparador físico do São Caetano
2003 - Preparador físico do Palmeiras
1ºsem 2004 - Preparador físico do Palmeiras
2ºsem 2004 - Preparador físico do Atlético Mineiro
2ºsem 2004 - Preparador físico do Guarani
1ºsem 2005 - Preparador físico do Guarani
2ºsem 2005 - Preparador físico do Bahia
1ºsem 2006 - Preparador físico do Fortaleza
2ºsem 2006 - Preparador físico do Brasiliense
2ºsem 2006 - Auxiliar técnico do Palmeiras
2007 - Preparador físico do São Caetano
2012 - Gerente de futebol do Rio Branco

Dados técnicos

Todos os jogos como treinador do Rio Branco Esporte Clube*


1981 22/04 Palmeiras (SJBV) 0 x 0 Rio Branco 2ª Divisão E
1983 13/11 União São João 2 x 2 Rio Branco Amistoso E
1984 11/03 Rio Branco 1 x 1 Taubaté Amistoso E
1986 13/04 União São João 0 x 0 Rio Branco 2ª Divisão E
1986 10/08 Guaçuano 1 x 2 Rio Branco 2ª Divisão V
1986 17/08 Rio Branco 3 x 2 Derac 2ª Divisão V
1988 20/11 Taubaté 2 x 1 Rio Branco 2ª Divisão D
1988 27/11 Rio Branco 2 x 0 Rio Preto 2ª Divisão V
1988 03/12 Rio Branco 5 x 3 Comercial 2ª Divisão V
1988 08/12 São Bernardo 1 x 3 Rio Branco 2ª Divisão V
1991 28/07 São Bento 3 x 0 Rio Branco 1ª Divisão D
1991 31/07 Rio Branco 1 x 0 São José 1ª Divisão V
1991 04/08 São Paulo 1 x 0 Rio Branco 1ª Divisão D
1997 17/05 São José 1 x 1 Rio Branco 1ª Divisão E

*Os dados tiveram ajuda do historiador Claudio Gioria
Desempenho: 14JG | 6V | 5E | 3D

Todos os jogos como jogador do Esporte Clube Vasco da Gama

1968 17/03 Vasco 3 x 0 Flamengo de Campinas Amistoso V
1968 24/03 Sumaré 1 x 4 Vasco Amistoso V
1968 12/05 Flamengo (AM) 1 x 0 Vasco Taça Irmãos Guion D
1968 19/05 Vasco 2 x 0 Flamengo (AM) Taça Irmãos Guion V
1968 26/05 Vasco 1 x 0 Flamengo (AM) Taça Irmãos Guion V
1968 11/08 Vasco 0 x 5 América (AM) Amador do Estado D
1968 18/08 Flamengo (AM) 0 x 0 Vasco Amador do Estado E
1968 01/09 Vasco 1 x 0 São Manuel Amador do Estado V
1968 08/09 Vasco 1 x 2 Flamengo (AM) Amador do Estado D

Desempenho: 9JG | 5V | 1E | 3D - 1 gol (o do título da Taça Irmãos Guion, em 26/05/1968)

Todos os jogos como treinador do União Agrícola Barbarense

1987 26/04 Rio Claro 0 x 2 União Agrícola Amistoso V
1987 03/05 Ginásio Pinhalense 1 x 2 União Agrícola Amistoso V
1987 06/05 União Agrícola 1 x 0 Ginásio Pinhalense Amistoso V
1987 10/05 Radium 1 x 0 União Agrícola 2ª Divisão D
1987 17/05 União Agrícola 1 x 1 Saltense 2ª Divisão E
1987 20/05 Independente 1 x 0 União Agrícola 2ª Divisão D
1987 24/05 União Agrícola 2 x 2 Velo Clube 2ª Divisão E

Desempenho: 7JG | 3V | 2E | 2D

Galeria de títulos e vices:
1968 - Campeão da Taça Irmãos Guion - Vasco de Americana
1968 - Campeão da Segunda Divisão de Profissionais (3ª Divisão) - Vasco de Americana
1977 - Campeão do Torneio Seletivo para a 2ª Divisão - Americana EC
1990 - Vice-campeão da Divisão Intermediária e primeiro acesso à elite - Rio Branco EC
1996 - Campeão do Interior - Caldense
1999 - Campeão simbólico do Interior - União Agrícola Barbarense
2002 - Vice-campeão da Copa Libertadores da América - São Caetano
2003 - Campeão Brasileiro da Série B - Palmeiras
2006 - Vice-campeão Cearense - Fortaleza
2012 - Campeão Paulista da Série A-3 - Rio Branco EC

12 de abril: Vasco campeão, maior vitória fora de casa e Tigre vence o Clássico de Ouro

O dia 12 de abril é marcado por vitórias importantes para os dois principais times americanenses, Rio Branco e Vasco da Gama. Porém, é o Dragão da Conserva o maior privilegiado nesta data: além de um título, também conquistou a sua mais expressiva vitória fora de casa. O Acervo - Rio Branco Esporte Clube traz em detalhes o feito alvinegro e os dois feitos cruzmaltinos. 

Em 1969: Vasco 3x3 Oeste - "É campeão" e vaga na final
O Campeonato Paulista da Segunda Divisão - equivalente a atual Série A-3 - se alongou e sofreu grandes alterações no "tapetão". É importante explicar todas as alterações para que fique bem claro toda a fórmula de disputa do certame.

Inicialmente, a "Terceirinha" de 68 tinha 32 equipes participantes divididas em quatro grupos de oito integrantes. O campeão de cada grupo se classificaria ao quadrangular final, no qual apenas o campeão geral subiria de divisão. A equipe vascaína estava no grupo dois ao lado de Rio Branco de Ibitinga, Araras CD, Amália, Amparo, Bauru AC, Pirassununguense e Novo Horizonte. 

Ao final da primeira fase, o Vasco tinha encerrado na segunda colocação com 11 pontos perdidos, apenas atrás do Rio Branco de Ibitinga com 7 p.p. Ao cruzmaltino, era o fim da linha na "Terceirinha". Porém, dias depois, era anunciada a notícia de que a Federação Paulista de Futebol, de repente, tinha mudado as regras do jogo: agora, não mais um, mas quatro clubes seriam classificados por grupo. Tudo isso para favorecer o Santo André, time com força na entidade organizadora do futebol estadual, que havia sido eliminado no grupo um em que o Velo Clube foi o vencedor. 

Junto com o Santo André, o Vasco e outras 10 equipes foram na bagagem. Com a mudança, o Velo Clube, o Rio Claro (em solidariedade ao Velo), o Araras CD (em solidariedade ao Velo) e o São Bento de Marília (por dispensa de jogadores) desistiram da competição. Assim, apenas 12 agremiações participaram da segunda fase. 

Os clubes foram divididos em duas séries: 
Série "Abreu Sodré" - Municipal de Paraguaçu Paulista, Jalesense, Guarani de Adamantina, Botafogo de Catanduva, Garça e Rio Branco de Ibitinga. 
Série "Brigadeiro Faria Lima" - Amália, Santo André, Fernandópolis, DERAC, Vasco de Americana e Oeste de Itápolis.

Ao final das rodadas previstas para a série Brigadeiro Faria Lima, apontou-se a seguinte classificação: 
1º Vasco da Gama - 6 p.p.
1º Oeste de Itápolis - 6 p.p.
3º DERAC - 10 p.p.
3º Santo André - 10 p.p.
5º Amália - 14 p.p.
5º Fernandópolis - 14 p.p.

Na época, não havia critérios de desempate na classificação, então Vasco e Oeste, que fizeram o mesmo número de pontos na liderança da série, fizeram um jogo de desempate no estádio Adhemar de Barros, em Araraquara. O campeão do confronto entre americanenses e itapolitanos se classificava para a final geral da Terceirinha contra o campeão da série "Abeu Sodré". 

O Vasco da Gama tinha a vantagem do empate prolongado, ou seja, se o jogo terminasse empatado nos 90 minutos iria para a prorrogação normalmente, mas se o jogo permanecesse empatado na prorrogação, o Dragão seria o campeão. Isso se deve ao fato do confronto direto entre as equipes: o Vasco venceu por 4 a 0 e depois perdeu por 3 a 1 para o Oeste. No agregado, 5 a 3 para o time americanense. 

E assim aconteceu: o Vasquinho empatou por 3 a 3 com o Oeste e se sagrou campeão da Série Brigadeiro Faria Lima, alcançando a classificação à final da Terceirinha contra o Municipal de Paraguaçu Paulista, o campeão da Abreu Sodré. 

O Liberal | 14 de abril de 1969 - Vasco se garante na final

O Liberal | 14 de abril de 1969 - Matéria que conta com detalhes o empate em 3 a 3


O Liberal | 14 de abril de 1969 - Foto dos campeões e finalistas
Alguns personagens podem ser facilmente identificados: o primeiro de pé é o técnico Lucídio Camargo, seguido do goleiro Zé Aparecido; o quinto em pé da esquerda para direita é o zagueiro Arlindo; do outro lado, o penúltimo em pé é o goleiro Fred Smânia. Agachado e o primeiro a segurar a bola é o atacante Claudio Becate.

FICHA TÉCNICA
Vasco da Gama 3x3 Oeste de Itápolis
Campeonato Paulista da "Segunda Divisão" de 1968
Data: 12/04/1969 - tarde
Local: Adhemar de Barros, em Araraquara
Placar 1º tempo: Vasco 1x0 Oeste
Placar final: Vasco 3x3 Oeste
Árbitro: Carlos Afonso Lopes
Renda: NCr$2.158,00

Vasco da Gama: Zé Aparecido; Zulu (Irineu), Arlindo (Romualdo), Valdecir e Helio; Miltinho, Tuti e Bauer; Claudio Becate, Demerval e Martins. Técnico: Lucídio Camargo.

Oeste de Itápolis: Botia; Tatau, Roque, Lelo e Cícero; Moacir Guaçu e Ferreirinha; Dirceu (Silvio), Marinho, Quincas (Mané) e Germano.

Gols: 
VAS - Claudio Becate 42' 1ºT
OES - Germano 3' 2ºT
OES - Marinho 18' 2ºT
VAS - Martins 29' 2ºT
OES - Ferreirinha 33' 2ºT
VAS - Demerval 44' 2ºT

Em 1970: Vasco passeia em Santo André
O Vasco da Gama rumou a Santo André para enfrentar a equipe local, retribuindo a visita dos andreenses no dia 22 de março. Era só mais um amistoso da história do cruzmaltino e sem muitas pretensões, senão fazer uma boa apresentação.

Entretanto, o amistoso acabou se tornando histórico: o Vasco entrou com sangue nos olhos e conquistou a maior vitória fora de casa de sua história. Detalhe para o técnico do cruzmaltino, Armando Smânia, que é o progenitor de uma família vitoriosa no esporte americanense. Armandinho foi por muitos anos goleiro do Rio Branco e foi o técnico dos primeiros anos do Vasco da Gama. Ele é pai de Fred Smânia, arqueiro do Vasquinho campeão da Terceirinha em 1969, além de preparador por muitos anos do Tigre e o treinador da primeira vitória do alvinegro americanense na elite estadual, em 1991. 

FICHA TÉCNICA
Santo André 0x6 Vasco da Gama
Amistoso
Data: 12/04/1970 - tarde
Local: Bruno José Daniel, em Santo André
Placar 1º tempo: Santo André 0x5 Vasco da Gama
Placar final: Santo André 0x6 Vasco da Gama

Vasco da Gama: Nenê "Manga Rosa" (Tanabi); Silvinho, Clésio (Romualdo), Melo e Urubatão; Dirceu (Nenê II), Tuti e Careca; Djair, Mazinho e Lair (Dirceu Paraguaçu). Técnico: Armando Smânia. 

Gols: 
VAS - Djair
VAS - Djair
VAS - Careca
VAS - Mazinho
VAS - Tuti
VAS - Gol contra

Em 2014: Nos 100 anos do Clássico de Ouro, deu Tigre
"Clássico de Ouro" é o nome dado para o confronto entre Rio Branco e Guarani, rivais desde as primeiras décadas do século XX. O primeiro jogo entre as tradicionais agremiações aconteceu em 1 de fevereiro de 1914, com vitória do Bugre sobre o então Arromba, por 8 a 1. 

Este clássico possui muita história. Guarani e Rio Branco, até o fim da década de 20, eram arquirrivais, inclusive brigando por títulos do Campeonato do Interior. Contudo, o Tigre entrou em crise e o Bugre continuou a sua gloriosa trajetória, fazendo com que a rivalidade esfriasse e o maior rival do alvinegro americanense se tornasse o Carioba, contra o qual sempre disputava os títulos amadores de Americana. Com a morte da "Vermelhinha" na década de 70, o maior rival do Rio Branco passou a ser o União Barbarense. Enquanto isso, o Guarani já tinha como maior rival, a partir do início da década de 30, a Ponte Preta, especialmente com as disputas do Campeonato Campineiro. 

Em 2014, o Clássico de Ouro completou 100 anos e as equipes se enfrentaram pela última rodada do Campeonato Paulista da Série A-2. No centenário da rivalidade, deu Tigre: 3 a 2, em Paulínia. 

FICHA TÉCNICA
Guarani 2x3 Rio Branco
Campeonato Paulista da Série A-2
Data: 12/04/2014 - manhã
Local: Luis Perissinoto, em Paulínia
Placar 1º tempo: Guarani 0x1 Rio Branco
Placar final: Guarani 2x3 Rio Branco
Árbitro: Leonardo Ferreira Lima
Auxiliares: Gustavo Rodrigues de Oliveira e Luiz Quirino da Costa
Público: 386 pagantes
Renda: R$2.720,00

Rio Branco: Cristiano; Luiz Felipe, Toninho, Danilo Costa e Jô; Fábio Baiano, Gerson (Índio), Jaílton e Rafinha; Rafael Martins (Rossini) e Lukian (Renatinho). Técnico: Júlio César.

Guarani: Diego; Afonso (Marcinho), Anderson, Jorge Luiz e Léo Rigo; Wellyson, João Víttor, Lorran e Everton; Neto (Victor Bandeira) e Giba (Victor Romanini). Técnico: Carlinhos Rodrigues (interino).

Gols: 
RBO - Jaílson 12' 1ºT
GUA - Neto 7' 2ºT
RBO - Rossini 27' 2ºT
GUA - Léo Rigo 29' 2ºT
RBO - Rafinha 31' 2ºT

2016: dentro de campo, um ano para se esquecer

O ano de 2016 se pudesse seria apagado dos 103 anos de história do Rio Branco, mas como isso não é possível, que a nossa memória seja seletiva e esqueça. Foram apenas 19 jogos: três vitórias, seis empates e 10 derrotas. Além disso, o Tigre foi rebaixado para a Série A-3 de 2017, acumulando, assim, o 4º descenso de sua história: 2007 (Série A-1), 2010 (Série A-1), 2011 (Série A-2) e 2016 (Série A-2). 

Andrezão, que culpa nenhuma teve pelo rebaixamento, se emociona
Foto: João Carlos Nascimento | O Liberal
Este também foi o ano com menos jogos no profissionalismo, ao lado de 2007 (19 jogos pelo Paulistão) e de 2011 (18 jogos pela Série A-2 e um amistoso oficial). 

Outro recorde negativo que começou na gestão de 2015, da Zaka Sports, e se prolongou durante toda a atual administração é de o maior jejum de vitórias fora de casa do profissionalismo do Rio Branco (22 jogos). 

Também, foi o pior início de temporada da história do futebol profissional alvinegro: cinco derrotas e um empate. A estreia contra o Santo André bateu recordes negativos e só não foi a pior da história em Campeonato Paulista porque em 2011 o Tigre perdeu por 5 a 0 para o São José. 

Marcelo José Bordon, técnico na Série A-2, chegou com muita pompa, mas fez um trabalho pífio e deixou a história do Tigre como o 4º pior técnico em aproveitamento (mínimo de 3 jogos). Além disso, muitas brigas, confusões, públicos ruins e abandono total por parte dos empresários da cidade.

Foto: Sanderson Barbarini | Foco no Esporte
E de positivo? Bem complicado, mas vamos a dois dados positivos do ano alvinegro. No Clássico de Ouro, o Tigre conseguiu heroicamente manter o tabu em pleno Brinco de Ouro. Agora, são três jogos sem vitórias do Guarani sobre o Rio Branco e cinco anos que vão se estender. 

Foto: Sanderson Barbarini | Foco no Esporte
E, por fim, a primeira vitória sobre a Portuguesa no Canindé em toda a história. Aliás, foi neste jogo em que o Tigre derrubou o longo jejum de vitórias fora de casa. Um triunfo que acabou sendo histórico, mesmo com o rebaixamento. 

Foto: Dorival Rosa | Portuguesa
ANO BOM PARA AS BASES 
Se o profissional fez patético papel, as bases do Rio Branco tiveram um ano positivo. Foram dois vices-campeonatos da Copa Ouro: do Sub-11 (0x1 Palmeiras) e do Sub-17 (0x1 São Paulo). Além disso, essas duas mesmas categorias foram muito bem no Campeonato Paulista. 


O Sub-17 chegou à terceira fase no primeiro ano de trabalho do gerente Sandro Hiroshi. O Sub-15 demonstrou evolução em relação aos anos anteriores, enquanto o Sub-20 fez ruim campanha e o Sub-13 decepcionou diante das expectativas. 

Quem roubou a cena nas bases foi Júlio Vitor, de 15 anos, e que jogou no Sub-17 do alvinegro americanense. O atacante e artilheiro com 17 gols foi convocado para a Seleção Brasileira Sub-16, comandada por Guilherme Dalla Déa. O Tigre não tinha um atleta convocado para a Seleção de base desde o lateral-direito Gustavo, em 2000. 

Foto: Dener Chimeli | O Liberal
Com isso, o alvinegro foi um dos poucos times pequenos a ter algum atleta convocado para a seleção de base no ano de 2016. 



Anteontem, Júlio Vitor foi vendido para a Ponte Preta com o rótulo de "novo Neymar" - dito pelo presidente da equipe campineira, Vanderlei Pereira. Especula-se que a transação rendeu R$250 mil + 30% dos direitos econômicos do atleta para o Rio Branco. 

NA HISTÓRIA, O ORGULHO 
Foi um ano muito bom para o Rio Branco no quesito "preservação histórica". Mesmo com as taças ainda jogadas às traças no Décio Vitta, alguns trabalhos puderam orgulhar o torcedor alvinegro. 

O primeiro, claro, é o documentário Tigre De Americana - Uma Paixão Centenária que emocionou a todos os adeptos e simpatizantes do Rio Branco. Talvez, um dos maiores e melhores trabalhos de cenografia histórica do interior paulista. 

Aritana, talvez o maior ídolo da história do Tigre, assina camisa | Foto: Juarez Godoy
Com a participação de vários personagens ímpares da história do alvinegro americanense, o consultor e historiador Claudio Gioria e sua equipe trouxeram todos os gols da campanha de 1990, imagens do último jogo do AEC e declarações históricas.

À esq. o craque Macedo e à dir. o historiador Claudio Gioria nos bastidores da gravação
Foto: Juarez Godoy
2016 também foi um ano de evolução de reportagens e dados históricos nos periódicos. O TODODIA, com o seu editor-chefe Claudio Gioria e com o lendário repórter Luiz Peninha, continuou a fazer matérias que relembram momentos históricos do alvinegro americanense. 

E o O Liberal, que tinha perdido um pouco dessa nostalgia, não ficou atrás neste ano. Com o apoio do Acervo - Rio Branco Esporte Clube, por meio do dono e historiador Gabriel Pitor, o mais velho jornal da cidade trouxe muitas matérias históricas com autoria do repórter Renato Piovesan e do editor de esportes Bruno Moreira. 



A Rádio Brasil AM690, também com apoio do historiador Gabriel Pitor, ganhou mais dados históricos. Nas transmissões do Tigre, o narrador Ricardo Camargo trouxe o "Abrindo o Baú" que foi um resgate a jogos antigos do alvinegro americanense com ficha técnica e detalhes da partida. Também, no noticiário do Rio Branco do programa Planeta Bola - reproduzido diariamente das 18h às 19h - há o retrospecto histórico do Campeão do Centenário e seus pares na data, revelando, assim, grande parte dos jogos do futebol americanense. 

Ano positivo, também, para o Acervo de Jogos e Acervo Histórico do Rio Branco. Ao todo, já são quase 40 mil visitas, tanto para a consulta de jogos, quanto para leitura das matérias aqui publicadas. 

NAS PESQUISAS, AVANÇOS E DIFICULDADES
A história do Rio Branco ganhou grandes avanços nas pesquisas. Segundo o historiador Claudio Gioria, que está prestes a publicar um almanaque contando toda a história do Tigre, está quase completada a seção que terá a mini-biografia de todos os jogadores que em algum momento vestiram a camisa preta e branca. 

Vasquinho da Gama e Americana Esporte Clube também estão no ápice da preservação de suas histórias. Em 2016, o historiador Gabriel Pitor levantou mais de 600 jogos da dupla, sendo 60% com as suas fichas técnicas. Além disso, o trabalho de reconstrução está bem próxima de encontrar a verdadeira data de fundação do cruzmaltino americanense. 

Foi descoberto o verdadeiro escudo do Americana EC, publicado pelo acervo na semana passada. Uma novidade que veio para desmanchar equívocos históricos. 






O livro do Esporte Clube Vasco da Gama foi iniciado, porém ainda demorará para ser publicado. Nele, alguns personagens da história do Dragão serão entrevistados e colocados em cena. O torcedor poderá também recordar e conhecer o jogador com mais jogos, o maior artilheiro e outras dezenas de estatísticas da história do Vasco. 

Mas por que ainda falta muito para acabar o livro? Pelas dificuldades de pesquisa. Em outubro deste ano, o historiador Gabriel Pitor trouxe uma denúncia em seu Facebook pessoal mostrando a péssima situação dos periódicos antigos da cidade de Americana, inclusive abandonados pela gestão pública e cuidados apenas por um simpático senhor do acervo do município, Sr. Olavo. 






No mês passado, Pitor entrou em contato com o vice-prefeito de Americana, Roger Willians, fazendo uma proposta de restauração e microfilmagem dos jornais, com contra-partida financeira a ser decidida pela prefeitura da cidade e com os periódicos sendo obrigatoriamente doados para o historiador. 

Na proposta, Gabriel se comprometeu em um prazo de dois anos e meio a colocar um site no ar com todos os jornais escaneados para consulta pública aberta. Contudo, o historiador não teve resposta do vice-prefeito. 

A VOLTA DO VASCO DA GAMA
Em 6 de julho, o novo presidente do Vasquinho, Anderson Cantarelli, anunciou a volta do cruzmaltino às atividades, encerradas em 1979 com o nome de Americana Esporte Clube. O retorno, momentaneamente, não se deu no futebol, mas sim, no basquete. 

Isso balançou o cenário esportivo da cidade, inclusive com os dois jornais de Americana fazendo matérias destacando o eterno clube da Vila Rasmussen ou, também, da Conserva. 



O Acervo - Rio Branco Esporte Clube torce para que o Vasco também possa voltar no futebol - mesmo que seja apenas nos campeonatos da LAF. 

2017: ESPERANÇA 
O Rio Branco está com uma nova gestão em seu futebol: Sandro Hiroshi, lendário atacante do Tigre da Paulista; e Luiz Eduardo Salau, o Dado, apaixonado riobranquense e dono das lojas "Mega Tintas" serão os homens-fortes do futebol alvinegro. 

À esq. o presidente do Tigre Valdir Ribeiro e à dir. o empresário Dado Salau
Para o comando técnico, João Batista foi contratado. O treinador já tinha passado pelo RB, em 2014, quando fez a melhor campanha da história do time na Copa Paulista, sendo nove vitórias, quatro empates e nova derrota. João conhece o Rio Branco e sabe do peso de sua história, inclusive faz questão de salientar isso em suas palavras. 

Oficialmente, 19 jogadores foram contratados e estão treinando desde a segunda semana de novembro. A expectativa é grande diante de um trabalho que vem sendo profissional e bastante transparente.

Aliás, a boa fase recolocou o Rio Branco na grande mídia, inclusive com o preparador físico, Raul Záccaro, sendo destaque no programa Bate-Bola da ESPN Brasil: 



Outro fato a se chamar atenção é o crescimento da imprensa fotográfica do Rio Branco por meio do Foco no Esporte, comandado e todo feito por Sanderson Barbarini. Suas fotos têm ganhado projeção nacional e ilustrado todos os periódicos da cidade. Nunca o Tigre teve tantos registros fotográficos em sua história. 

Vasco e Carioba lutam pela Taça Centenário de Americana em 1975

O futebol reserva momentos e contextos irônicos. Em 1975, Vasco da Gama e Carioba lutaram bravamente pelo título de "Campeão do Centenário" da cidade de Americana. Porém, antes de contarmos toda a ironia por trás desse troféu, nos remetemos à história da Princesa Tecelã. 

A Villa (com dois "L" mesmo) Americana nasceu oficialmente em 27 de agosto de 1875 com a formação de moradias temporárias e com o loteamento de terras da Fazenda Machadinho - de Ignácio Corrêa Pacheco - ao redor da Estação Santa Bárbara, um prolongamento da linha tronco da Cia. Paulista. A partir daquele momento, como diz o hino da cidade, um "povoado formou".

Entretanto, a "Vila dos Americanos" já era uma realidade. Na década de 60 do século XIX, os primeiros americanos como Willian Hutchinson Norris, advogado e ex-senador do estado de Alabama, e sua família vieram para a região - todos refugiados da Guerra de Secessão - e se instalaram próximos à Fazenda Machadinho. Também nessa década chegaram os primeiros confederados que trouxeram - e aqui novamente citando o hino de Americana: o trole, a melancia, o algodão e o arado. 

Com a ampliação da linha tronco da Cia. Paulista - muito apoiada pelos confederados -, com a formação de um povoado ao redor da Estação Santa Bárbara, com a futura criação da Tecelagem Carioba e com a região tendo vários moradores por conta das fazendas Machadinho, Salto Grande e Palmeiras, não tinha mais requisitos para oficializar a Villa Americana. 

Cem anos depois, a cidade viveu muitas comemorações. Desde eventos e inaugurações de monumentos e locais até a recepção de familiares dos confederados fundadores. 1975 foi um ano de muita festa em Americana. E um dos "eventos" comemorativos ao centenário da Princesa Tecelã foi uma taça, a ser jogada no feriado do dia 12 de outubro, entre o Vasco da Gama, único representante do futebol profissional do município, e o campeão amador de Americana - na época, o torneio era conhecido como "Gigantão". 

Nunca tinha se criado tamanha expectativa pelo campeão amador de Americana. Muitos torciam para que o Flamengo fosse o vencedor a fim de fazer o já conhecido "Clássico Caipiro-Carioca" em busca do título maior de "Campeão do Centenário". Entretanto, tinha um time sedento como nunca pelo título de 100 anos: o Carioba. E aí entra o fato irônico e curioso por trás da Taça Centenário de Americana. 

Em 1922, o Rio Branco, arquirrival do Carioba, sagrou-se campeão do "Centenário da Independência do Brasil" ao abater por 2 a 1 o Taubaté na final do Campeonato do Interior. Depois daquele título, o Tigre da Paulista carregava por todo canto a alcunha de "Campeão do Centenário", inclusive na capital do estado. E por muito tempo esta foi a maior glória que um riobranquense poderia se gabar para o seu rival cariobense. Por décadas, além dos xingamentos de "colonos", "fazendeiros", "escravos" e "ladrões", os riobranquenses "encheram o saco" dos torcedores vermelhinos com o título do Centenário. 

1975, então, era a hora da vingança. Se o Carioba não poderia mais ser o Campeão do Centenário da Independência do Brasil, talvez pudesse ser o Campeão do Centenário de Americana. A Vermelhinha investiu até o que não tinha de dinheiro em um time forte para conquistar o Amador e, posteriormente, fazer frente com o Vasco na Taça Centenário. 

E aí carrega outra grande ironia - que é triste: o Carioba investiu tanto, buscou tanto esse título que no ano seguinte não aguentou e novamente se afastou do futebol. Mais tarde, o clube como um todo anunciaria o encerramento de suas atividades.

O Carioba morreu tentando se vingar do Rio Branco. 

O Rio Branco que voltaria ao futebol em 1979 com a ajuda do Vasco (mas com o nome de Americana EC). 

O certame amador e a Taça Centenário de Americana
O Gigantão 75 teve a participação de 20 times divididos em quatro grupos. Os dois melhores de cada grupo iriam para a segunda fase. Assim estavam divididas as chaves: 

GRUPO I - Carioba, Primavera, Flamengo, Torino e Rio Branco (juniores)
GRUPO II - Sete de Setembro, São Manuel, América, Bangu e Atleta
GRUPO III - São José, Universal, Bonsucesso, São Vito e Estrela do Mar
GRUPO IV - Vila Jones, Voluntários da Pátria, Colorado, Santarosa e Guarani

PRIMEIRA FASE (SÓ TURNO)
GRUPO I - 
Carioba - 8 pontos (classificado)
Torino - 6 pontos (classificado)
Flamengo - 4 pontos
Rio Branco - 2 pontos
Primavera - 0 ponto

GRUPO II -
Sete de Setembro - 6 pontos (classificado)
América - 6 pontos (classificado)
São Manuel - 4 pontos
Bangu - 3 pontos
Atleta - 1 ponto 

GRUPO III -
Estrela do Mar - 7 pontos (classificado)
São José - 5 pontos (classificado)
São Vito - 4 pontos
Bonsucesso - 3 pontos
Universal - 1 pontos

GRUPO IV - 
Vila Jones - 6 pontos (classificado)
Santarosa - 6 pontos (classificado)
Guarani - 5 pontos
Voluntários da Pátria - 3 pontos
Colorado - 0 ponto

SEGUNDA FASE (TURNO E RETURNO)
GRUPO I - Estrela do Mar, Carioba, São José e Torino
GRUPO II - Sete de Setembro, Vila Jones, América e Santarosa

GRUPO I -
Carioba - 12 pontos (classificado)
São José - 4 pontos (classificado)
Torino - 3 pontos
Estrela do Mar - 1 ponto

GRUPO II -
América - 8 pontos (classificado)
Santarosa - 6 pontos (classificado)
Vila Jones - 5 pontos
Sete de Setembro - 1 ponto

FASE FINAL (SÓ TURNO)
Disputaram: Carioba, São José, Santarosa e América

JOGOS
24/08 - Carioba 3x2 América - Parque Dona Albertina (Carioba)
24/08 - Santarosa 1x1 São José - Parque Dona Albertina (Carioba)

31/08 - América 2x0 Santarosa - Parque Dona Albertina (Carioba)
31/08 - São José 2x3 Carioba - Parque Dona Albertina (Carioba)

07/09 - América 6x3 São José - Victório Scuro

JOGO DO TÍTULO
07/09 - Carioba 1x0 Santarosa* - Victório Scuro
CARIOBA - Andrada; Bertinho, Bio, Arnô e Helinho; Cobrinha, Nenê e Melado (Bimba); Flávio (Tuca), Bonitão e Tó.
SANTAROSA - Camondá; Airton, Pacau, Buglê e Valdoiro; Cabeludo, Wilmo e Lando; Joãozinho (Cangica), Baiano e Geraldo.

Gol: 44' 2T - Bonitão
Árbitro: José Carlos Pinto
Auxiliares: Ademar Ribeiro e Antonio de Souza

*O Santarosa atuou com dois jogadores irregulares (Valdoiro e Baiano) propositalmente, já que se assim não fizesse perderia por W.O. por falta de jogadores.

CLASSIFICAÇÃO FINAL
Carioba - 6 pontos (campeão)
América - 4 pontos (vice-campeão)
São José - 1 ponto
Santarosa - -1 pontos

O Liberal de 9 de setembro de 1975 se precipita e coloca Carioba como "O Campeão do Centenário" antes da final da Taça Centenário de Americana

A TAÇA CENTENÁRIO DE AMERICANA
Após o título do Carioba no certame amador, a cidade começou a viver a expectativa da final da "Taça Centenário" e que, ao contrário do que O Liberal noticiou no dia 9 de setembro, verdadeiramente declararia o "Campeão do Centenário de Americana".

Neste jogo, além da taça, o Vasco colocaria as faixas de campeão no time do Carioba. Então, a expectativa era maior ainda para a torcida vermelhina ver seu bravo esquadrão receber os louros da vitória.

O Liberal de 20 de setembro de 1979 destaca a reunião entre Vasco e Carioba para alinhar a Taça Centenário de Americana
Para se ter uma ideia da expectativa cruzmaltina para o confronto, o Vasco acertou para o dia 28 de setembro um amistoso contra o misto do Guarani, de Campinas, como preparação. No mesmo dia em que foi anunciado o prélio, o O Liberal de 23 de setembro destaca o que foi decidido entre os postulantes ao título de "Campeão do Centenário": 

"Na reunião realizada sábado entre mentores cruzmaltinos e cariobenses, todos os detalhes foram acertados para os dois jogos "comemorativos". O primeiro deles será efetuado em Victório Scuro, dia 12 próximo, ocasião em que os vascaínos colocarão as faixas de campeões nos vermelhinos. Outras festividades estão programadas para esta tarde memorável do nosso futebol, onde o público americanense poderá reviver grandes jornadas aqui já efetuadas. 

O segundo jogo será em Carioba, dia 19, quando então os cariobenses estrearão novo uniforme e com algumas modificações inclusive."

Após o amistoso contra o Bugre, encerrado em empate por um tento, era hora de se preparar para o grande confronto valendo a Taça Centenário de Americana. E o clima não era dos mais amistosos...

O Liberal de 30 de setembro de 1975 traz matéria especial com diretores vascaínos e cariobenses
buscando retirar o "Clima de Guerra" já existente
A semana do "pega", destaca o jornal O Liberal de 7 de outubro de 1975
DECET confirma o Troféu Centenário na disputa entre Vasco e Carioba
O Liberal de 9 de outubro de 1975
Batista, zagueiro do Vasco, provoca o Carioba: "Vamos ganhar de 4 a 0"
O Liberal de 11 de outubro de 1975
PAPELÃO, MAS VASCO VENCE
Diante de um público expressivo no estádio Victório Scuro, Vasco e Carioba começaram os primeiros 90 minutos de luta pela Taça Centenário de Americana. Bom, foram os noventa primeiros e últimos também.

O clima era muito tenso entre as equipes. Em 25 minutos de jogo, dois atletas, Diceu do Vasco e Cuvre do Carioba, foram expulsos de campo tamanha reclamação com o árbitro da partida, Paulo Camargo Neves. E toda a etapa inicial foi assim: muita reclamação, briga, empurra-empurra e confusão.

No segundo tempo, os times voltaram mais dispostos a "jogar futebol". O cotejo estava transcorrendo bem, apesar de alguns lances ainda fugirem da normalidade, até que em uma bola cruzada para área, o goleiro do Vasco, Jacaré, o zagueiro cruzmaltino, Adalberto, e o atacante cariobense, Tó, dividiram e brigaram pela bola. O ponteiro vermelhino, ao tentar tirar a bola das mãos de Jacaré, chutou a cabeça do arqueiro vascaíno. Era o que faltava para explodir de vez.

O tumulto foi generalizado. Entre socos, provocações e discussões, o árbitro acabou encerrando a partida aos 33 minutos. O goleiro Jacaré foi levado ao Hospital São Francisco em uma atitude de prevenção a um possível traumatismo.

O presidente do Vasquinho, Roberto Manzillo, lamentou o ocorrido em entrevista ao O Liberal: "Já há quinze dias que eu, particularmente, vinha pedindo paz e não guerra. A guerra, infeliz e lamentavelmente, aconteceu (...) Não vamos jogar em Carioba, não há condições para que esse jogo seja realizado. Se quiserem, podemos colocar apenas as faixas no time deles, mas jogar não tem como."

Geraldo Pinhanelli, famoso comunicador da Rádio Clube, lamentou o ocorrido: "Reclamam a ausência da Clube nos estádios de futebol. Há condição, por acaso, de registrarmos acontecimentos como este de hoje? O que vamos dizer aos nossos ouvintes?".

Um torcedor do Carioba, bastante exaltado segundo o O Liberal, bradava: "Quando o Carioba tinha tudo para empatar, pois eles já não tinham mais fôlego, o juiz encerrou o jogo."

O placar final foi de 1 a 0 para o Vasco da Gama. O tento único foi marcado por Fio aos 16 minutos da primeira etapa.


CANCELADO O SEGUNDO JOGO, VASCO FICOU COM A TAÇA
O jornal O Liberal de 18 de outubro de 1975 traz a seguinte nota sobre o jogo de volta:

"CANCELADO
Foi definitivamente cancelado o segundo encontro entre Vasco e Carioba, após uma reunião que durou cerca de 2 horas na sede social vascaína, quarta-feira última. Insistiram os mentores cariobenses para que a segunda peleja fosse efetuada, com o intuito de apagar a má-impressão deixada pelo primeiro cotejo, mas os cruzmaltinos estiveram irredutíveis: "Não há condição de se jogar outra vez, pelo menos de imediato". O Carioba vai convidar uma outra agremiação para a colocação das faixas de campeão, bem como para um jogo onde o seu novo uniforme será utilizado."

No jornal O Liberal de 25 de outubro de 1975, ao destacar o amistoso contra o Jabaquara de Santos, é colocado que o Vasco foi o campeão e recebeu do DECET a Taça Centenário de Americana.

O Carioba convidou o Grêmio Recreativo Frum da capital, campeão do torneio "Desafio ao Galo" organizado pela TV Record, para o prélio de entrega de faixas no dia 1 de novembro.

Este confronto do dia 12 de outubro de 1975 foi o antepenúltimo do Esporte Clube Vasco da Gama em sua história - pelo menos com este nome. Depois disso, mais dois prélios: em 9 de novembro, 2 a 0 sobre o Jabaquara de Santos; e no dia 16 de novembro, contra o União Possense em comemoração ao aniversário de Santo Antônio de Posse, cujo resultado é desconhecido.

A diretoria do cruz de malta americanense, no dia 8 de fevereiro de 1976, votou pela troca de nome de Esporte Clube Vasco da Gama para Americana Esporte Clube. O primeiro cotejo dos aequinos foi em 9 de maio de 1976 contra o Capivariano, em Capivari: vitória por 1 a 0.

O Clube Recreativo e Esportivo Carioba se afastou das atividades futebolísticas em 1976 e, um ano depois, anunciou o encerramento/falimento total de suas atividades. Com isso, foi decretada a morte da "Vermelhinha".

Ficha técnica: Vasco da Gama 1x0 Carioba
Data: 12/10/1975
Placar final: Vasco da Gama 1x0 Carioba
Placar 1º tempo: Vasco da Gama 1x0 Carioba
Local: Victório Scuro
Renda: Cr$6.600,00
Árbitro: Paulo Camargo Neves
Assistentes: Oswaldo Linarello e João Antonio de Oliveira

Vasco da Gama: Jacaré; Carioca, Adalberto, Marcão e Romualdo; Silvinho, Dirceu e Luís Carlos; Marquinho, Fio e Bugre. Técnico: Bidon.

Carioba: Nenê; Bertinho, Arnô, Cobrinha e Helinho; Daio, Nenê e Amarildo; Covre, Tuca (Flávio) e Tó.

Gol:
VAS - Fio 16' 1T