O projeto ''Esporte Clube Vasco da Gama - Um traço de união paulista-carioca''


O projeto “Esporte Clube Vasco da Gama – Um traço de união paulista-carioca” visa resgatar toda a história do saudoso Vasquinho da Conserva. Tudo será revelado: quem mais jogou, quem mais fez gols, fichas técnicas, resultados históricos, curiosidades... Este é um trabalho que os grandes clubes do Brasil possuem e que o Vasco de Americana irá ganhar com a ajuda de pessoas que guardam o Dragão na memória com muito carinho por suas páginas heroicas. 

Dentro deste projeto, temos: um almanaque e um livro que irá contar toda a história do Vasquinho. Ainda está sendo estudado se realmente serão feitos um almanaque e um livro (materiais separados) ou se os dois conteúdos serão colocados em apenas um material. Além disso, um documentário será preparado com personagens da história do Vasco. Também será possível fazer um kit, ou seja, o livro/almanaque, o documentário e alguns produtos do Vasco que iremos fazer em parceria com empresas – como a reedição da camisa de 58 do Vasquinho (a camisa clássica) e canecas, bottons e chaveiros. 

Tudo isso como forma de homenagem aos que lutaram por 29 anos para que o Vasco da Gama e o Americana Esporte Clube se tornassem times vitoriosos e que levaram muito bem o nome da Princesa Tecelã. Vale dizer, o Vasquinho foi fundado, em 1950, como um time do bairro da Conserva e simplesmente para rivalizar com o Flamengo da Vila Galo. O cruzmaltino cresceu tanto que acabou se tornando o principal time da cidade e um dos principais da região. 

O objetivo desta postagem é trazer todos os passos e tudo o que vem sendo feito para a realização do projeto. Após a matéria de Zaramelo Júnior (versão digital), publicada no Jornal O Jogo em 28 de abril de 2017, tem despertado em muitos a curiosidade sobre o projeto "Esporte Clube Vasco da Gama - Um traço de união paulista-carioca": no que consiste, o que vem sendo feito, o que ainda falta para fazer e as fases do projeto. Para isso, o proprietário do Acervo - Rio Branco Esporte Clube, historiador e mentor do projeto Gabriel Pitor Oliveira, vem explicar um pouquinho sobre o conteúdo:

FASES DO PROJETO
1 - Pesquisa de jogos e fichas técnicas (CONCLUÍDO): o Vasco da Gama foi fundado em 24 de abril de 1950 como uma equipe varzeana, de bairro. Desde aquele dia até o seu fim, em 1979 com a fusão com o Rio Branco e já com o nome de Americana EC, a equipe passou por todas as fases do futebol e explorou todos os desafios que um interiorano costuma encarar. Neste período foram vários jogos, sendo todos já pesquisados em periódicos da época, assim como as fichas técnicas. Ainda há carências, mas que podem não serem resolvidas devido ao fato do Vasco ter uma cobertura falha da imprensa da época. 

2 - Apuração de dados técnicos (CONCLUÍDO): a apuração é ver se todos os dados pesquisados na fase anterior estão corretos. Também é feito o levantamento de novos dados: quem mais jogou, quantas partidas fizeram cada atleta, quantos gols e assim por diante. Esta fase já foi concluída. 

3 - Pesquisa de biografias, fotos e conteúdos multimídia (EM ANDAMENTO): é aqui que estamos. Diariamente, eu (Gabriel Pitor) tenho conversado com ex-jogadores e familiares de ex-jogadores com o objetivo de coletar dados biográficos, fotos e possíveis conteúdos ou materiais que eles possam ter relacionados ao Vasquinho de Americana. Não importa o que seja, tudo o que é relacionado ao Dragão é válido para o resgate histórico - desde canhotos de ingressos até registros fotográficos ou imagens de vídeo.

4 - Definição do projeto gráfico do almanaque e plano de conteúdo (PENDENTE): depois de tudo pesquisado e apurado é hora de definir como será o livro-almanaque. É neste momento que serão pensados quantas páginas serão destinadas para determinado assunto, como será a cronologia do livro-almanaque, como os dados serão apresentados, quais serão os atletas homenageados no livro e etc.

5 - Produção e revisão do conteúdo do almanaque e projeto (PENDENTE): definido o projeto gráfico e quais os conteúdos serão publicados e como serão publicados, é hora de produzir em ritmo acelerado para que possa ser revisado. Todo o conteúdo precisa passar por uma nova avaliação, uma revisão para que erros possam ser evitados - desde equívocos linguísticos até mesmo do próprio denso conteúdo.

6 - Captação de recursos (PENDENTE): esta é a fase chave do projeto. Sem ela, não há como o projeto inteiro andar e ser publicado. Ainda está sendo estudado o aporte financeiro por meio de órgãos públicos e leis de incentivo à cultura. Porém, já estão definidas as diretrizes de busca de patrocínios e doações por meio de famílias ligadas ao Esporte Clube Vasco da Gama. Outro recurso de captação financeira será a pré-venda. Nesta fase também que serão definidos os locais e as plataformas nos quais os produtos do projeto serão comercializados.

7 - Gravação do documentário (com nome ainda a ser definido - PENDENTE): é por isso que a fase de captação de recursos será feita antes mesmo da gravação do documentário. Uma produção audiovisual requisita grande aporte técnico - de maquinário e de equipe - e isso demanda grande custo financeiro - por mais enxutos que sejam os custos de cenário. De qualquer forma, mais de 10 personagens importantes para a história do Vasco da Gama já foram contatados e estão oficialmente avisados sobre a realização do documentário, com local já definido e com diretrizes de como será feito o produto audiovisual.

8 - Fechamento de todos os conteúdos, definição de valores e divulgação (PENDENTE): depois de gravado o documentário e de revisado o almanaque, não faltará mais nada senão publicar e comercializar. É nesta fase que serão definidos os valores do kit, do almanaque e de todos os outros materiais. Também será definido onde o produto será lançado. Aqueles que auxiliaram na produção do livro serão presenteados. Serão feitas, também, ações de marketing a fim de que várias pessoas possam ter conhecimento da publicação do material.

9 - Publicação (PENDENTE)

O QUE JÁ TEMOS
- Mais de 600 jogos levantados desde 24 de abril de 1950, sendo que 80% possuem suas fichas técnicas conhecidas.
- Mais de 500 atletas, 30 técnicos e vários diretores já envergaram a camisa do Vasco da Gama ou do Americana Esporte Clube, todos serão revelados no livro-almanaque (grande parte com suas biografias).
- Da parte de biografias (fase de pesquisa iniciada em 10 de julho de 2017), quase 50 já foram resgatadas em pouco tempo de pesquisa. O objetivo é de que pelo menos 75% dos que passaram pelo Dragão tenham suas biografias reveladas.
- Com o auxílio de ex-jogadores e de Fred Smania, quase 60 fotos do Vasco/AEC já foram resgatas e este acervo só aumenta a cada dia.
- Mais de 20 relatos de ex-atletas já foram documentados para o livro-almanaque em pouco tempo de pesquisa.
- Mais de 100 rostos de atletas já foram encontrados em pouco tempo de pesquisa.
- Letra do hino do Vasco da Gama de Americana - artigo raro.
- Jogo inaugural do estádio Victório Scuro e biografia de quem foi Victório Scuro.
- Jogo inaugural do estádio Décio Vitta e todo o relato da construção do estádio, inclusive relatos do autor do primeiro gol da praça esportiva: Nilton Libardi, o Niltinho.
- Mais curiosidades ao longo dos 29 anos de história do Vasco da Gama-Americana Esporte Clube até a fusão com o Tigre da Paulista.

O QUE AINDA FALTA (PESQUISA)
- Quase 90% das biografias dos que passaram pelo Vasco da Gama-Americana.
- Faltam 141 fichas técnicas e que necessitarão de pesquisas em periódicos de fora de Americana.
- Resgate de documentos do Esporte Clube Vasco da Gama que estão no cartório da cidade - demanda recurso financeiro.
- Resgate dos troféus do Esporte Clube Vasco da Gama-Americana Esporte Clube.
- Resgate de atas e documentos oficiais do clube.
- Resgate de áudios e vídeos que envolvam o Esporte Clube Vasco da Gama-Americana Esporte Clube.
- Fotos de 80% dos jogadores do Esporte Clube Vasco da Gama-Americana Esporte Clube (rostos).

ALGUMAS PESSOAS QUE JÁ FORAM OUVIDAS
- Fred Smania - Ex-preparador físico do Rio Branco, campeão com o Vasco da Gama em 1968. Passou por vários clubes brasileiros e teve a sua biografia revelada aqui no acervo. Ele é filho também do ex-técnico do Vasco, Armando Smania.
- David Tunussi - Uma das figuras de maior luta no esporte americanense. Por anos, foi diretor do Vasco, do Americana e do Rio Branco. 
- Armindo Borelli - Hoje presidente do Conselho Deliberativo do Rio Branco, Borelli foi ex-presidente do Tigre e atacante do primeiro time do Vasquinho na década de 50.
- Jota Júnior - Com o apelido de "Juca", o narrador dos canais SporTV já jogou pelo Vasco da Gama de Americana na década de 60 e ainda era o repórter de campo no jogo do título da Segunda Divisão do Vasco de 1968. Uma das páginas do almanaque conta uma das situações inusitadas que ele viveu quando ainda era narrador do cruzmaltino.
- Nenê "Manga Rosa" - Goleiro ídolo do Vasco da Gama, era o titular do time campeão de 1968.
- Tuti - Meio-campista que fez muito sucesso no Vasquinho, Tuti iniciou a carreira na Ponte Preta e é costumeiramente lembrado por Milton Neves no programa "Terceiro Tempo" da Rede Bandeirantes. É uma das figuras emblemáticas da Macaca e do Dragão.

APELO
O historiador e mentor do projeto, Gabriel Pitor Oliveira, faz um apelo para que recomendem, mandem contato de pessoas que possam ter alguma ligação ao Vasco da Gama ou ao Americana Esporte Clube. Unidos, o árduo trabalho pode ser encerrado em menor tempo. Também é feito um apelo para que apoiem o projeto, especialmente os atuais torcedores do Rio Branco Esporte Clube que também podem ser considerados parte do público-alvo. Até porque, o Vasquinho e o AEC foram importantes para o volta do Tigre em 1979 depois de tanta luta para se manterem no segundo escalão paulista. Muitas das pessoas que serão retratadas no livro-almanaque e no projeto já foram do Rio Branco ou também lutaram arduamente para auxiliar o Vasquinho para que em 79 o clube pudesse entregar de bandeja a vaga para o alvinegro na Divisão Intermediária.

POR QUE A REALIZAÇÃO DO PROJETO
Eu (Gabriel Pitor) sempre fui muito curioso. Depois que eu comecei a pesquisar do Rio Branco, despertou a minha curiosidade de pesquisar do Vasquinho. Muitos falavam do título de 1968 do Vasco, então para mim era um time que merecia maior destaque, merecia ter a sua história preservada.

Outro fator que motivou a pesquisa foi o desprezo ou "olho torto" por parte da torcida do Tigre ao Vasquinho. Muitos não entendem a importância do cruzmaltino para a volta do Rio Branco ao futebol. Se não fosse o Vasco lutar tanto contra as dificuldades para se manter na "2ª Divisão", o Tigre não voltaria ao futebol em 79 ou voltaria na quarta divisão estadual - tornando a missão de chegar à elite, como foi em 1990, muito mais árdua. Pessoas fizeram "da tripa, o coração" para manter o Dragão e isso merece ser valorizado. E mesmo com tantas dificuldades, a equipe conquistou o primeiro título profissional da cidade e ainda venceu grandes desafios em sua história. O Vasco da Gama de Americana precisa ser valorizado e precisa ser resgatado, pois faz parte da nossa história.

PREVISÃO
Não é legal pensar em previsão. História é algo que nunca termina, sempre temos alguma novidade ou algo a encontrar. Então, tem muita coisa a ser revelada ainda, muito material a ser encontrado, o Vasquinho não tinha grande cobertura, então diante das dificuldades fica difícil dar um prazo.

Entretanto, pela primeira vez o projeto divulga um prazo de término: dezembro de 2018. Podendo ou não ser cumprido - e todas as atualizações sobre o andamento do projeto serão dadas à imprensa e aos que acompanham a realização. 

Rio Branco empata no seu 100º jogo no DV nesta década e escancara aproveitamento ruim

Foto: Sanderson Barbarini | Foco no Esporte

As coisas não andam fáceis nesta década para o Rio Branco atuando em sua casa, o estádio Décio Vitta. Hoje (15), a equipe empatou por 2 a 2 com o Taboão da Serra, pela 3ª rodada da Copa Paulista, e com isso continuou na última colocação do grupo dois do torneio. Até os 40 minutos do segundo tempo, quando sofreu o empate após estar vencendo por 2 a 0, o Tigre estava saltando para a vice-liderança da chave. 

O resultado pode ser considerado péssimo para o Rio Branco em todas as óticas. A primeira é a circunstância, já que vencia por 2 a 0 e deixou empatar na última metade do segundo tempo. A segunda é que o Rio Branco chega a metade do primeiro turno sem vencer e já tendo atuado duas vezes em casa, se complicando dentro do grupo. A terceira é que o Tigre folga na próxima rodada, correndo o risco dos seus adversários se distanciarem na tabela. A quarta é que na 5ª e 6ª rodadas o alvinegro irá para Osasco enfrentar o Audax e para São Paulo enfrentar o Tricolor do Morumbi, se complicando para conseguir somar a primeira vitória em um curto espaço de tempo. A quinta, e podemos dizer que a principal, é que o Tigre não consegue recuperar a auto-estima no Décio Vitta, chegando ao terceiro jogo sem vencer em sua casa, acumulando fracassos e escancarando o mau retrospecto no Riobrancão - algo que o técnico Edson Vieira considera importante mudar para que o time se reerga. 

O primeiro tempo do Tigre foi bastante intenso e bem diferente dos últimos dois jogos do alvinegro na Copa Paulista. Marcelinho e Lucas Duni eram frequentemente acionados e infernizaram a defesa da equipe da Grande São Paulo. Frank estava em um dia inspiradíssimo e destruiu a defesa do Taboão em jogadas individuais. Cesinha, que se encaixou a partir do 20 minutos, foi fundamental na proteção da zaga e para auxiliar Bismarque na saída de bola. Enquanto isso, a defesa permanecia sólida com a dupla Rufino e Bernardi - que vêm sendo os destaques do Rio Branco no certame. 

Aos 28 minutos, Frank recebeu de Tiago Tremonti, deu três dribles em Vinicius Costa e, ao entrar na área, foi derrubado pelo lateral Vinicius do Taboão. O árbitro assinalou pênalti que Tiago Tremonti bateu e converteu. Este foi o único tento anotado na etapa inicial.

No segundo tempo, o Rio Branco iniciou com a mesma intensidade vista no primeiro até perder Bismarque, com um trauma no tornozelo, aos 16 minutos. Para o seu lugar entrou João Vitor, um atleta que possui características mais defensivas. Foi quando o alvinegro passou a ser dominado pelo Taboão da Serra no meio de campo. Mesmo assim, aos 26 minutos, Cesinha desarmou e lançou Lucas Duni, que deu o passe para Frank tirar o goleiro Deola e entrar "com bola e tudo" para dentro do gol. 2 a 0 Tigre. 

Com o resultado, a partida passou a ficar tranquila e administrável para o Rio Branco, mas aos 33 minutos o árbitro da partida, Flávio Roberto Mineiro Ribeiro, foi o grande responsável por recolocar o Taboão no jogo. No lance, Gualberto levantou para a área, Acosta finalizou e Neto espalmou, mas inexplicavelmente o árbitro viu toque de mão de Bernardi que estava no lance. Após muita reclamação, Acosta pegou a bola e bateu com tranquilidade, no meio do gol, descontando para o "Cão Pastor". 

A partir desse momento o jogo ficou eletrizante. Afonso, fora de forma, tentou por várias vezes fazer o pivô para Ronieri e Tiago Tremonti. O Taboão fazia várias investidas com Danilo Medeiros e Edu Amparo, os responsáveis pelo gol de empate no Décio Vitta. Aos 40 minutos, Edu levantou e Danilo Medeiros subiu sozinho para de cabeça decretar o empate por 2 a 2. 

O Rio Branco volta a campo domingo, às 10h, no estádio José Liberatti, em Osasco, contra o Audax. A equipe só volta a atuar em casa no dia 5 de agosto, no clássico contra a Inter de Limeira.

Tigre vai mal no DV nesta década
O empate por 2 a 2 com o Taboão da Serra marcou o 100º jogo do Tigre no Décio Vitta nesta década. Ao todo, foram 40 vitórias, 29 empates e 31 derrotas; 133 gols feitos e 122 gols sofridos. O que mais assusta é o pífio aproveitamento de 49,6%, ou seja, o Rio Branco não conseguiu fazer metade dos pontos que disputou em sua casa desde 2010.

Foi nesta década, também, que o alvinegro sofreu a sua maior derrota atuando no Riobrancão: 5 a 0 para o São José, na estreia da Série A-2 de 2011, em 15 de janeiro. Outras goleadas sofridas como os 4 a 1 para o XV de Piracicaba e os 3 a 0 para o Atlético Sorocaba, ambas em 2011, os 4 a 2 para o Red Bull Brasil em 2014 e os 4 a 0 para o Santo André em 2016, demonstram a má fase do Rio Branco em seus domínios.

Outro motivo é o acúmulo de fracassos em jogos importantes como o 3 a 1 para o Nacional, pelo Campeonato da Série A-3 deste ano, ou o 2 a 0 para o arquirrival União Barbarense pelas quartas de final da Copa Paulista de 2015. Aliás, o retrospecto do Tigre em dérbis disputados no DV nesta década é péssimo: uma vitória contra três do arquirrival. 

Em compensação, foi nesta década que o Riobrancão viu pela única vez uma "volta olímpica" do seu dono: foi com o título da Série A-3 de 2012, após vitória por 2 a 0 sobre o Grêmio Osasco, em 20 de maio. 

Rio Branco e Décio Vitta na história

Década
J*
V*
E*
D*
Apr.*
Maior vitória e maior derrota
70 (1979)
22
7
7
8
42,42%
4x2 Linense – 05/08/1979
0x2 Nacional – 20/05/1979
80
228
116
67
45
60,67%
7x1 Guaçuano e Estrela de São Carlos – 02/10/1983 e 16/02/1985
0x4 Velo Clube e Capivariano – 01/06/1980 e 03/08/1986
90
198
104
49
45
60,77%
7x1 Mogi Mirim – 23/03/1999
2x5 Santos – 08/05/1996
00
174
81
50
43
56,13%
5x1 Matonense e Ituano – 11/02/2001 e 20/07/2008
1x5 Santos e XV de Piracicaba – 23/02/2005 e 17/09/2006
10
100
40
29
31
49,60%
5x0 Osvaldo Cruz – 24/03/2012
0x5 São José – 15/01/2011
TOTAL
722
348
202
172
57,52%
7x1 Guaçuano, Estrela de São Carlos e Mogi Mirim - 02/10/1983, 16/02/1985 e 23/03/1999
0x5 São José – 15/01/2011
*O aproveitamento foi baseado na seguinte pontuação: Vitória - 3, Empate - 1 e Derrota - 0. Não há distinção de equivalência de pontuação dentre as décadas.

Maior sequência invicta do Rio Branco no DV: 25 jogos - 20/09/2008, na vitória por 1 a 0 sobre a Itapirense até 27/09/2009, no empate por 1 a 1 com o Atlético Sorocaba.

Maior sequência de vitórias do Rio Branco no DV: 10 consecutivas - 03/07/1982, 2 a 0 sobre o Independente de Limeira até 12/10/1982, na goleada por 6 a 0 sobre o Primavera; e 18/11/1989, 1 a 0 sobre o Fernandópolis até 03/06/1990, na vitória por 2 a 1 sobre o Independente de Limeira.

Maior sequência sem vencer do Rio Branco no DV: 10 jogos - 29/02/1984, na derrota por 2 a 0 para o União São João até 24/06/1984, no empate por 1 a 1 com o Guaçuano.

Maior sequência de derrotas do Rio Branco no DV: 5 consecutivas - 10/09/2006, 2 a 1 para o União São João até 28/01/2007, 3 a 1 para o Bragantino.

Melhor ano do Rio Branco no DV: 1990 - 81,33% de aproveitamento, sendo 25 jogos, 19 vitórias, quatro empates e duas derrotas. 2009 é o único ano em que o Tigre encerrou invicto em sua casa, sendo 20 jogos, 9 vitórias e 11 empates.

Pior ano do Rio Branco no DV: 2011 - 18,51% de aproveitamento, sendo nove jogos, uma vitória, dois empates e seis derrotas. 2014 é o ano com pior aproveitamento do Tigre no DV sem ter sido rebaixado em algum campeonato: 35,08%, sendo 19 jogos, cinco vitórias, cinco empates e nove derrotas.

Fred Smania: um predestinado do esporte americanense

Fred Allan Smania é um dos personagens de maior sucesso da história do futebol americanense. Figura carimbada do esporte, ele já foi de tudo: mascote, goleiro, atacante, preparador físico, técnico, homem forte do futebol do Palmeiras, braço direito de Jair Picerni e diretor. Em todas as funções, Fred marcou história de alguma forma e se tornou o mais predestinado esportista americanense ao sucesso. 

Nascido em 15 de março de 1951, em uma casa no bairro da Conserva, Fred é filho de Armando Smania, que foi técnico de futebol e goleiro do Rio Branco, e de Elvira Marcondes Smania. Hoje com 66 anos, Fred é personal trainer, mas vem ajudando o historiador Gabriel Pitor a fazer um grande trabalho de resgate ao Vasco da Gama de Americana, time que guarda com grande carinho. 

O Acervo - Rio Branco Esporte Clube, então, resolveu resgatar algumas partes da trajetória desse "americanense da gema". Esta é apenas uma de muitas histórias de vários personagens do Vasco da Gama que serão retratados no livro-almanaque "Esporte Clube Vasco da Gama - Um traço de união paulista-carioca", de Gabriel Pitor, e no "Almanaque do Tigre", de Claudio Gioria. Embarquemos na história de Fred Smania: um predestinado do esporte americanense.

Mascote do Vasquinho
Fred Smania já foi "mascote" do Vasco da Gama de Americana em um desfile comemorativo ao 7 de Setembro. Este talvez seja o primeiro grande registro do personagem na história do futebol. Seu pai, Armando, já era técnico do cruzmaltino no Campeonato da Liga Americanense de Futebol e no Amador do Estado e, por isso, ficou fácil para o ainda menino se envolver com o esporte.

Aliás, é bom dizer: Fred, naquela época, era praticamente vizinho do estádio Victório Scuro, assim como vários jogadores e diretores do clube da Conserva. Mais um motivo pelo qual começou cedo no futebol.

O Vasquinho foi o campeão do desfile de 7 de Setembro de 1957, como podemos ver na foto abaixo em que o seu pai, Armando, carrega a taça.

Fred Smania toma a frente do desfile de 7 de Setembro. Era o "mascotinho" do Vasco de Americana e desfilou junto com todo o time do cruzmaltino.

À direita Armando Smania, pai de Fred, carregando a taça de vencedor do desfile de 7 de Setembro;
Fred, ainda menino, carrega uma taça não identificada

O atacante predestinado
O "mascotinho" cresceu e virou um centroavante alto e de grande vigor físico. Era, então, o verdadeiro início de Fred Smania no futebol e não poderia ser em outro clube, senão no Vasco da Gama. Foi assim que ele passou a compor um grande elenco de Antonio Rosalém que seria selecionado para a disputa do Campeonato Paulista da Segunda Divisão (equivalente ao terceiro escalão estadual, atual A-3).

A sua estreia como atacante foi um presente de aniversário, no dia 17 de março de 1968, contra o Flamengo de Campinas. Fred entrou no lugar de Esquerdinha no segundo tempo, mas não anotou tento algum na vitória por 4 a 0 do onze cruzmaltino.

VASCO DA GAMA 3x0 FLAMENGO (CAMPINAS)
Data: 17/03/1968 - Domingo
Placar final: Vasco da Gama 3x0 Flamengo de Campinas
Local: Victório Scuro, em Americana
Árbitro: Brandão - Liga Campineira
Renda: NCr$100,00

Vasco da Gama: Nenê "Manga Rosa"; Irineu (Amadio), Celso (Romualdo), Helio e Arlindo; Valdecir, Esquerdinha (Fred Smania) e Bauer; Airton (Espanhol), Dirceu e Martins. Técnico: Antonio Rosalém.

Gols:
VAS - Bauer
VAS - Bauer
VAS - Esquerdinha

Mesmo sem marcar, Fred chamou atenção e passou a ser utilizado por Rosalém nos jogos. Porém, meses depois, ele foi cortado do elenco principal devido a sua idade (17 anos) e foi colocado no time de amadores do Vasco - que disputaria o Amador do Estado, também organizado pela Federação Paulista de Futebol.

Ao todo, foram nove jogos como atacante do Vasquinho e apenas um gol. Esse gol, por sinal, decisivo e que rendeu um troféu para a galeria cruzmaltina.

Em 1968, Vasco da Gama e Flamengo, os dois grandes rivais do futebol de Americana, disputaram o troféu "Irmãos Guion" em uma melhor de três jogos. O primeiro jogo foi na Vila Galo e terminou com vitória do Flamengo por 1 a 0. A volta, no Victório Scuro, teve vitória vascaína por 2 a 0. Por fim, no terceiro e decisivo jogo, também realizado no Victório Scuro, mas divido em 50/50 pelas torcidas rivais, o Vasco venceu por 1 a 0 com gol dele, Fred Smania.

VASCO DA GAMA 1x0 FLAMENGO (AMERICANA)
Data: 26/05/1968 - Domingo
Placar final: Vasco da Gama 1x0 Flamengo
Local: Victório Scuro, em Americana
Árbitro: José Aldo Belém
Renda: NCr$ 1.162,00

Vasco da Gama: Jair; Marinho e Darcy; Padre, Barreira e Tesoura; Nenê, Wilton, Fred Smania (Mirinho), Zezinho e Miguel (Jonas).

Flamengo FC: Argemiro; Walter, Valentim e Algodão; Ditão e Tião; Lu, Belinho, Batata, Juca e Máquina.

Gol:
VAS - Fred Smania

Obs.: Com esse resultado, o Vasco da Gama conquistou o título do Troféu Irmãos Guion.
Obs.2: O jogador Juca, do Flamengo, é o narrador esportivo Jota Junior, atualmente nos canais SporTV.

Fred Smania, o atacante predestinado que definiu o título da Taça Irmãos Guion a favor do Vasco sobre o seu arquirrival, o Flamengo.

O goleiro predestinado
O Vasco da Gama estava na segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 1968 - campeonato este que se encerrou apenas em 1969. Para se entender o contexto, voltemos àquela edição da "Terceirinha": na primeira fase, o Vasco passou como segundo colocado em um grupo de oito integrantes. A segunda fase, chamada de Série Brigadeiro Faria Lima, contava com Vasco, Amália de Santa Rosa do Viterbo, Fernandópolis, Oeste de Itápolis, DERAC de Itapetininga e Santo André. Apenas o campeão da série se classificava para a final e apenas o campeão da divisão subia para a "Segundinha".

Nesta segunda fase, o Vasco da Gama perdeu o seu goleiro titular, Nenê "Manga Rosa", para o Paulista de Jundiaí. Zé Aparecido assumiu o posto de Nenê, mas faltava um goleiro reserva para completar o elenco. Depois de muitas confabulações e consultas, um "menino dos amadores do Vasco, forte e com vigor físico" foi promovido para o plantel principal e para goleiro reserva: Fred Smania.

O primeiro jogo de Fred Smania como reserva do cruzmaltino foi contra o DERAC, em Itapetininga, tendo o Vasco ganho por 3 a 2 e dado grande passo para ser campeão da série. Ele ficou até a final, no dia 20 de abril, contra o Municipal de Paraguaçu Paulista (a extinta Paraguaçuense). Sempre como reserva, mas pertencente ao primeiro elenco campeão profissional da cidade de Americana.

Fred é o primeiro em pé, ao lado do zagueiro Romualdo;
abaixo, temos o diretor David Tonussi, o meio-campista Bauer e o mascotinho Bolão (Edílson Tonussi)

Preparador físico do AEC
Fred Smania fez faculdade de Educação Física e teve seu primeiro trabalho como preparador físico no Americana Esporte Clube, em 1976. Esteve ao lado de Bidon, Nã, Foguinho, Rinaldo, Eraldo "Cabeção" e tantos outros técnicos que passaram pelo alvi-anil no fim dos anos 70.

E, claro, ele estava lá, no primeiro e único título do Americana: da Seletiva para a Segunda Divisão de 1977. Dessa vez, não mais como goleiro ou atacante, mas em sua nova função de preparador que exerceria por anos e anos. Foi com esse título que o AEC conseguiu se manter na Segundona para, em 1979, passar o bastão para o Rio Branco.

Registro do Jornal O Liberal de 12/04/1977 - Fred Smania ao lado de Foguinho, técnico do AEC

Aqui, Fred como preparador físico do AEC. Ao seu lado, o lateral Ferreira e abaixo o atacante Ligão

Preparador físico do primeiro acesso
Com a fusão de Americana e Rio Branco, alguns funcionários que eram do time alvi-anil foram para o alvinegro americanense. Entretanto, Fred Smania não foi um desses e ficou de fora. Para conseguir um lugar no Tigre, ele teve que contar com a ajuda de um de seus grandes parceiros no futebol: o diretor David Tonussi.

Tonussi demonstrou sua insatisfação com o Rio Branco e ameaçou sair da diretoria do time. Os diretores do alvinegro não queriam perder David, um dos grandes colaboradores do futebol do Tigre, então perguntaram para o diretor o que faria ele ficar no time: "Eu fico se o Fred for o preparador,"

Foi assim que Fred Smania, em 1980, iniciou uma longa jornada no Rio Branco e estaria no primeiro acesso à elite, em 1990, como homem-forte de Afrânio Riul. Neste período, ele também foi treinador interino do Rio Branco, mas essa história vamos contar mais detalhes a seguir.

Fred como preparador físico do Tigre (o primeiro da esq. à dir.)
Rio Branco 1x0 Central Brasileira - 04/03/1990

Antes do acesso, o técnico do rival
Fred Smania, antes de subir com o Rio Branco em 1990, teve uma curta passagem pelo arquirrival União Barbarense como técnico. Foi em 1987, substituindo Walter Zaparolli e sob o respaldo do então presidente Nivaldo Batagin.

Isso aconteceu porque Fred foi dispensado do Tigre, algo que causou muita estranheza. O alvinegro americanense estava montando um time novo, com comissão técnica nova, todos vindo do Capivariano que tinha feito boa campanha na Segundona de 86.

Ao todo, foram sete jogos de Fred Smania no comando do Leão: três vitórias, dois empates e duas derrotas. Foi dispensado após o empate por 2 a 2 com o Velo Clube, pela quarta rodada da Segunda Divisão Estadual. Muitos, aliás, não concordaram com essa dispensa dentro do clube barbarense, uma vez que Fred estava no início de seus trabalhos e tinha retrospecto positivo. Para o seu lugar, Tonhão foi contratado, mas o União Barbarense não escaparia do rebaixamento naquela temporada, já que a Federação Paulista de Futebol fez um grande "facão" que rebaixou metade dos times da "Segundinha".

A primeira vitória na elite sob os comandos de Fred
Em Americana, Fred Smania continuava sendo um predestinado, dessa vez como o comandante de uma das vitórias mais emblemáticas do Rio Branco: a primeira na elite estadual, em 1991.

No dia 24 de julho de 1991, o Tigre, ainda comandado por Rubens Minelli, estreou com um empate em 0 a 0 em casa contra a Internacional de Limeira. Isso fez o técnico cair do comando alvinegro e Fred Smania assumir interinamente por algumas rodadas.

Em uma dessas jornadas, no dia 31 de julho de 1991, o alvinegro derrotou o São José por 1 a 0, gol de falta de Dico, e conquistou a sua primeira vitória na história da elite estadual.

RIO BRANCO 1X0 SÃO JOSÉ
Data: 31/07/1991 - Quarta-feira
Placar final: Rio Branco 1x0 São José
Placar 1º tempo: Rio Branco 0x0 São José
Local: Décio Vitta, em Americana
Público: 2.196 pagantes (um dos maiores da rodada, mesmo sendo um baixo público à época para o Tigre)

Rio Branco: Rogério; Levi, Cava, Pedro Paulo e Gilson; Leomir, Augusto (Marcos Alberto) e Pianelli; Nilton, Éder (Saura) e Dico. Técnico: Fred Smânia.

São José: Paulo Vitor; Marcelo (Alemão), Eugênio, Dama e Joãozinho; Nenê, Vander Luis e João Paulo; Claudinho (Edson Souza), Marcus Vinícius e Luciano. Técnico: Basílio.

Gol:
RBO - Dico 39' 2ºT

Obs.: A primeira vitória do Rio Branco na elite estadual.

Até então, o Rio Branco fez 407 jogos em 18 anos de Série A-1 (1991-2007, 2010): 140 vitórias, 107 empates e 160 derrotas; 578 gols pró e 597 gols sofridos.


Vídeo publicado por Claudio Gioria na página do seu futuro livro do Tigre

Manchete do jornal O Liberal após a primeira vitória na elite estadual;
Fred era o técnico

Bi-campeão simbólico do Interior
Fred Smania passou por vários times durante toda a década de 90. Foi neste período que ele passou a ser o homem de confiança do técnico Jair Picerni - ajudando-o como preparador físico, mas também em várias oportunidades atuando como olheiro e como auxiliar técnico.

Neste período, ele conquistou dois títulos simbólicos do Interior: um de Minas e outro de São Paulo. O de Minas Gerais foi em 1996, com a tradicionalíssima Caldense, encerrando o estadual em 3º lugar, atrás apenas dos gigantes Atlético Mineiro e Cruzeiro. Por fim, o título simbólico do interior paulista foi na volta ao arquirrival União Barbarense, em 1999, quando encerrou em 6º lugar no Paulistão - atrás apenas dos quatro grandes e da Portuguesa.

E aqui vale explicar o motivo de ser "simbólico": não havia, de fato, uma premiação, uma oficialização ou um torneio paralelo que decretasse o "campeão do interior" (como foi com o Rio Branco em 1922 e 1923, ou como vem acontecendo desde 2006 com o "Troféu do Interior" na elite estadual). Nem mesmo o regulamento do Paulistão citava que o melhor time do interior seria o campeão. Porém, era comum, à época, os pequenos brigarem pela melhor colocação fora os quatro grandes do estadual, justamente porque havia esse reconhecimento simbólico de "Campeão do Interior".

Esq. à dir.: Fred Smania, Jair Picerni e Toni Ferreira
Apresentação no União Agrícola em 1999

O pequeno-gigante vice da Libertadores
Outro momento marcante do futebol dos pequenos foi no início da década de 2000, quando o São Caetano conseguiu dois vice-campeonatos brasileiros e, o principal, o vice-campeonato da Libertadores em 2002. O Azulão do ABC é o time que mais longe chegou dentre os pequenos e médios na maior competição continental - ultrapassando o Guarani de 1979, que chegou a fase semifinal.

Fred Smania estava na comissão técnica do São Caetano de 2002, junto com Jair Picerni. Na final, a equipe acabou derrotada nos pênaltis por 4 a 2 para o Olímpia, do Paraguai.

Série B de 2003 com o Palmeiras
Em 2002, o Palmeiras tinha sofrido um traumático rebaixamento sob o comando do técnico Levir Culpi (este o menos culpado, é bom que se diga). Para o ano seguinte, que necessitava de uma reestruturação e de uma campanha sólida na Série B do Brasileirão, a diretoria alvi-verde chamou o técnico Jair Picerni para o comando. Fred Smania foi junto como preparador físico e também atuava como auxiliar técnico em algumas oportunidades. Por vezes, Smania e Picerni discutiam prováveis reforços e nomes para montar o elenco do Palmeiras. O Verdão foi campeão indiscutível da Série B com 23 vitórias em 35 jogos.

Fred retornaria em situação complicada ao Palmeiras em 2006, definitivamente como auxiliar técnico de Jair Picerni, para a reta final do Brasileirão. A equipe escapou do rebaixamento nas últimas rodadas.

O gerente de futebol do único título profissional do Rio Branco
Em todas as maiores glórias esportivas de Americana, Fred Smania estava lá. Não seria diferente em 2012, quando o Tigre jogaria pela primeira vez a Série A-3 do Campeonato Paulista. Ele era gerente de futebol e contava com o apoio do técnico Cilinho e do Edson Fassina na montagem do elenco para o Paulistão.

E deu muito certo! O Rio Branco sobrou durante todo o campeonato, sendo líder na primeira fase, líder no quadrangular de acesso e campeão. Este é o único título profissional do Tigre, já que os outros dois foram ainda na fase amadora: o Campeonato do Interior de 1922 e 1923. Ao todo, foram 27 jogos: 16 vitórias, sete empates e quatro derrotas. Para se ter uma ideia, a maior derrota foi o 1 a 0, em casa, para o XV de Jaú.

Fred não ficou até o fim do campeonato. Acabou saindo junto com o Cilinho, após a vitória por 3 a 2 sobre o Juventus, alegando interferência da diretoria dentro de campo. Mas ficou a base do time campeão com: Eder; Oliveira, Bernardi, Aírton e Esquerdinha; Deda, Rafael Jataí, Rodrigo Celeste e Rafael Chorão; Sandro Hiroshi e Marcos Denner.

Ficha - a carreira de Fred Smania

Como jogador
1967 - Atacante EC Vasco da Gama (Amadores)
1ºsem 1968 - Atacante EC Vasco da Gama (Amadores e Profissionais)
2ºsem 1968 - Goleiro EC Vasco da Gama (Profissionais)
1969 - Goleiro EC Vasco da Gama (Profissionais)

Como parte da comissão técnica e cartola
1975 - Bacharelado na PUC Campinas em Educação Física
1976 - Preparador físico do Americana EC
1977 - Preparador físico do Americana EC
1978 - Preparador físico do Americana EC
1980 - Preparador físico do Rio Branco
1981 - Preparador físico do Rio Branco
1982 - Preparador físico do Rio Branco
1983 - Preparador físico do Rio Branco
1984 - Preparador físico do Rio Branco
1985 - Preparador físico do Rio Branco
1986 - Preparador físico do Rio Branco
1987 - Técnico do União Agrícola Barbarense
1988 - Preparador físico do Rio Branco
1989 - Preparador físico do Rio Branco
1990 - Preparador físico do Rio Branco
1991 - Preparador físico do Rio Branco
1992 - Preparador físico do Rio Branco
1ºsem 1993 - Preparador físico do Rio Branco
2ºsem 1993 - Preparador físico do Bragantino
1994 - Preparador físico da Ponte Preta
1ºsem 1995 - Preparador físico da Ponte Preta
2ºsem 1995 - Preparador físico do Bahia
1996 - Preparador físico da Caldense
1997 - Preparador físico do Rio Branco
1998 - Preparador físico do Rio Branco
1999 - Preparador físico do União Agrícola Barbarense
1ºsem 2000 - Preparador físico do União Agrícola Barbarense
2ºsem 2000 - Preparador físico do Rio Branco
2002 - Preparador físico do São Caetano
2003 - Preparador físico do Palmeiras
1ºsem 2004 - Preparador físico do Palmeiras
2ºsem 2004 - Preparador físico do Atlético Mineiro
2ºsem 2004 - Preparador físico do Guarani
1ºsem 2005 - Preparador físico do Guarani
2ºsem 2005 - Preparador físico do Bahia
1ºsem 2006 - Preparador físico do Fortaleza
2ºsem 2006 - Preparador físico do Brasiliense
2ºsem 2006 - Auxiliar técnico do Palmeiras
2007 - Preparador físico do São Caetano
2012 - Gerente de futebol do Rio Branco

Dados técnicos

Todos os jogos como treinador do Rio Branco Esporte Clube*


1981 22/04 Palmeiras (SJBV) 0 x 0 Rio Branco 2ª Divisão E
1983 13/11 União São João 2 x 2 Rio Branco Amistoso E
1984 11/03 Rio Branco 1 x 1 Taubaté Amistoso E
1986 13/04 União São João 0 x 0 Rio Branco 2ª Divisão E
1986 10/08 Guaçuano 1 x 2 Rio Branco 2ª Divisão V
1986 17/08 Rio Branco 3 x 2 Derac 2ª Divisão V
1988 20/11 Taubaté 2 x 1 Rio Branco 2ª Divisão D
1988 27/11 Rio Branco 2 x 0 Rio Preto 2ª Divisão V
1988 03/12 Rio Branco 5 x 3 Comercial 2ª Divisão V
1988 08/12 São Bernardo 1 x 3 Rio Branco 2ª Divisão V
1991 28/07 São Bento 3 x 0 Rio Branco 1ª Divisão D
1991 31/07 Rio Branco 1 x 0 São José 1ª Divisão V
1991 04/08 São Paulo 1 x 0 Rio Branco 1ª Divisão D
1997 17/05 São José 1 x 1 Rio Branco 1ª Divisão E

*Os dados tiveram ajuda do historiador Claudio Gioria
Desempenho: 14JG | 6V | 5E | 3D

Todos os jogos como jogador do Esporte Clube Vasco da Gama

1968 17/03 Vasco 3 x 0 Flamengo de Campinas Amistoso V
1968 24/03 Sumaré 1 x 4 Vasco Amistoso V
1968 12/05 Flamengo (AM) 1 x 0 Vasco Taça Irmãos Guion D
1968 19/05 Vasco 2 x 0 Flamengo (AM) Taça Irmãos Guion V
1968 26/05 Vasco 1 x 0 Flamengo (AM) Taça Irmãos Guion V
1968 11/08 Vasco 0 x 5 América (AM) Amador do Estado D
1968 18/08 Flamengo (AM) 0 x 0 Vasco Amador do Estado E
1968 01/09 Vasco 1 x 0 São Manuel Amador do Estado V
1968 08/09 Vasco 1 x 2 Flamengo (AM) Amador do Estado D

Desempenho: 9JG | 5V | 1E | 3D - 1 gol (o do título da Taça Irmãos Guion, em 26/05/1968)

Todos os jogos como treinador do União Agrícola Barbarense

1987 26/04 Rio Claro 0 x 2 União Agrícola Amistoso V
1987 03/05 Ginásio Pinhalense 1 x 2 União Agrícola Amistoso V
1987 06/05 União Agrícola 1 x 0 Ginásio Pinhalense Amistoso V
1987 10/05 Radium 1 x 0 União Agrícola 2ª Divisão D
1987 17/05 União Agrícola 1 x 1 Saltense 2ª Divisão E
1987 20/05 Independente 1 x 0 União Agrícola 2ª Divisão D
1987 24/05 União Agrícola 2 x 2 Velo Clube 2ª Divisão E

Desempenho: 7JG | 3V | 2E | 2D

Galeria de títulos e vices:
1968 - Campeão da Taça Irmãos Guion - Vasco de Americana
1968 - Campeão da Segunda Divisão de Profissionais (3ª Divisão) - Vasco de Americana
1977 - Campeão do Torneio Seletivo para a 2ª Divisão - Americana EC
1990 - Vice-campeão da Divisão Intermediária e primeiro acesso à elite - Rio Branco EC
1996 - Campeão do Interior - Caldense
1999 - Campeão simbólico do Interior - União Agrícola Barbarense
2002 - Vice-campeão da Copa Libertadores da América - São Caetano
2003 - Campeão Brasileiro da Série B - Palmeiras
2006 - Vice-campeão Cearense - Fortaleza
2012 - Campeão Paulista da Série A-3 - Rio Branco EC

12 de abril: Vasco campeão, maior vitória fora de casa e Tigre vence o Clássico de Ouro

O dia 12 de abril é marcado por vitórias importantes para os dois principais times americanenses, Rio Branco e Vasco da Gama. Porém, é o Dragão da Conserva o maior privilegiado nesta data: além de um título, também conquistou a sua mais expressiva vitória fora de casa. O Acervo - Rio Branco Esporte Clube traz em detalhes o feito alvinegro e os dois feitos cruzmaltinos. 

Em 1969: Vasco 3x3 Oeste - "É campeão" e vaga na final
O Campeonato Paulista da Segunda Divisão - equivalente a atual Série A-3 - se alongou e sofreu grandes alterações no "tapetão". É importante explicar todas as alterações para que fique bem claro toda a fórmula de disputa do certame.

Inicialmente, a "Terceirinha" de 68 tinha 32 equipes participantes divididas em quatro grupos de oito integrantes. O campeão de cada grupo se classificaria ao quadrangular final, no qual apenas o campeão geral subiria de divisão. A equipe vascaína estava no grupo dois ao lado de Rio Branco de Ibitinga, Araras CD, Amália, Amparo, Bauru AC, Pirassununguense e Novo Horizonte. 

Ao final da primeira fase, o Vasco tinha encerrado na segunda colocação com 11 pontos perdidos, apenas atrás do Rio Branco de Ibitinga com 7 p.p. Ao cruzmaltino, era o fim da linha na "Terceirinha". Porém, dias depois, era anunciada a notícia de que a Federação Paulista de Futebol, de repente, tinha mudado as regras do jogo: agora, não mais um, mas quatro clubes seriam classificados por grupo. Tudo isso para favorecer o Santo André, time com força na entidade organizadora do futebol estadual, que havia sido eliminado no grupo um em que o Velo Clube foi o vencedor. 

Junto com o Santo André, o Vasco e outras 10 equipes foram na bagagem. Com a mudança, o Velo Clube, o Rio Claro (em solidariedade ao Velo), o Araras CD (em solidariedade ao Velo) e o São Bento de Marília (por dispensa de jogadores) desistiram da competição. Assim, apenas 12 agremiações participaram da segunda fase. 

Os clubes foram divididos em duas séries: 
Série "Abreu Sodré" - Municipal de Paraguaçu Paulista, Jalesense, Guarani de Adamantina, Botafogo de Catanduva, Garça e Rio Branco de Ibitinga. 
Série "Brigadeiro Faria Lima" - Amália, Santo André, Fernandópolis, DERAC, Vasco de Americana e Oeste de Itápolis.

Ao final das rodadas previstas para a série Brigadeiro Faria Lima, apontou-se a seguinte classificação: 
1º Vasco da Gama - 6 p.p.
1º Oeste de Itápolis - 6 p.p.
3º DERAC - 10 p.p.
3º Santo André - 10 p.p.
5º Amália - 14 p.p.
5º Fernandópolis - 14 p.p.

Na época, não havia critérios de desempate na classificação, então Vasco e Oeste, que fizeram o mesmo número de pontos na liderança da série, fizeram um jogo de desempate no estádio Adhemar de Barros, em Araraquara. O campeão do confronto entre americanenses e itapolitanos se classificava para a final geral da Terceirinha contra o campeão da série "Abeu Sodré". 

O Vasco da Gama tinha a vantagem do empate prolongado, ou seja, se o jogo terminasse empatado nos 90 minutos iria para a prorrogação normalmente, mas se o jogo permanecesse empatado na prorrogação, o Dragão seria o campeão. Isso se deve ao fato do confronto direto entre as equipes: o Vasco venceu por 4 a 0 e depois perdeu por 3 a 1 para o Oeste. No agregado, 5 a 3 para o time americanense. 

E assim aconteceu: o Vasquinho empatou por 3 a 3 com o Oeste e se sagrou campeão da Série Brigadeiro Faria Lima, alcançando a classificação à final da Terceirinha contra o Municipal de Paraguaçu Paulista, o campeão da Abreu Sodré. 

O Liberal | 14 de abril de 1969 - Vasco se garante na final

O Liberal | 14 de abril de 1969 - Matéria que conta com detalhes o empate em 3 a 3


O Liberal | 14 de abril de 1969 - Foto dos campeões e finalistas
Alguns personagens podem ser facilmente identificados: o primeiro de pé é o técnico Lucídio Camargo, seguido do goleiro Zé Aparecido; o quinto em pé da esquerda para direita é o zagueiro Arlindo; do outro lado, o penúltimo em pé é o goleiro Fred Smânia. Agachado e o primeiro a segurar a bola é o atacante Claudio Becate.

FICHA TÉCNICA
Vasco da Gama 3x3 Oeste de Itápolis
Campeonato Paulista da "Segunda Divisão" de 1968
Data: 12/04/1969 - tarde
Local: Adhemar de Barros, em Araraquara
Placar 1º tempo: Vasco 1x0 Oeste
Placar final: Vasco 3x3 Oeste
Árbitro: Carlos Afonso Lopes
Renda: NCr$2.158,00

Vasco da Gama: Zé Aparecido; Zulu (Irineu), Arlindo (Romualdo), Valdecir e Helio; Miltinho, Tuti e Bauer; Claudio Becate, Demerval e Martins. Técnico: Lucídio Camargo.

Oeste de Itápolis: Botia; Tatau, Roque, Lelo e Cícero; Moacir Guaçu e Ferreirinha; Dirceu (Silvio), Marinho, Quincas (Mané) e Germano.

Gols: 
VAS - Claudio Becate 42' 1ºT
OES - Germano 3' 2ºT
OES - Marinho 18' 2ºT
VAS - Martins 29' 2ºT
OES - Ferreirinha 33' 2ºT
VAS - Demerval 44' 2ºT

Em 1970: Vasco passeia em Santo André
O Vasco da Gama rumou a Santo André para enfrentar a equipe local, retribuindo a visita dos andreenses no dia 22 de março. Era só mais um amistoso da história do cruzmaltino e sem muitas pretensões, senão fazer uma boa apresentação.

Entretanto, o amistoso acabou se tornando histórico: o Vasco entrou com sangue nos olhos e conquistou a maior vitória fora de casa de sua história. Detalhe para o técnico do cruzmaltino, Armando Smânia, que é o progenitor de uma família vitoriosa no esporte americanense. Armandinho foi por muitos anos goleiro do Rio Branco e foi o técnico dos primeiros anos do Vasco da Gama. Ele é pai de Fred Smânia, arqueiro do Vasquinho campeão da Terceirinha em 1969, além de preparador por muitos anos do Tigre e o treinador da primeira vitória do alvinegro americanense na elite estadual, em 1991. 

FICHA TÉCNICA
Santo André 0x6 Vasco da Gama
Amistoso
Data: 12/04/1970 - tarde
Local: Bruno José Daniel, em Santo André
Placar 1º tempo: Santo André 0x5 Vasco da Gama
Placar final: Santo André 0x6 Vasco da Gama

Vasco da Gama: Nenê "Manga Rosa" (Tanabi); Silvinho, Clésio (Romualdo), Melo e Urubatão; Dirceu (Nenê II), Tuti e Careca; Djair, Mazinho e Lair (Dirceu Paraguaçu). Técnico: Armando Smânia. 

Gols: 
VAS - Djair
VAS - Djair
VAS - Careca
VAS - Mazinho
VAS - Tuti
VAS - Gol contra

Em 2014: Nos 100 anos do Clássico de Ouro, deu Tigre
"Clássico de Ouro" é o nome dado para o confronto entre Rio Branco e Guarani, rivais desde as primeiras décadas do século XX. O primeiro jogo entre as tradicionais agremiações aconteceu em 1 de fevereiro de 1914, com vitória do Bugre sobre o então Arromba, por 8 a 1. 

Este clássico possui muita história. Guarani e Rio Branco, até o fim da década de 20, eram arquirrivais, inclusive brigando por títulos do Campeonato do Interior. Contudo, o Tigre entrou em crise e o Bugre continuou a sua gloriosa trajetória, fazendo com que a rivalidade esfriasse e o maior rival do alvinegro americanense se tornasse o Carioba, contra o qual sempre disputava os títulos amadores de Americana. Com a morte da "Vermelhinha" na década de 70, o maior rival do Rio Branco passou a ser o União Barbarense. Enquanto isso, o Guarani já tinha como maior rival, a partir do início da década de 30, a Ponte Preta, especialmente com as disputas do Campeonato Campineiro. 

Em 2014, o Clássico de Ouro completou 100 anos e as equipes se enfrentaram pela última rodada do Campeonato Paulista da Série A-2. No centenário da rivalidade, deu Tigre: 3 a 2, em Paulínia. 

FICHA TÉCNICA
Guarani 2x3 Rio Branco
Campeonato Paulista da Série A-2
Data: 12/04/2014 - manhã
Local: Luis Perissinoto, em Paulínia
Placar 1º tempo: Guarani 0x1 Rio Branco
Placar final: Guarani 2x3 Rio Branco
Árbitro: Leonardo Ferreira Lima
Auxiliares: Gustavo Rodrigues de Oliveira e Luiz Quirino da Costa
Público: 386 pagantes
Renda: R$2.720,00

Rio Branco: Cristiano; Luiz Felipe, Toninho, Danilo Costa e Jô; Fábio Baiano, Gerson (Índio), Jaílton e Rafinha; Rafael Martins (Rossini) e Lukian (Renatinho). Técnico: Júlio César.

Guarani: Diego; Afonso (Marcinho), Anderson, Jorge Luiz e Léo Rigo; Wellyson, João Víttor, Lorran e Everton; Neto (Victor Bandeira) e Giba (Victor Romanini). Técnico: Carlinhos Rodrigues (interino).

Gols: 
RBO - Jaílson 12' 1ºT
GUA - Neto 7' 2ºT
RBO - Rossini 27' 2ºT
GUA - Léo Rigo 29' 2ºT
RBO - Rafinha 31' 2ºT